A abertura de Fabio Neto no RH Leadership Festival expõe a contradição entre discurso e realidade dentro das empresas
Fabio Neto na abertura do RH Leadership Festival 2026
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4 min
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26 mar 2026
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Atualizado: 26 mar 2026
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A abertura do RH Leadership Festival 2026, conduzida por Fabio Neto, partiu de um incômodo difícil de ignorar: nunca se falou tanto sobre saúde nas empresas, e ainda assim o número de pessoas adoecendo só cresce. Ele classifica este diagnóstico como um “grande desencaixe”.
O problema, segundo ele, não está na falta de iniciativa. Pelo contrário.
Há iniciativas, programas, métricas e metodologias sendo criadas o tempo todo. O excesso virou parte do problema. Com tantos modelos, frameworks e indicadores diferentes, a consequência não é mais clareza, mas confusão. As decisões ficam mais difíceis justamente porque há informação demais e direção de menos.
Esse cenário revela um ponto mais profundo. A forma como líderes e organizações foram treinados para pensar não acompanha mais a realidade atual. Existe uma herança de linearidade na maneira de operar: a ideia de que existe uma relação previsível entre causa e efeito, planejamento e resultado.
Esse modelo não responde mais à complexidade do presente.
Fabio destacou que os próximos anos serão marcados pela convergência de transformações estruturais. Tecnologia, comportamento e dinâmica de trabalho estão mudando ao mesmo tempo, criando um ambiente que exige outro tipo de leitura e, principalmente, outro tipo de decisão.
Nesse contexto, surge uma provocação direta ao papel do RH. Se as empresas continuam focadas em gerar valor, por que o RH ainda não ocupa uma posição mais estratégica na construção dessas decisões?
Existe, hoje, na visão de Fabio Neto, uma lacuna entre o que o RH poderia ser e o que ele de fato está fazendo. Em muitos casos, a área ainda se concentra em organizar processos e acompanhar indicadores, enquanto quem toma decisão enfrenta um cenário cada vez mais incerto e desorientador.
A reflexão proposta na abertura não gira em torno da falta de ferramentas ou conhecimento. O ponto central é o desencaixe entre a complexidade do mundo atual e a forma como as organizações, especialmente o RH, continuam operando.
Diante disso, fica uma pergunta que atravessa todo o debate: o RH está preparado para apoiar decisões em um ambiente de transformação constante ou ainda está tentando dar ordem a um contexto que já não segue mais regras previsíveis?
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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