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Além da entrega: iFood adquire startup de reservas de mesa em restaurantes

O iFood acabou de dar mais um passo — e não é pequeno.

Além da entrega: iFood adquire startup de reservas de mesa em restaurantes

iFood adquire 100% da startup de reservas Get In

Bruno Lois

, Editor

6 min

30 abr 2026

Atualizado: 30 abr 2026

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A empresa anunciou a aquisição da Get In, startup especializada em reservas de mesas e gestão de filas em restaurantes. O movimento vem junto com o lançamento do “iFood para Comer Fora”, uma nova frente que leva a empresa para dentro do salão — literalmente.

Se antes o iFood era o caminho entre a fome e a entrega, agora ele quer ser o sistema operacional completo da experiência gastronômica.

O que aconteceu

Com a aquisição da Get In, o iFood passa a oferecer:

  • Reserva de mesas diretamente no app
  • Entrada em filas online
  • Descoberta de restaurantes
  • Cashback e descontos para consumo presencial
  • Ferramentas para restaurantes gerirem fluxo e ocupação

Tudo isso integrado à sua base massiva de usuários.

Na prática: o iFood deixa de ser só delivery e passa a influenciar também o momento em que você decide onde comer fora.

O que está por trás disso

Esse movimento não começou agora.

Nos últimos anos, o iFood vem montando peça por peça de um ecossistema muito maior:

  • Comprou empresas de gestão (PDV, estoque, financeiro)
  • Criou soluções para operação no salão
  • Integra dados online e offline
  • E agora, entra na jornada do cliente antes mesmo do pedido

O objetivo é claro: se tornar o “all-in-one” do food service.

Não é mais sobre entregar comida. É sobre controlar — ou pelo menos orquestrar — toda a cadeia.

Por que isso é estratégico (e inevitável)

Existem três camadas aqui que importam:

1. Ocupação é dinheiro (e o salão ainda manda)

Restaurantes têm um problema clássico: mesas vazias em horários ociosos.

A Get In resolve isso.
O iFood escala isso.

Agora, além de gerar pedidos, o iFood pode gerar fluxo físico, aumentando receita fora do delivery.

2. Dados: o novo “tempero secreto”

Antes, o iFood sabia o que você pedia.
Agora, ele pode saber:

  • Quando você sai para comer
  • Onde você prefere ir
  • Quanto tempo espera
  • Frequência de visitas

Isso é ouro.

Porque quem domina dados, domina recomendação.
E quem domina recomendação, domina demanda.

3. Expansão de margem (sem parecer)

Delivery é um negócio caro.

Levar clientes para o salão — onde a logística é zero — melhora a equação econômica.
E ainda fortalece o relacionamento com restaurantes.

É uma jogada de eficiência disfarçada de conveniência.

O jogo maior: ecossistema

O iFood está fazendo o que toda grande plataforma faz quando amadurece:

  • Primeiro: resolve um problema específico (delivery)
  • Depois: expande para adjacências
  • Por fim: constrói um ecossistema integrado

Hoje, ele conecta:

  • Consumidor
  • Restaurante
  • Operação
  • Pagamento
  • Logística
  • E agora… a experiência presencial

Isso cria um efeito poderoso: dependência estrutural.

Ambidestria em ação

Esse movimento é um case clássico de ambidestria.

O iFood continua explorando seu core (delivery), mas simultaneamente explora novas avenidas (salão, gestão, experiência).

Não é uma escolha entre um ou outro. É fazer os dois — ao mesmo tempo.

E mais importante: usando o core para alimentar o novo.

O que isso ensina (para quem está jogando o jogo certo)

O iFood não está “diversificando”.

Está completando o ecossistema.

A pergunta não é mais:

“Qual é o meu produto?”

Mas sim:

“Qual parte da jornada do cliente eu ainda não controlo?”

Empresas que vencem hoje não são as melhores em um ponto. São as que conectam todos os pontos.

E o que isso tem a ver com você?

Se você lidera um negócio, esse movimento deixa um recado claro:

  • O jogo não é mais linear
  • Não é mais sobre eficiência isolada
  • É sobre arquitetura de ecossistemas

E isso exige uma nova mentalidade.

No Executive Program da StartSe, esse tipo de movimento é dissecado em profundidade — não como notícia, mas como modelo mental.

É sobre entender como empresas ambidestras pensam, como expandem fronteiras
e como constroem vantagens que parecem invisíveis… até ser tarde demais.

O iFood começou entregando comida na casa das pessoas.

Agora, quer ajudar o consumidor a decidir onde vai comer quando quiser sair.

Da casa à rua, há uma facilidade orquestrada pelo iFood.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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