Gen Z não é preguiçosa. Só não romantiza sofrimento. Não confunde esforço desnecessário com dedicação. Não sacrifica saúde mental por empresa que te substitui em semanas.
Não é preguiça, é a separação do esforço desnecessário com dedicação.
, redator(a) da StartSe
5 min
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5 jan 2026
•
Atualizado: 5 jan 2026
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Gerações anteriores foram condicionadas a valorizar esforço pelo esforço. Trabalhar até tarde era "dedicação". Sacrificar saúde era "comprometimento". Gen Z rejeita essa narrativa.
Não porque são preguiçosos — mas porque viram que lealdade cega não foi retribuída. E aprenderam que esforço sem propósito é desperdício.
Eles trabalham diferente, não menos. Gen Z otimiza. Automatiza. Prioriza. Entrega o mesmo resultado em menos tempo — e é criticado por isso.
"Na minha época, ficávamos até tarde." Sim, porque não tinham as ferramentas que existem hoje. Confundir eficiência com preguiça é não entender o jogo novo.
Recusar horas extras desnecessárias não é preguiça. É sanidade. Gen Z sabe que produtividade não é linear. Que trabalhar 12 horas não gera o dobro de resultado de 6 horas focadas.
E que sacrificar saúde mental por uma empresa que te substitui em semanas é burrice, não virtude. Eles não são preguiçosos. São inteligentes.
O que você chama de "falta de comprometimento", eles chamam de "ter limites". Não responder e-mail às 23h não é descompromisso. É respeito ao próprio tempo.
Não aceitar reunião às 18h de sexta não é preguiça. É ter vida além do trabalho. Gen Z não confunde emprego com identidade. E empresas que exigem devoção total estão perdendo os mais talentosos.
Gerações anteriores trabalhavam mais. Gen Z trabalha melhor. Boomers e X valorizavam volume. Millennials começaram a valorizar resultado. Gen Z leva isso ao extremo: máximo impacto, mínimo desperdício.
Não é sobre trabalhar menos — é sobre eliminar o desnecessário. Reuniões inúteis. Processos obsoletos. Teatro corporativo. Eles cortam o que não agrega. E são chamados de preguiçosos por isso.
A geração "preguiçosa" é a mesma que empreende, freelance e cria conteúdo nas horas vagas. Eles não param de trabalhar. Apenas não dedicam 100% da energia a um emprego que não os valoriza.
Constroem marcas pessoais. Investem em múltiplas fontes de renda. Não é preguiça — é estratégia de sobrevivência em um mercado que não oferece mais estabilidade.
O mito da preguiça mascara medo de mudança. Gerações anteriores construíram um sistema que funcionava para elas. Gen Z questiona esse sistema.
E em vez de adaptar, é mais fácil rotular: "são preguiçosos". Mas a verdade? Gen Z está forçando empresas a evoluírem. E quem resiste à evolução sempre chama os pioneiros de preguiçosos.
Gen Z não é preguiçosa. É a primeira geração que não aceita exploração disfarçada de oportunidade. "Pague suas dívidas trabalhando de graça." "Prove seu valor sacrificando sua saúde."
Gen Z ouviu essas promessas — e viu que não se cumpriram. Então estabeleceram limites. Exigiram equidade. Rejeitaram martírio corporativo.
E se isso é preguiça, que seja. Mas empresas inteligentes sabem: é apenas inteligência aplicada.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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