O iFood acabou de dar mais um passo — e não é pequeno.
iFood adquire 100% da startup de reservas Get In
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6 min
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30 abr 2026
•
Atualizado: 30 abr 2026
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A empresa anunciou a aquisição da Get In, startup especializada em reservas de mesas e gestão de filas em restaurantes. O movimento vem junto com o lançamento do “iFood para Comer Fora”, uma nova frente que leva a empresa para dentro do salão — literalmente.
Se antes o iFood era o caminho entre a fome e a entrega, agora ele quer ser o sistema operacional completo da experiência gastronômica.
Com a aquisição da Get In, o iFood passa a oferecer:
Tudo isso integrado à sua base massiva de usuários.
Na prática: o iFood deixa de ser só delivery e passa a influenciar também o momento em que você decide onde comer fora.
Esse movimento não começou agora.
Nos últimos anos, o iFood vem montando peça por peça de um ecossistema muito maior:
O objetivo é claro: se tornar o “all-in-one” do food service.
Não é mais sobre entregar comida. É sobre controlar — ou pelo menos orquestrar — toda a cadeia.
Existem três camadas aqui que importam:
Restaurantes têm um problema clássico: mesas vazias em horários ociosos.
A Get In resolve isso.
O iFood escala isso.
Agora, além de gerar pedidos, o iFood pode gerar fluxo físico, aumentando receita fora do delivery.
Antes, o iFood sabia o que você pedia.
Agora, ele pode saber:
Isso é ouro.
Porque quem domina dados, domina recomendação.
E quem domina recomendação, domina demanda.
Delivery é um negócio caro.
Levar clientes para o salão — onde a logística é zero — melhora a equação econômica.
E ainda fortalece o relacionamento com restaurantes.
É uma jogada de eficiência disfarçada de conveniência.
O iFood está fazendo o que toda grande plataforma faz quando amadurece:
Hoje, ele conecta:
Isso cria um efeito poderoso: dependência estrutural.
Esse movimento é um case clássico de ambidestria.
O iFood continua explorando seu core (delivery), mas simultaneamente explora novas avenidas (salão, gestão, experiência).
Não é uma escolha entre um ou outro. É fazer os dois — ao mesmo tempo.
E mais importante: usando o core para alimentar o novo.
O iFood não está “diversificando”.
Está completando o ecossistema.
A pergunta não é mais:
“Qual é o meu produto?”
Mas sim:
“Qual parte da jornada do cliente eu ainda não controlo?”
Empresas que vencem hoje não são as melhores em um ponto. São as que conectam todos os pontos.
Se você lidera um negócio, esse movimento deixa um recado claro:
E isso exige uma nova mentalidade.
No Executive Program da StartSe, esse tipo de movimento é dissecado em profundidade — não como notícia, mas como modelo mental.
É sobre entender como empresas ambidestras pensam, como expandem fronteiras
e como constroem vantagens que parecem invisíveis… até ser tarde demais.
O iFood começou entregando comida na casa das pessoas.
Agora, quer ajudar o consumidor a decidir onde vai comer quando quiser sair.
Da casa à rua, há uma facilidade orquestrada pelo iFood.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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