Patrícia Coimbra, CHRO da Porto, mostra por que a gestão de paradoxos virou competência central de líderes de pessoas
Patrícia Coimbra, CHRO da Porto.
, Editor
4 min
•
27 mar 2026
•
Atualizado: 27 mar 2026
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As empresas querem tudo ao mesmo tempo. Crescer e ser eficientes. Inovar e manter controle. Escalar sem perder cultura.
E, no meio disso, colocam o RH como responsável por fazer essa conta fechar.
No RH Leadership Festival, Patrícia Coimbra, CHRO da Porto, trouxe um ponto que costuma ser ignorado: essas tensões não são exceção. São o novo padrão.
Existe uma tendência nas organizações de tratar paradoxos como problemas a serem resolvidos.
Não são.
São forças opostas que precisam coexistir.
Quando o RH tenta eliminar uma dessas forças, cria desequilíbrio:
— eficiência sem inovação trava crescimento
— inovação sem controle gera caos
— escala sem cultura destrói consistência
O problema não é o conflito.
É a incapacidade de lidar com ele.
Um dado trazido por Patrícia expõe a consequência prática dessa falha:
“70% das demissões acontecem por causa da liderança”.
Não é sobre estratégia mal definida. É sobre incapacidade de gestão.
Líderes que não sabem equilibrar pressão por resultado com desenvolvimento de pessoas. Que não conseguem sustentar conversas difíceis. Que evitam repactuar expectativas.
No fim, o custo aparece no turnover.
Diante desse cenário, o RH deixa de ser área de suporte e passa a atuar como articulador.
Não para “resolver” tensões, mas para dar direção a elas.
Isso exige:
— clareza sobre prioridades
— alinhamento entre stakeholders
— capacidade de mediação constante
Patrícia trouxe um conceito importante nesse processo: construir junto e repactuar.
Não existe decisão definitiva em ambiente complexo. Existe ajuste contínuo.
A liderança atual precisa operar em um ambiente onde não há resposta única.
Isso exige:
— maturidade para lidar com ambiguidade
— consistência para manter direção
— abertura para revisar decisões
Sem isso, o que deveria ser tensão produtiva vira conflito improdutivo.
A principal mudança proposta por Patrícia Coimbra é de mentalidade: “o papel estratégico do RH não é eliminar conflito. É dar coerência a ele”.
Porque empresas que tentam simplificar demais perdem capacidade de adaptação.
E, no cenário atual, adaptação não é diferencial.
É sobrevivência.
A pergunta que fica: se o conflito é inevitável… sua liderança está preparada para sustentar e mediar ele ou ainda tenta fugir dele?
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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