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Pague com seu rosto: o que está por trás do novo método de pagamento da C&A

Em poucos minutos, as pessoas poderão ter sua compra paga apenas com o reconhecimento de seus rostos ― sem precisar de documentos; veja fotos de como funciona na prática

Pague com seu rosto: o que está por trás do novo método de pagamento da C&A

CEA (Foto: divulgação)

, jornalista

7 min

26 jun 2023

Atualizado: 26 jun 2023

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De olho no futuro do varejo, a C&A lançou em suas lojas físicas uma nova forma de pagamento: biometria facial. Isso significa, que a partir de agora, as pessoas poderão ter sua compra paga apenas com o reconhecimento de seus rostos ― sem precisar de documentos. E essa tendência está só começando.

  • O mercado global de pagamentos biométricos deve crescer 62% até 2030, segundo relatório “O Futuro dos Pagamentos”, lançado em abril pela Mastercard.
  • É uma das principais apostas na área de pagamento sem contato, que deve movimentar US$ 9,8 trilhões no mundo até 2026.

COMO FUNCIONA O PAGAMENTO POR RECONHECIMENTO FACIAL DA C&A?

Em poucos minutos, as pessoas poderão pagar a compra apenas com o reconhecimento de seus rostos, sem a necessidade de apresentar documentos. O cadastro é feito através de aplicativo da loja e, uma vez registrado, o rosto passa a ser associado à conta do cliente em qualquer unidade da marca. Por enquanto, o meio de pagamento está disponível para os clientes do C&A Pay.

O QUE É C&A PAY?

Trata-se de um aplicativo da varejista, usado por clientes para acessar crédito digital, fazer compras ou pagamentos nas lojas da C&A. Também oferece alguns benefícios, como: fila expressa no caixa, caixa para presente, provador com mais peças, entre outros.

C&A disponibiliza biometria facial como meio de pagamento em unidades físicas (Foto: divulgação C&A)

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO PAGAMENTO BIOMÉTRICO DA C&A

Oferecer melhor experiência de compras para os clientes. 

“Aos consumidores, o método proporciona uma melhor experiência de compra com agilidade e fluidez na hora de pagar pelos seus novos produtos. Em um momento em que o consumo é phygital, tornar a compra presencial tão rápida quanto no e-commerce é fundamental”, diz em comunicado enviado à StartSe o CEO da C&A, Paulo Correa. 

C&A QUER SE TORNAR UMA FASHION TECH

A novidade faz parte de uma série de iniciativas que a empresa tem apostado para se consolidar cada vez mais com uma fashion tech. Elas vão desde o autoatendimento, em que o cliente tem mais autonomia para pagar as compras em totens disponíveis na loja, até a iniciativa de venda por WhatsApp e, agora, por biometria facial nas unidades físicas. 

Para você ter uma ideia, para que o plano em tornar-se uma fashion tech se concretize, a empresa criou uma estratégia de negócios chamada C&A Fashion Tech. 

RESULTADOS DA C&A

Quando o assunto é sobre as finanças da varejista, os números não são tão positivos. Essa alavancada em inovação e tecnologia no pagamento veio depois de a C&A registrar um prejuízo líquido no trimestre:

  • No primeiro trimestre, a C&A registrou prejuízo líquido de R$ 123 milhões ― uma queda de 17,3% comparada com o mesmo período do ano anterior.

A pergunta que surge é: em meio a tantas frentes tecnológicas, por que investir em pagamento por reconhecimento biométrico?

PAGAMENTO COM O ROSTO

O movimento era esperado porque vai ao encontro da tendência de mercado: na China, por exemplo, onde o setor de varejo tem crescido instantaneamente, é referência no uso da tecnologia de reconhecimento facial. Além de a expectativa desse tipo de tecnologia  movimentar US$ 9,8 trilhões no mundo até 2026. Assim, apostar em uma inovação validada onde o varejo está indo bem pode ser um dos indicadores da empresa.

SEGURANÇA

Outro motivo que fez a C&A investir em pagamento por biometria facial é a questão da segurança. Espera-se que a companhia consiga prevenir fraudes de identidade, além de garantir a proteção de dados, já que atualmente transações fraudulentas são um dos grandes problemas para o varejo.

  • Somente em 2020, foram calculados um prejuízo de R$ 27 bilhões no país e a perspectiva é de chegar a R$ 52 bilhões em 2025, segundo o Serasa Experian.

C&A (Foto: Yuriko Nakao / Colaborador via Getty Images)

POR QUE IMPORTA?

O varejo brasileiro está estremecido por causa dos efeitos das mudanças de comportamento dos consumidores na pandemia. Vão sobreviver e crescer os negócios que souberem entender o consumidor brasileiro, e a partir disso, oferecer uma experiência de compra cada vez mais personalizada, simples e fluida.

ESSE MOVIMENTO DA C&A É APENAS UMA AMOSTRA DAS INOVAÇÕES DO SETOR NOS PRÓXIMOS MESES – E VOCÊ PODE VER MAIS DELAS AO VIVO

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Imagem de perfil do redator

Sabrina Bezerra é jornalista especializada em carreira e empreendedorismo. Tem experiência há mais de cinco anos em Nova Economia. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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