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Por que trabalhadores abrem mão do cargo de liderança?

Pesquisas mostram que os profissionais não querem assumir cadeiras de liderança. Um dos motivos é a prioridade em equilibrar a vida pessoal e a profissional. Entenda e saiba como lidar com o movimento!

Por que trabalhadores abrem mão do cargo de liderança?

(Foto: Martin Barraud via Getty Images)

, jornalista

13 min

1 jun 2022

Atualizado: 15 dez 2022

Por Sabrina Bezerra

Aquela trajetória profissional que consistia em começar na empresa em nível júnior e alcançar o cargo de liderança caiu por terra. 

Agora, como tem mostrado o movimento Great Resignation, as pessoas querem equilibrar a vida pessoal e a profissional — e ocupar a posição mais alta da hierarquia corporativa pode não estar nos planos.

O motivo? “O comportamento dos trabalhadores mudou com a nova geração. Mas além disso, a pandemia fez os profissionais se preocuparem mais com a saúde mental e o propósito e, em alguns casos, — como era comum antes —, gerir pessoas não está na lista”, diz Vitor Silverio, gerente sênior de parcerias estratégicas da Robert Half.

E OS DADOS MOSTRAM… 

Um levantamento feito pela Harvard Business Review, por exemplo, mostrou que apenas 34% dos profissionais dos mais de 3.600 entrevistados disseram buscar posições de liderança e somente 7% disseram que o objetivo da carreira era ocupar a cadeira de c-level.

Outra pesquisa feita pela consultoria de recursos humanos Robert Half indicou as principais preocupações dos trabalhadores ao abrir mão da alta hierarquia na empresa: “de um lado, a preocupação de, ao ocupar o cargo, não conseguir equilibrar o trabalho e a vida pessoal; do outro são sobre competência, ou seja, dizem respeito a quão pronto o profissional se percebe para a nova posição”, afirma Silverio.

Trabalho, cansaço, escritório (Foto: FG Trade via Getty Images)

COMO A EMPRESA DEVE LIDAR?

“Primeiro, é importante lembrar que cada pessoa tem as próprias expectativas em relação à carreira. Por isso, de forma alguma, a companhia deve insistir para o profissional a ocupar o cargo de liderança”, conta Silverio (saiba mais abaixo).

“Mas vale entender o porquê o trabalhador não quer ocupar o cargo. Se o motivo for medo, é importante a empresa ajudar. Como? Com conversas constantes. Deixe um atual líder à disposição para tirar dúvidas de forma empática e dê feedback de desenvolvimento das habilidades”, completa o executivo.

Por outro lado, se a maioria dos talentos não têm a ambição de ser líder, que tal seguir o exemplo de empresas do Vale do Silício? É o que pergunta Juliana Alencar, especialista em cultura organizacional da Nova Economia.

“Isso porque, nos últimos tempos, as empresas do Vale do Silício e outras companhias do ecossistema de inovação quebraram paradigmas criando a opção da gestão em Y, onde para você crescer e ganhar dinheiro, não necessariamente precisa gerir pessoas”, diz Juliana. “Esse modelo, por sinal, tem ganhado cada vez mais força e marcas como a Netflix possuem essa opção”, completa.

COMO O PROFISSIONAL DEVE AVALIAR SE DEVE OU NÃO OCUPAR O CARGO DE LIDERANÇA?

Silverio orienta que o profissional faça um mapeamento e identifique se quer assumir as responsabilidades da nova posição ou não — e o porquê. “Se você estiver com receio, procure o RH e peça orientação para trilhar o seu plano de carreira”, diz. Desta forma, possivelmente receberá mentoria e feedback. Outra dica é turbinar as habilidades comportamentais

POR QUE IMPORTA?

Cada vez mais está difícil para as empresas atrair e reter talentos. Por isso, é importante ficar de olho nos movimentos do mercado. Se os profissionais não querem mais ocupar posição ligada à liderança, vale buscar novas alternativas, como a gestão em Y, por exemplo.

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Jornalista especializada em carreira, empreendedorismo e inovação. Formada em jornalismo pela FMU e pós-graduada em marketing pelo Senac, atua na área de negócios há quatro anos. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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