Em painel com Fabio Neto, Alyne Vicari, da Volkswagen do Brasil, mostra por que diversidade, desenvolvimento e transformação exigem coragem
Fabio Neto, da StartSe, e Alyne Vicari, da Volkswagen do Brasil, em painel no RH Leadership Festival
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5 min
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27 mar 2026
•
Atualizado: 27 mar 2026
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O RH, de forma geral, gosta de falar de transformação. Mas ainda opera como se o mundo fosse previsível.
No painel com Fabio Neto, Alyne Vicari, Head of Talent Management, Acquisition & Academy da Volkswagen do Brasil, trouxe um choque de realidade: o modelo linear de desenvolvimento já não funciona mais.
Fazer um MBA, seguir uma trilha tradicional, cumprir etapas previsíveis.
Nada disso garante crescimento m,uito menos relevância.
Alyne foi direta: o mundo não é mais linear.
E isso muda completamente a forma como profissionais e empresas evoluem.
Hoje, desenvolvimento passa por:
— experimentação
— reposicionamento constante
— aprendizado contínuo
Ela mesma trouxe esse ponto com clareza:
“Nunca aprendi tanto como nos últimos anos.”
Mas isso exige um ambiente que permita esse movimento.
Um dos pontos mais fortes do painel foi sobre diversidade.
A Volkswagen do Brasil avançou nesse tema, chegando a 25% de mulheres em posições de liderança.
Mas o destaque não está no número. Está na coerência.
Alyne foi clara ao criticar o que ainda é comum no mercado: “Diversidade que só serve para foto não serve”.
Fabio reforçou o ponto com precisão: “Não adianta ter mulheres na liderança se elas precisam se adaptar a um padrão masculino para serem aceitas”.
Isso não é diversidade. É adaptação forçada.
Diversidade real exige ambiente.
Para Alyne, transformação não trava por falta de ferramenta. Trava por falta de coragem.
Alyne trouxe isso de forma prática:
— coragem para não repetir o que sempre foi feito
— coragem para, mesmo respeitando o legado, fazer diferente para construir futuro
— coragem para provocar a organização
Porque o passado pode ser bonito. Mas não garante que empresas sigam prosperando.
Fabio Neto sintetizou o ponto central do painel:
“O grande papel do RH é ser o agente da provocação, da mudança, da transformação.”
Isso muda o posicionamento da área.
RH não é só suporte. É tensão produtiva dentro da empresa.
É quem levanta a mão quando algo não faz mais sentido.
Mas existe um limite claro, e pouco falado, que Alyne apontou:
"O RH não transforma sozinho". E completou com uma verdade que costuma ser evitada: o desenvolvimento também é responsabilidade do indivíduo.
A empresa pode oferecer programa, trilha, oportunidade. Mas quem decide evoluir é a pessoa. Se alguém escolhe não aprender, o RH não tem como forçar.
Ela conta que na Volkswagen do Brasil, cada abordagem de qualificação ou treinamento chega a ter fila de espera, revelando alto engajamento da empresa em aprendizado contínuo.
Diversidade, desenvolvimento e transformação já estão na pauta.
A diferença agora está em quem tem coragem de executar.
A pergunta que fica: se o RH é agente de mudança e quer mesmo ser reconhecidamente estratégico, ele está provocando o suficiente ou só organizando o que já existe?
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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