Dados globais mostram por que a confiança virou métrica de negócio, não só de clima
Confiança é uma construção diária.
, Redator
8 min
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6 ago 2026
•
Atualizado: 6 ago 2026
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A confiança entre líder e equipe deixou de ser um tema de clima organizacional e passou a aparecer como métrica de retenção, produtividade e resultado financeiro em praticamente todo estudo de liderança publicado nos últimos dois anos.
Antes de qualquer plano de ação, vale entender por que esse assunto subiu tanto na agenda executiva, e é justamente esse tipo de repertório prático que programas como o Executive Program, da StartSe, ajudam a desenvolver entre líderes que precisam sair da teoria e aplicar isso na rotina de gestão.
O peso da confiança na performance de uma equipe não é impressão subjetiva de RH, é dado estrutural de liderança. Segundo o Gallup Global Leadership Report, que ouviu seguidores em 52 países, representando 76% da população mundial e 86% do PIB global, a confiança aparece como a segunda necessidade mais citada em relação a um líder, identificada por 33% dos entrevistados, atrás apenas da esperança, citada por 56%. Líderes que cultivam ambiente de confiança promovem transparência, colaboração e respeito mútuo, elementos que a própria pesquisa descreve como cruciais para bem-estar e produtividade da equipe.
O efeito prático dessa confiança aparece diretamente na retenção. Uma pesquisa Talent Trends 2026, da Michael Page, mostra que 93% dos profissionais que permanecem em suas empresas confiam em seus líderes, o que inverte a lógica comum de que retenção depende primeiro de salário e benefício. Antes disso, depende de confiança na liderança direta.
O ponto mais desconfortável dessa discussão não é a ausência de confiança, é a distância entre o que o líder acredita gerar e o que a equipe de fato sente. Um estudo da Sólides, em parceria com a Offerwise, revelou que 76% dos líderes acreditam que seus times confiam neles, um número que, isolado, parece tranquilizador, mas que a própria pesquisa trata como sinal de alerta justamente por revelar uma autopercepção que raramente se confirma quando a equipe é ouvida sem filtro.
Esse tipo de descompasso é mais perigoso do que desconfiança declarada, porque o líder não percebe a necessidade de agir. Um gestor que sabe que não tem a confiança do time investe em corrigir isso. Um gestor que acredita ter essa confiança, sem checar, segue repetindo o comportamento que está minando a relação, sem nenhum sinal de alarme interno para mudar de rota.
O impacto de não tratar esse tema com seriedade já tem valor calculado. O relatório da Gallup estima que o desengajamento custa à economia americana US$ 2 trilhões por ano, impulsionado em grande parte pela falta de confiança dos funcionários em seus gestores e executivos seniores. Esse número deixa de ser estatística de RH e passa a ser variável de resultado financeiro direto para qualquer empresa que ignore o tema.
Para quem lidera hoje, o caminho mais seguro para reduzir esse custo não é intuição isolada, é repertório estruturado de comportamento de liderança, testado e validado por quem já passa por esse desafio em outras organizações. É esse tipo de imersão prática que o Executive Program da StartSe oferece a quem já ocupa posição de liderança e sente que precisa reconstruir ou fortalecer essa confiança antes que ela vire problema de retenção.
Com base no que a pesquisa de liderança já validou, alguns comportamentos aparecem de forma consistente em times com alto nível de confiança:
Elevar o nível de confiança entre líder e equipe não é campanha pontual de engajamento, é mudança de comportamento sustentada, o tipo de mudança que só se consolida quando o líder tem repertório prático, feedback estruturado e espaço para testar esses comportamentos com apoio de quem já passou por essa jornada. Programas como o Executive Program da StartSe existem exatamente para isso: transformar essa pesquisa em prática aplicável ao dia a dia de quem lidera.
A pergunta que qualquer executivo deveria se fazer agora não é se a equipe confia nele. É quando foi a última vez que essa confiança foi checada de forma honesta, e não apenas assumida.
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