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O que é mentoria reversa e por que é importante para a empresa?

Conheça a prática que tem se tornado cada vez mais comum no mundo corporativo.

O que é mentoria reversa e por que é importante para a empresa?

Trabalho, carreira (Foto: Morsa Images via Getty Images)

, jornalista

6 min

4 jun 2021

Atualizado: 19 mai 2023

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Por Sabrina Bezerra

Você sabe o que é mentoria reversa? A prática tem se tornado comum nas empresas. É quando um profissional menos experiente assume o papel de mentor de funcionários nível sênior. O pioneiro em aplicar a prática no mercado de trabalho foi Jack Welch, ex-presidente da GE (General Electric). Ele incentivava a nova geração — mais conectada com as inovações tecnológicas — a ensinar os líderes de nível sênior que tinham o perfil mais analógico. A título de curiosidade, Welch foi responsável por aumentar excepcionalmente o faturamento da companhia. Mas por que a mentoria reversa é importante? Conversamos com especialistas para entender. Confira:

O QUE É MENTORIA REVERSA?

Primeiro, é importante entender o que é mentoria na carreira. Trata-se de uma conexão entre profissionais: de um lado, o mentor — expert em determinado assunto — ensina ao mentorado — que ainda precisa desenvolver essas características. A mentoria reversa tem o mesmo conceito, a diferença é que, ao contrário do que era habitual, são os funcionários de nível júnior ou mais jovens que ensinam os profissionais de nível sênior ou mais velhos. As pautas são focadas, normalmente, em diversidade, mídias sociais, tecnologias e tendências contemporâneas. “Das quais as novas gerações, como os millennials e a Geração Z têm mais facilidade. Afinal, elas ingressaram no mercado de trabalho em uma Economia 4.0”, diz Leonardo Berto, branch manager da consultoria de recursos Robert Half. 

Empreendedorismo, reunião, gráfico, equipe, trabalho (Foto: Pexels)

POR QUE FAZER MENTORIA REVERSA?

Não é segredo que o mundo corporativo está passando por uma transformação cultural. “Dado a esse cenário, a empresa que não tiver colaboradores que buscam novos conhecimentos, não vai se desenvolver”, diz Juliana Alencar, Chief Culture Officer da StartSe. E uma boa alternativa de promover a educação interna é com a mentoria reversa — principalmente nos pilares de diversidade, mídias sociais, tecnologias e tendências. 

“Isso porque, a juventude tem mais experiência e facilidade em entender as novas ferramentas tecnológicas [e o novo comportamento da sociedade] do que quem não é nativo digital”, conta Berto. “Além disso, a mentoria reversa aumenta o nível de ideias diversas, empatia, integração e engajamento entre as equipes". “O ambiente se torna mais colaborativo e participativo”, completa o especialista. Consequentemente, ideias inovadores surgirão, já que haverá a união de competências e habilidades de diferentes gerações. E vale lembrar: segundo um estudo realizado pela McKinsey, as empresas que apostam em times diversos têm probabilidade maior de alcançar resultados financeiros acima da média do mercado.

COMO FAZER MENTORIA REVERSA?

Crie o programa entre área de recursos humanos, mentores e mentorados

Segundo Ana Borges, gerente de recrutamento especializado em RH na Michael Page e Page Personnel, o programa de mentoria reversa não deve ser desenhado apenas pela área de recursos humanos, mas entre os mentores e mentorados também. “Se for arquitetado apenas pela área de recursos humanos, não terá efeito positivo”, diz ela. É necessário o engajamento de todos os participantes.

Faça o mapeamento dos participantes

“A adesão ao programa de mentoria reversa deve ser voluntária”, diz Berto. Por isso, pergunte quais são os funcionários que gostariam de participar. Depois, “liste o tipo de conselho e assistência que será fornecido e quais são os colaboradores que precisam aprender mais sobre eles”, conta Ana. 

Programa-se e define as pautas 

“É importante ter foco para não virar um bate-papo sem resultados. A mentoria reversa só vai dar certo, se for bem estruturada. Algumas dicas são: determine os dias e os horários das mentorias, definam a pauta de cada um dos encontros (o que será ensinado? Qual será o conteúdo?). Tenha metas e foco”, aconselha Berto.

 

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Sabrina Bezerra é jornalista especializada em carreira e empreendedorismo. Tem experiência há mais de cinco anos em Nova Economia. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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