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O que esperar do mercado de trabalho em 2022

Como você imagina o mercado de trabalho em 2022? Com muita realidade aumentada, óculos 3D e o metaverso causando o maior burburinho no mundo corporativo? Calma. Parece que ainda não. Entenda!

O que esperar do mercado de trabalho em 2022

(Foto: Photo by Ant Rozetsky on Unsplash)

, jornalista

6 min

3 jan 2022

Atualizado: 19 mai 2023

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Por Sabrina Bezerra

Como você imagina o mercado de trabalho em 2022? Com muita realidade aumentada, óculos 3D e o metaverso causando o maior burburinho no mundo corporativo? Calma. A movimentação ainda é incerta no setor.  

Por outro lado, as pautas que estão a todo vapor são: análise de dados, gestão ágil, soft skills e trabalho híbrido (bye, bye home office total — ao menos para as big techs e muitas empresas por aí).

Sobre os salários, bom, as notícias não são das melhores. “Não devemos observar mudanças gritantes nos salários, já que as companhias ainda estão atentas ao impacto da covid-19 na economia”, disse em nota Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.

Já o bem-estar será uma das prioridades nas companhias. Visto que a área de recursos humanos estará mais humanizada. Falando nisso, segue a dica de Mantovani: “As pessoas são o bem mais valioso de qualquer organização. Por isso, a recomendação que faço aos gestores é de buscar reter seus melhores profissionais para não correr o risco de eles encontrarem a valorização e o acolhimento em outras empresas.”

Agora, veja a lista dos destaques do mercado de trabalho em 2022:

Home office, trabalho, computador, teletrabalho (Foto de Vlada Karpovich no Pexels)

MODELO DE TRABALHO HÍBRIDO

O movimento de trabalho híbrido — home office e escritório — que foi acendido pelas big techs será um dos destaques para 2022. O desafio será equilibrar os dias que os trabalhadores deverão ir presencialmente (o que já causou burburinho em algumas empresas). Por exemplo, quem deve escolher quando ir ao ambiente físico: colaboradores, gestores ou a empresa? Não existe fórmula mágica, mas fica a dica: “trabalho híbrido requer planejamento para garantir que realmente funcione para todos os envolvidos”, afirma James Berry, diretor de MBA da University College London à Wired.

Aqui, você fica por dentro da relação entre o trabalho é híbrido e os coworkings 

(Foto: LaylaBird via Getty Images)

FERRAMENTAS DE PRODUTIVIDADE

A transformação digital para o mercado de trabalho continua. Nessa, as plataformas ágeis — que ajudam a aumentar a produtividade das equipes e dos projetos — ganham ainda mais destaque.

Fim das longas reuniões? As videoconferências continuarão, mas a ideia é que sejam mais curtas e objetivas. “Em 2022, a produção de melhores reuniões remotas começará a ser uma habilidade que levará a promoções, oportunidades de liderança e sucesso na carreira”, diz Jim Szafranski, CEO da Prezi à Wired.

+ Microsoft Mesh transforma reuniões de home office em realidade virtual

Zoom, videoconferência, reunião online (Foto: unsplash)

RETENÇÃO DE TALENTOS

As demissões em massa começaram. Isso significa que atrair e reter talentos será uma das dificuldades do mercado de trabalho em 2022, segundo a pesquisa “Guia Salarial 2022” feita pela Robert Half. Como assim? 69% dos executivos entrevistados dizem que será desafiador encontrar bons profissionais no próximo ano; 49% afirmam que a empresa pode perder os melhores talentos; e 48% acreditam que o turnover será mais alto do que na pandemia.

Por quais motivos? Aumento de abordagem da concorrência, muita pressão no trabalho, insatisfação com salário e com a cultura organizacional da companhia. 

Ainda segundo o estudo, para atrair e reter a galera, a empresa precisa seguir algumas ações, como:

Benefícios corporativos
“Requer que as empresas estejam atentas às suas ofertas e revejam seus pacotes de remuneração e benefícios para que seja possível atrair os melhores talentos do mercado”, diz a empresa de recrutamento. Aqui você confere os benefícios oferecidos pelas empresas mais desejadas para trabalhar.

ESG
O Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em tradução) chegou na pauta dos funcionários. Isso porque "83% dos profissionais afirmam que a empresa que tem uma agenda ESG é um fator importante na hora de aceitar – ou não - uma oferta de trabalho e 50% dizem que não trocam de emprego porque a empresa atual olha para as práticas ESG, e isso os motiva a ficar na companhia”, conta a pesquisa.

Flexibilidade
“É necessário também desenvolver uma cultura flexível. Isso ajudará a reter seu talento no próximo ano”, diz Berry. O conselho vai ao encontro da pesquisa da Robert Half, que diz que 49% dos profissionais querem mais flexibilidade no trabalho.

Saúde mental
“53% dos executivos acreditam que seus colaboradores estão mais suscetíveis a crises de estresse, ansiedade e burnout. Cargas mais pesadas de trabalho, medo da demissão, pressão por resultados, equipe reduzida e home office com filhos aparecem como os principais gatilhos”, diz o estudo. Dito isso, cuidar da saúde mental deles será um diferencial. Como, por exemplo, oferecer benefícios relacionados ao bem-estar e canal ativo para conversa. Clique aqui para saber mais como a área de recursos humanos pode ser mais presente na manutenção da saúde mental dos colaboradores e quais métodos podem ser usados para avaliar corretamente as pessoas da empresa.

SOFT SKILL

Já falamos aqui que as soft skills são importantes para a carreira. Em 2022 não será diferente. Estamos na era do Mundo BANI, do qual existe a fragilidade. Ou seja, tudo pode mudar rapidamente -- e de forma drástica. Nessa, se destacam os profissionais com boas habilidades comportamentais.

Se uma pessoa tem uma hard skill (habilidade técnica) como sua única fortaleza, isso será muito frágil para a carreira dela. Visto que estamos em um momento de mudança ágil, principalmente por causa da transformação digital. É preciso desenvolver pensando cada vez mais em estratégias de resolução de problemas complexos", diz Juliana Alencar, Chief Culture Officer da StartSe.

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Imagem de perfil do redator

Sabrina Bezerra é jornalista especializada em carreira e empreendedorismo. Tem experiência há mais de cinco anos em Nova Economia. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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