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Paulo Silveira, do Grupo Alun, defende "carreiras líquidas" no RH Festival

Mas faz um alerta: o problema não é a velocidade, é a falta de intenção

Paulo Silveira, do Grupo Alun, defende "carreiras líquidas" no RH Festival

Paulo Silveira, CVO do Grupo Alun

Bruno Lois

, Editor

5 min

27 mar 2026

Atualizado: 27 mar 2026

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“Quem aqui aguenta mais um dashboard?”

A pergunta de Paulo Silveira, CVO do Grupo Alun, não é sobre ferramenta. É sobre saturação.

No RH Leadership Festival, ele abriu a discussão com um ponto que resume o momento atual: estamos afogados em informação, mas cada vez mais pobres em clareza.

A tecnologia prometia ampliar capacidade. Em muitos casos, só aumentou o ruído.

Quando a máquina define o ritmo

Uma das frases mais diretas da palestra foi:

“A máquina nos coloca em posição de máquina.”

O que isso significa na prática?

Profissionais operando em ciclos curtos, reagindo o tempo todo, executando tarefas sem espaço para reflexão. Um padrão que leva ao que ele chamou de "curto-prazismo crônico".

O efeito disso nas empresas é visível:
— decisões imediatistas
— negligência de cultura
— perda de sentido no trabalho

Carreiras líquidas exigem certa ambidestria

Paulo trouxe o conceito de carreiras líquidas como resposta a esse cenário.

Não existe mais trajetória linear. Também não existe mais espaço para atuação isolada: “não trabalhamos mais em silos”, disse.

Hoje, o trabalho é:

 multidisciplinar
— conectado
— dinâmico

A ideia de especialização rígida perde força. Entra em cena a capacidade de transitar entre diferentes áreas, contextos e competências.

O humano no loop

Diante do avanço da automação, a pergunta central não é o que a tecnologia faz.

É o que o humano decide fazer.

O conceito de humano no loop parte dessa escolha:

— o que você mantém sob decisão humana
— o que você delega para a máquina

Tarefas repetitivas já não precisam de intervenção constante.
Mas decisão, contexto e intenção continuam sendo humanos.

E aqui está o ponto crítico levantado por Paulo: sem intenção, o trabalho perde qualidade — e sentido.

O problema não é desacelerar

Existe uma leitura equivocada de que a solução seria reduzir o ritmo.

Não é isso.

A provocação é outra: liderar com cadência.

Ou seja, criar ritmo sustentável, com espaço para decisão, aprendizado e ajuste.

Sem isso, o efeito nas organizações é claro:

— alta rotatividade
— ciclos curtos de permanência
— líderes presos a processos constantes de contratação

Empresas e líderes de RH deixam de desenvolver gente para apenas repor gente.

O impacto direto no RH

O RH está no centro dessa mudança.

Se não houver clareza sobre quais habilidades desenvolver, sobre como equilibrar humano e máquina e como sustentar aprendizado contínuo, a área entra em modo reativo.

E passa a operar em um ciclo infinito de urgência.

A participação de Paulo Silveira aponta para uma mudança inevitável: carreiras não são mais construídas. São reconstruídas o tempo todo.

Mas isso não pode acontecer no automático.

Sem intenção, a tecnologia define o ritmo. Com intenção, o humano define o valor.

Alun HR Power UP

O RH Festival marcou o lançamento de uma jornada pensada especificamente para acolher e dar clareza aos dilemas de lideranças de RH: o Alun HR Power UP. São 12 meses com acesso exclusivo a ferramentas, trilhas, conteúdos práticos e encontros presenciais. 

Acesse aqui e entenda como participar.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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