Reconhecimento facial localiza 40 suspeitos e auxilia prisões na Bahia

Nesta segunda-feira, primeira mulher foi detida com ajuda da tecnologia no Estado

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Câmeras com reconhecimento facial tornaram-se uma ferramenta poderosa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia para localizar e deter suspeitos e criminosos foragidos. Desde o carnaval, quando a tecnologia foi colocada à prova, cerca de 40 pessoas foram presas com auxílio do recurso.

"Sem dúvidas, é uma tecnologia que chegou para facilitar o trabalho policial. A cada dia aprimoramos mais o protocolo de abordagem nos casos de pessoas identificadas", afirma o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa. “Estamos aperfeiçoando o sistema para conseguirmos a ampliação dos bons resultados”.

Entre os casos recentes, destaca-se, por exemplo, o uso do reconhecimento facial durante a Copa América. No entorno da Arena Fonte Nova, em meio às torcidas de Paraguai e Colômbia, o sistema localizou um foragido da justiça: Wellington da Cruz Santos, 31 anos, que possuía mandado de prisão em aberto por homicídio. O criminoso foi detido pela Polícia Militar (PM) e encaminhado ao Departamento da Polícia Técnica para confirmação da identidade.

Neste domingo (14), foi realizada a primeira detenção de uma mulher utilizando o reconhecimento facial. Câmeras inteligentes reconheceram Eliene Santos Correia, de 39 anos, na Estação Rodoviária. Ela estava foragida por tráfico de drogas e o sistema apontou à PM 98% de semelhança ao localizá-la na estação.

Tendência global

O modelo de segurança e as câmeras de reconhecimento facial, na Bahia, foram importados da China, onde a tecnologia é adotada amplamente – não apenas para detenção de criminosos. Só em 2018, 6 mil pessoas desaparecidas foram localizadas no país com auxílio do recurso.

A Inglaterra, no entanto, não repetiu o mesmo sucesso. Um estudo verificou que em 81% dos casos, a tecnologia usada pela polícia de Londres apresenta falhas. O reconhecimento facial está em fase de testes há cerca de três anos na cidade.

Em São Francisco, nos EUA, a situação é bem diferente. Prezando pela privacidade, o Conselho de Supervisores votou pela proibição do uso do reconhecimento facial pelo governo, bem como pela polícia.

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