Conheça as empresas que estão ganhando com a explosão do bitcoin

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Por Mariana Rodrigues

5 de junho de 2017 às 16:18 - Atualizado há 3 anos

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O mercado de criptomoedas passa por um momento único no Brasil. Além do otimismo recente com o bitcoin e outras criptomoedas temos um crescimento exponencial da base de usuários no país. Esta é a análise de Marcelo Miranda, membro do Conselho da Digital Chamber de Propriedade Intelectual para Blockchain e fundador do curso FinChain. O mercado de criptomoeda está florescendo e todas as empresas consultadas pela matéria registraram grande volume de crescimento em clientes e número de operações no último ano.

Valor das transações de bitcoins em reais

Abaixo, o valor das transações de bitcoin registradas desde abril de 2016 até março de 2017, por trimestre:

Fonte: bitValor

Ainda de acordo com Miranda, “O momento é bom para aproveitar as oscilações do mercado que estão dando bastante oportunidades de lucro”. Em 2016 o Bitcoin fechou o ano com alta de 89%, cotado a R$ 3.392,00 em dezembro. E esse ano continua crescendo. Ele já atingiu em negociações diárias um patamar de R$ 14 mil, e no momento em que essa matéria é publicada está cotado em mais de R$ 9.200,00.

Abaixo, as três maiores corretoras em market share no país e seus números:

MercadoBitcoin – tem 300 mil clientes. Por meio da plataforma foram transacionados R$ 140 milhões em maio. Registrou crescimento médio de 200% ao ano.

Bitcointoyou – divulga ter quase 200 mil clientes. Transacionou 40 mil bitcoins em 2016, quantidade já ultrapassada em 2017, com uma média de transações de 10 mil bitcoins por mês.

Foxbit – tem 80 mil clientes. Realiza cerca de 200 mil trades por mês. Cresce cerca de 30% ao mês, em quantidade de operações, volume e faturamento. Já recebeu R$ 440 mil de investidores anjo, sendo R$40mil no pré-operacional e R$ 400 mil na fase de expansão.

Criptomoedas crescem como opção de investimento

O bitcoin é a criptomoeda mais famosa e negociada no Brasil e no mundo, e já serve até como moeda para pagamento em algumas lojas no Brasil. Mas muitos investidores estão interessados na criptomoeda como investimento, como explicou o fundador da Bitcointoyou, André Horta: “Quando comparado à Bolsa de Valores, o bitcoin apresenta historicamente uma valorização muito maior que o Índice Bovespa, possui fácil entendimento e permite às pessoas iniciarem com apenas dez reais.”

Vale dizer também que o bitcoin e as demais criptomoedas são investimentos mais voláteis que o Índice Bovespa e, portanto, apresentam maior risco.

“Existem mais de 700 criptopmoedas no mundo e todas valorizaram bastante em 2017. No longo prazo a tendência é de as principais moedas continuarem a apreciar, embora no curto prazo a chance de uma correção para baixo exista”, explicou Marcelo Miranda.

Corretoras apostam em expansão para outras criptomoedas

Por conta dessa valorização, a nova corretora Braziliex já nasceu disponibilizando operações com várias criptomoedas, como Ethereum, Litecoin e Dash.

“Sabemos que existem poucas empresas ofertando um serviço de qualidade nesse sentido. Existe um grande público sem atendimento, e observando o crescimento do segmento em todo o mundo, partimos para ação”, disse o fundador Ricardo Rozgrin. “Em 14 dias, quase 2.000 clientes se cadastraram para utilizar nossos serviços e centenas de novos cadastros estão sendo validados diariamente”, contou.

A Mercadobitcoin também oferece litecoins em seu portfólio e está avaliando a entrada de outras criptomoedas. A Foxbit, que tem apenas o bitcoin atualmente, pretende começar a trabalhar com outras moedas ainda esse ano: “Das tantas disponíveis no mercado, a Ethereum é a que mais se sobressai, principalmente porque o projeto é apoiado por grandes empresas de tecnologia”, disse Luis Augusto Schiavon, COO da corretora.

O Ethereum é a que mais se destaca atualmente, também na opinião de Marcelo Miranda: “A plataforma do Ethereum já está sendo utilizada por mais de 100 bancos e empresas no mundo todo.  A moeda do blockchain do Ethereum é a ETH e teve uma valorização extrema nas últimas semanas.” A criptomoeda tem a chance de ultrapassar o bitcoin, com uma parcela de mercado continuamente crescente.

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na StartSe Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

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A LTP é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ela é COO da SGC Conteúdo. Para acompanhar o conteúdo produzido pela LTP no Brasil e no mundo, cadastre-se na newsletter.

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