Por que marcas pagam dezenas de milhões por segundos de propaganda e o que isso diz sobre estratégias de marketing em 2026
O Superbowl é um dos principais eventos esportivos (e midiáticos) dos EUA.
, redator(a) da StartSe
5 min
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4 fev 2026
•
Atualizado: 4 fev 2026
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O Super Bowl LX, programado para 8 de fevereiro de 2026, não é apenas o grande jogo do futebol americano — é o maior palco publicitário do mundo. Nesta edição, as cotas comerciais atingiram valores recordes, com um espot de 30 segundos chegando a custar entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões, consolidando a Super Bowl como o espaço publicitário mais valorizado da televisão global.
O salto histórico nos preços — que em 1967 era de cerca de US$ 37 mil para 30 segundos e hoje ultrapassa a casa dos milhões — reflete uma mudança estrutural no mercado de mídia. Em um cenário cada vez mais fragmentado por streaming, social e conteúdo sob demanda, momentos ao vivo que agregam milhões de espectadores simultâneos tornaram-se raros e preciosos. Eventos como o Super Bowl, que podem atrair mais de 120 milhões de espectadores, oferecem às marcas a oportunidade única de capturar atenção plena em massa, algo que nenhum algoritmo isolado consegue garantir.
Esse contexto explica por que grandes empresas continuam a investir pesado: além da simples exposição, o comercial no Super Bowl funciona como um símbolo de status e relevância cultural. Anúncios memoráveis se tornam tópicos de conversa bem além do jogo, geram repercussão nas redes sociais, imprensa e impulsionam campanhas contínuas de marketing. Segundo especialistas, boa parte do retorno está em transformar esses segundos em narrativas prolongadas — desde teasers pré-evento até ativações pós-jogo em múltiplas plataformas.
Marcas como Budweiser, Uber Eats, Instacart e Kellogg’s, além de novos entrantes e setores como tecnologia, saúde e bem-estar, investem nesses espaços não apenas pelo alcance, mas pela construção de significado e conexão emocional instantânea com o público. A presença de celebridades, histórias emocionais e criatividade de alto nível é estratégica: em muitos casos, os comerciais do Super Bowl têm mais lembrança espontânea do que anúncios veiculados ao longo de campanhas inteiras em TV tradicional.
Investimentos desse nível — muitas vezes somando dezenas de milhões de dólares quando se consideram produção, talentos, distribuição e mídia — não são apenas compras de espaço, mas declarações de marca em um mundo onde capturar atenção se tornou mais difícil e mais caro do que nunca. A publicidade no Super Bowl, portanto, é um termômetro da economia da atenção: onde a concorrência por visibilidade máxima se encontra com a necessidade cada vez maior de gerar impacto cultural e memorabilidade.
Por que isso importa para líderes e estrategistas:
O movimento do Super Bowl 2026 não é apenas um caso isolado de luxo publicitário. Ele espelha uma tendência maior: em mercados saturados de estímulos, a atenção se torna o recurso mais escasso e valioso. E as estratégias de marca, e principalmente lideranças, precisam estar dispostas a pagar por momentos de impacto real e coletivo.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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