Jayme Nigri mostra por que empresas que param de aprender começam a morrer mesmo quando ainda estão crescendo
Jayme Nigri, fundador da Reserva, em papo sobre a força da cultura nas empresas
, Editor
4 min
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26 mar 2026
•
Atualizado: 26 mar 2026
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Crescer não é o maior risco de uma empresa. O maior risco é o que vem depois do crescimento.
Jayme Nigri, fundador do Grupo Reserva, trouxe uma leitura direta sobre cultura organizacional: o sucesso costuma gerar um efeito colateral silencioso: a perda da mentalidade de aprendiz.
Empresas que funcionam começam a acreditar que já entenderam o jogo. E é exatamente aí que começam a ficar para trás.
Segundo Jayme, conforme a empresa ganha escala, surge o medo de errar.
E junto com ele, vem um comportamento previsível:
— mais controle
— menos experimentação
— mais defesa do que já funciona
O problema é que esse movimento mata o que construiu o crescimento no início.
A curiosidade diminui.
A vontade de testar some.
A empresa troca aprendizado por proteção.
E isso, no longo prazo, cobra um preço alto.
Uma das frases mais fortes da palestra resume bem essa lógica:
“Empreendedor OU aprendiz não existe mais. É empreendedor E aprendiz.”
Não existe linha de chegada onde a empresa “vira adulta” e para de aprender.
Quando isso acontece, o negócio pode até continuar operando — mas deixa de evoluir.
Outro ponto central da fala foi sobre coerência.
“Conselho é bom, exemplo arrasta.”
Cultura organizacional não é o que está no slide. É o que a liderança faz no dia a dia. “Fazer o certo pelo motivo errado também é errado”, disse Jayme.
Se o discurso valoriza aprendizado, mas o erro é punido, a mensagem real já está clara.
Se a empresa fala de inovação, mas promove quem joga seguro, também.
No fim, cultura é comportamento repetido — não intenção declarada.
Jayme trouxe os princípios que ajudaram a construir a Reserva:
— cuidar
— emocionar
— surpreender
Nenhum deles fala de vender mais. Todos falam de gerar conexão. E esse é o ponto.
Empresas obcecadas por venda tendem a esgotar a relação com o cliente. Empresas focadas em encantamento constroem algo mais duradouro.
O resultado vem como consequência.
A cultura que acredita que já sabe perde para a cultura que continua aprendendo.
Porque, em um ambiente que muda o tempo todo, conhecimento acumulado não garante vantagem. O que garante é a capacidade de continuar evoluindo.
A pergunta que fica é simples: sua empresa ainda aprende ou já começou a se defender demais para evoluir?
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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