Do “Home Office” para o “Anywhere Office”

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16 de outubro de 2020 às 20:26 - Atualizado há 1 semana

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(Por Tiago Alves, CEO da Regus e Spaces no Brasil)

O trabalho flexível já estava em uma crescente em 2020 antes mesmo da chegada da pandemia da COVID-19.  Segundo uma pesquisa do Internacional Workplace Group (IWG), apenas ¼ das empresas tinham políticas claras de trabalho remoto, e os espaços de trabalho mais flexíveis cresciam 2 dígitos anualmente¹.

Com a chegada do vírus, o mundo se viu em um dos maiores experimentos modernos de trabalho flexível, ao colocar boa parte da mão de obra mundial trabalhando de casa. Essa experiência forçada, demonstrou vantagens, mas também muitos desafios para a grande maioria das empresas.

Muitos funcionários, passados os primeiros meses de quarentena, reportaram diversas situações desagradáveis como distração residencial, problemas relacionados a tecnologia ou mesmo isolamento social de seus colegas de trabalho. Antes mesmo da pandemia, mais de 1/3 das empresas já se mostravam preocupadas com a segurança digital de funcionários trabalhando remotamente e ¼ demonstravam grande preocupação com seus colaboradores se sentindo sozinhos ou mesmo desmotivados.

Durante a pandemia, percebemos que conceitos iniciais como horário comercial, capacitação e ergonomia do ambiente de trabalho, assim como benefícios ligados a atividade executada, foram ignorados por grande parte das empresas. Isso fez com que muitos trabalhadores se vissem trabalhando ainda mais de casa do que no escritório, mas não necessariamente sendo mais produtivos. Isso sem contar a carga maior que muitas mães e pais tem vivido, tendo que cuidar dos filhos e ainda garantir um ambiente funcional para seu trabalho em casa.

Além disso, temos as reuniões virtuais e conferências, que tomaram a agenda do brasileiro isolado.  Uma forma moderna, porém fria, de gestão e engajamento da força de trabalho. Importante ressaltar que toda infraestrutura de conexão deveria funcionar de maneira perfeita, o que não acontece em boa parte das vezes.

Mas não encontramos apenas pontos negativos nessa situação. Além da aproximação familiar, um dos grandes benefícios percebidos, foi o ganho de produtividade pela falta de deslocamento. Sabemos que o brasileiro, habitante das grandes capitais, perde em média 1h30 por dia em deslocamento ao trabalho, tempo este que pode ser revertido em produção e/ou qualidade de vida, além de favorecer o meio ambiente, com menos poluição ocasionada pela mobilidade.

Já pensando na volta segura aos ambientes de trabalho, as medidas de distanciamento social impõem um desafio aos gestores de espaços, uma vez que para ocupar o mesmo m2 com maior distância, se faz necessário implementação de turnos ou mesmo um mix entre funcionários que estão em casa e aqueles que devem voltar ao escritório, o famoso “rodízio”.

A pandemia trouxe uma necessidade imediata de rever seu portfolio de escritórios, para cima ou para baixo, forçados por uma redução de custos ou mesmo aumento de demanda. Decisões de curto prazo não costumam ser amigas do mercado imobiliário, que de praxe, sempre trabalha com longos contratos.

Como fica o Futuro do Trabalho?

Forças de trabalho distribuídas passam a ser o futuro. Espaços de trabalho flexíveis serão cruciais para garantir que pessoas tenham acesso a ambientes de trabalho profissionais, ao mesmo tempo que se sintam seguras, mais próximas de casa, e dentro do novo padrão de custos pós-crise. Nunca fez tanto sentido pensar que o m2 mais caro que uma empresa pode ter é aquele que é pago e não é utilizado.

Muitas empresas têm diminuído drasticamente grandes escritórios centrais e transformado em células de trabalho regionais. O conceito, chamado de squad office, permite que os funcionários possam trabalhar mais próximos de casa, reduzindo mobilidade excessiva e transformando seus escritórios matriz em algo maior do que somente “mesa e cadeira”.

Ao mesmo tempo, diversas companhias têm precisado de mais espaço para implementar distanciamento social seguro e medidas protetivas nos escritórios centrais. Agora elas passam também a contar com escritórios flexíveis, nesse momento, para evitar se comprometer novamente com contratos de longo prazo, além de não fazer o investimento inicial, tão importante em épocas de gestão rígida de caixa como na pandemia.

Para uma boa parcela dos colaboradores das grandes empresas que podem ter uma política de trabalho flexível mais avançada, o conceito de anywhere office (escritório na nuvem) passa a ser o principal ponto a ser implementado. Trabalhar deixa de ser sobre onde e passa a ser sobre quando, assim, as pessoas complementarão o home office com escritórios flexíveis para uma jornada alternada entre um ambiente profissional e uma experiência de tele-trabalho, e o local de trabalho deixa de ser necessariamente um pré-requisito para o exercício da atividade de maneira diária.

Colaboradores podem usufruir de um escritório na Av. Paulista na segunda, home-office na terça, trabalhar do Morumbi na quarta-feira e por que não, home office do interior nos últimos dias da semana?

Bem-vindos ao novo mundo do trabalho flexível. A Regus está comprometida em ajudar todos os seus clientes a implementar soluções seguras e modernas de espaços de trabalho, com todos os protocolos de segurança do mais alto padrão e garantindo o apoio necessário durante tempos de reinvenção. Mais uma vez, espaços flexíveis de trabalho passam a ser o novo normal.

[1] IWG Global Workspace Survey 2020 – Survey of 16,000 professional from 100 countries.

*O conteúdo aqui descrito é de responsabilidade do patrocinador.