E-commerce do Magazine Luiza cresce 73% no primeiro trimestre de 2020

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

27 de Maio de 2020 às 18:58 - Atualizado há 6 meses

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Em uma teleconferência com investidores nesta terça-feira (26), Frederico Trajano, o presidente do Magazine Luiza, afirmou que a empresa aguentaria até dois anos com as lojas fechadas. Deve-se notar que “lojas fechadas” é diferente de não operar, pois no online, o Magazine Luiza segue a todo vapor.

O faturamento do e-commerce do Magazine Luiza cresceu 203% no primeiro trimestre de 2020, em comparação ao mesmo período em 2019. Atualmente, as vendas nos canais digitais representam 53% das vendas totais da companhia. Sua operação digital é composta pelo site, aplicativo, marketplace (no qual terceiros podem vender produtos na empresa), Netshoes, Zattini, Época Cosméticos e Estante Virtual.

Com março marcando o último mês do trimestre, o início da quarentena e o fechamento de lojas físicas no varejo em diversos pontos do país, o Magazine Luiza passou a focar na vertical “mercado” de produtos. Em um comunicado, a companhia destacou que itens de higiene pessoal, limpeza e bebidas, entre outros, passaram a ser entregues em até 48 horas.

Criada pela empreendedora Luiza Helena Trajano, a empresa tem apostado em sua própria transformação digital desde, no mínimo, 2011. Esse foi o ano em que fundou o laboratório de inovação LuizaLabs. A StartSe conheceu o laboratório e contou tudo sobre para você. Por passar os últimos dez anos investindo no e-commerce, a companhia tem se destacado em meio à pandemia, em que os canais digitais são a única maneira de vender.

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Foco no marketplace

Um canal específico vem se destacando dentre as alternativas digitais oferecidas pela companhia: o marketplace. No Magazine Luiza e em outros varejistas que oferecem, outras empresas podem vender seus produtos nos sites, se tornando “empresas parceiras”.

As grandes varejistas recebem comissões e podem auxiliar, além da exposição dos produtos, na logística de entrega, entre outros. Recentemente, o Magalu passou a investir além da plataforma: a companhia criou o “Magalu Entregas”, para realizar serviços de logística, e o “Magalu Pagamentos”, para oferecer serviços financeiros aos usuários do marketplace.

Para os pequenos comerciantes, há a vantagem de ter acesso aos milhões de clientes já adquiridos pelas grandes companhias. O Magalu, por exemplo, teve 26 milhões de novos clientes apenas no primeiro trimestre do ano.

Ainda no mesmo período, o marketplace passou a representar cerca de 30% do e-commerce total do Magazine Luiza. O trimestre teve mais vendas do que no último bimestre de 2019, novembro e dezembro, em que há a Black Friday e o Natal. Para acelerar as vendas neste modelo, a companhia realizou parcerias com outras empresas, a exemplo da Ambev, Unilever e L’Oreal.

A escalabilidade também aumentou nos primeiros três meses do ano. A companhia abriu a plataforma para micro e pequenos empresários, auxiliando pessoas que ficaram sem clientes e renda devido ao isolamento social. 20 mil novos parceiros foram inscritos na plataforma neste período.

Do físico ao online

As lojas físicas continuam tendo uma grande importância na companhia, mas, principalmente neste momento, como um braço logístico. As lojas foram transformadas em mini-centros de distribuição, nas quais 30% do espaço físico se tornou um estoque para o online. Dessa forma, o tempo e o custo de entrega para o consumidor final diminuem. “Graças aos investimentos em logística, tecnologia e à expansão das lojas físicas, 64% das entregas do trimestre foram realizadas em até 48 horas”, escreveu a companhia em um comunicado.

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