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Segunda-Feira Mínima: entenda o novo movimento da Geração Z

Prática promete ajudar a evitar o "domingo assustador" e o medo e a pressão da volta ao trabalho às segundas. Entenda!

Segunda-Feira Mínima: entenda o novo movimento da Geração Z

Mulher mexendo no celular (Foto: Pekic via Getty Images)

, jornalista

9 min

6 mar 2023

Atualizado: 16 jun 2023

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Você ama ou odeia a segunda-feira? Para muitas pessoas, começar a semana é um martírio. Para você ter uma ideia, um estudo feito em 2021 pela YouGov, mostrou que 60% dos americanos disseram que a segunda-feira é o dia que menos gostam.

Outra pesquisa, realizada pela Flinders University, na Austrália, mostra que isso acontece por uma série de motivos, como:

  • Seu relógio biológico pode estar bagunçado
  • Sua lista de tarefas pode estar muito extensa 
  • Você não gosta do seu trabalho

O que, consequentemente, pode gerar sentimento de ansiedade e pressão excessiva. Assim, para evitar que isso aconteça, e o início da semana seja mais leve e motivador, Marisa Jo Mayes, criadora de conteúdo do TikTok, defende a “segunda-feira mínima” ― trabalhar o mínimo possível (entenda mais adiante).

O que é o movimento de Segunda-Feira Mínima?

Também chamado de “Bare Minimum Monday”, a “Segunda-Feira Mínima” é um novo movimento que incentiva profissionais a trabalhar o mínimo possível às segundas-feiras.

O caso que viralizou foi o da Marisa Jo Mayes, criadora de conteúdo do TikTok. Em entrevista ao Insider, ela disse que quando trabalhava na área de vendas, sentia-se exausta e infeliz.

“Eu pensei que o problema era meu chefe ou a cultura de trabalho, então pedi demissão e passei a trabalhar como autônoma”, diz.

Mas, Marisa percebeu que não era essa a solução. “O problema era maior do que isso. Eu tinha um problema de ‘cultura apressada’, de perfeccionismo.”

“Era como um ciclo de estresse e esgotamento. Eu me sentia mal porque estava tão exausta que não conseguia fazer nada. (...) Toda semana, o domingo era assustador, e toda segunda-feira, eu dormia até o último segundo porque sabia que aquela lista [de tarefas] estava esperando por mim. A pressão que eu estava colocando sobre mim mesma era paralisante e percebi que algo tinha que mudar.”

Assim, ela criou o movimento “Segunda-Feira Mínima”. “Gerenciar as expectativas foi muito importante.”

Para você ter uma noção, somente no TikTok – rede social que tem como um de seus públicos-alvos a Geração Z –, no app a hashtag #bareminimummonday alcançou 1 milhão.


(Foto: Delmaine Donson via Getty Images)

Como funciona o movimento de Segunda-Feira Mínima?

Na prática, é quando você corta algumas tarefas da segunda-feira e define duas ou três delas ― que são as mais importantes ― para fazer.

Além disso, nas duas primeiras horas do dia concentra-se em não fazer reuniões e não checar os seus e-mails.

“Faça apenas o que é preciso para você se sentir bem ao começar o dia. (...) No meu caso, eu escrevo, leio e faço alguma tarefa doméstica”, diz Marisa.

Qual é a diferença entre Segunda-Feira Mínima e demissão silenciosa?

São dois movimentos parecidos. No caso do quiet quitting ou demissão silenciosa, é quando você faz apenas o que é exigido em sua função. Já a Segunda-Feira Mínima é quando você dedica as primeiras horas do dia para o seu autocuidado e escolhe até três tarefas que são as mais importantes para realizar ― pode ou não estar dentro do job description.

Cansada, trabalho, computador (eclipse_images via Getty Images)

Qual é o objetivo da Segunda-Feira Mínima?

A Geração Z entrou no mercado de trabalho há pouco tempo e já está trazendo uma série de movimentos para o mundo corporativo. Quiet quitting, job hopping e agora bare minimum monday. 

No caso da Segunda-Feira Mínima, a ideia por trás é facilitar a semana de trabalho e evitar sentimentos de ansiedade, por exemplo. Ou seja, tem o objetivo de combater a cultura de hustle ― que incentiva as pessoas a trabalharem muito para alcançar o sucesso ―, e foca em normalizar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Por que importa?

É importante que você, como liderança, entenda se a sua equipe entrou para o movimento Segunda-Feira Mínima. Assim, você pode oferecer suporte para a equipe, seja oferecendo mais flexibilidade às segundas ou alinhar junto com o time quais tarefas trazem menos resultados e eliminá-las da rotina para que tenha ganho para a empresa e para a qualidade de vida das pessoas.

E a história não termina. Em breve, no app StartSe, tem a continuação deste tema sobre por que as pessoas odeiam às segundas. Fique de olho: Android | iPhone.

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Leitura recomendada

A liderança tem um papel fundamental na motivação da equipe, especialmente em movimentos como o da "segunda-feira mínima". Assim, se você quer aprender a criar ações estratégicas e também aprender a liderar pelo exemplo, clique aqui!

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Imagem de perfil do redator

Sabrina Bezerra é jornalista especializada em carreira e empreendedorismo. Tem experiência há mais de cinco anos em Nova Economia. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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