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A próxima fronteira da IA não está na tela, mas no mundo físico

Siemens aponta uma virada: da IA que interpreta linguagem para a IA que opera máquinas, fábricas e infraestrutura

A próxima fronteira da IA não está na tela, mas no mundo físico

Reprodução Siemens

Bruno Lois

, Editor

5 min

28 abr 2026

Atualizado: 28 abr 2026

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A inteligência artificial que dominou os últimos anos — baseada em texto, linguagem e interação — pode não ser o destino final dessa tecnologia.

Segundo Olympia Brikis, diretora global de pesquisa em IA industrial da Siemens, a próxima grande evolução da IA está no mundo físico.

Isso significa uma mudança clara: sair da IA que responde perguntas para a IA que atua diretamente em sistemas reais, como fábricas, redes de energia e infraestrutura.

O ponto central da visão da Siemens é simples, mas poderoso.

Enquanto modelos como ChatGPT dependem fortemente de linguagem — e, portanto, de contexto, idioma e interpretação — o ambiente industrial opera de outra forma:

  • dados são majoritariamente numéricos
  • padrões são universais
  • processos seguem lógica técnica estruturada

Por isso, segundo Brikis, o desafio da IA no mundo físico pode ser menor do que no mundo da linguagem, justamente porque a indústria já trabalha com padrões globais.

Essa diferença muda tudo.

Na prática, a IA industrial não está focada em gerar respostas melhores.
Está focada em resolver problemas reais com precisão e previsibilidade.

Isso inclui aplicações como:

  • automação de processos industriais
  • otimização de redes de energia
  • manutenção preditiva
  • simulação de sistemas complexos

E, mais importante: tudo isso acontece em ambientes onde erro não é tolerável.

Outro ponto relevante é que a indústria historicamente foi mais lenta na adoção de IA.

Brikis reconhece que o setor era um “slow adopter” — mas isso está mudando rapidamente.

Agora, a IA começa a sair dos laboratórios e entrar diretamente na operação.

Essa transição também altera o tipo de inteligência que importa.

Não basta mais modelos baseados apenas em dados.

A nova fase exige sistemas que combinem:

  • dados
  • conhecimento de engenharia
  • leis físicas
  • contexto operacional

Ou seja: a IA deixa de ser estatística… e passa a ser aplicada.

O impacto disso vai além da tecnologia. Ele redefine como empresas criam valor.

Porque quando a IA entra no mundo físico, ela passa a influenciar:

  • produtividade industrial
  • eficiência energética
  • infraestrutura urbana
  • cadeia de produção global

E isso amplia o alcance da tecnologia para setores que, até pouco tempo, estavam à margem da revolução digital.

A Siemens já se posiciona nessa direção ao aplicar IA em sistemas reais — conectando o mundo digital ao físico por meio de automação, simulação e gêmeos digitais.

O objetivo não é apenas digitalizar processos.

É torná-los mais eficientes, previsíveis e integrados.

A leitura final (estilo StartSe)

A IA que conhecemos até agora foi só a primeira camada.

Ela ajudou a entender, escrever, automatizar tarefas digitais.

Mas o próximo salto é maior. A IA vai sair da interface… e entrar na realidade.

E quando isso acontece, o impacto deixa de ser incremental.

Ele se torna estrutural. Porque não muda só como trabalhamos com tecnologia.

Muda como o mundo funciona. Participe da discussão do futuro do trabalho e do mundo com IA: esteja no AI Festival, da StartSe, nos dias 13 e 14 de maio de 2026.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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