Com investimento de US$ 60 mi, Minuto Seguros quer usar IA para vender produtos

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

5 de julho de 2019 às 16:02 - Atualizado há 1 ano

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Depois de trabalhar por mais de 20 anos em empresas do setor de seguros, Marcelo Blay decidiu criar uma nova solução para o mercado. Assim surgiu, em 2010, a Minuto Seguros, corretora 100% online para contratação de seguros de viagem, residencial, carro e outros itens. “Investimos bastante na construção de uma plataforma tecnológica. Nosso modelo de negócio conseguiu chegar nas pessoas que até então não tinham nenhum seguro”, explica Blay. 

O objetivo da startup é criar uma experiência rápida e fácil para os clientes, que podem fazer a contratação de seguros ou renovação de apólices pelo próprio site. Porém, Marcelo explica que o diferencial foi unir a tecnologia ao atendimento humano. “Tudo pode ser feito online. Mas em geral, as pessoas ficam com dúvidas na hora de decidir qual opção contratar, e querem telefonar, entrar em um chat ou mandar e-mail. Nesse momento temos uma equipe preparada para dar todas as explicações”, ressalta.

Sede da Minuto Seguros, em São Paulo.

Desde a criação da empresa, já foram mais de 100 milhões de cotações realizadas em 500 mil vendas. Hoje, a Minuto Seguros possui parceria com 13 seguradoras. Com o sucesso da startup, Marcelo passou a ser procurado por fundos estrangeiros interessados em investir na empresa. Foi assim que a Minuto Seguros recebeu cerca de US$ 60 milhões de investimento da Redpoint eventures e Intact Ventures. O aporte foi realizado ao longos de alguns anos, com a última rodada em 2019. 

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“Tentamos buscar sócios que tivessem mais do que apenas o capital. A Redpoint, por exemplo, nos trouxe conhecimento de áreas que não éramos tão fortes. Entendíamos muito de seguros, mas não éramos especialistas em tecnologia. Foi muito importante ter essa complementaridade”, ressalta o empreendedor.

Próximos passos

Segundo Marcelo, o aporte será usado, principalmente, para aprimorar a plataforma com novas tecnologias. “Queremos usar inteligência artificial para melhorar a oferta de produtos. Com o uso de algoritmos, podemos indicar o seguro certo, da seguradora certa e com serviços complementares à apólice. Além disso, planejamos desenvolver mecanismos para combater fraudes”, explica.

O empreendedor se diz otimista com o futuro do mercado de seguros no país. “No Brasil, ainda falta essa visão mais voltada para indústria de seguros. Mas é um setor que pode multiplicar de tamanho. Acredito que a tecnologia tem um papel importante nisso, ajudando a reduzir custos e melhorar a experiência dos clientes”.