Gestão para empreendedores: 7 passos para montar um negócio de sucesso

João Gobira

Por João Gobira

20 de março de 2020 às 13:38 - Atualizado há 6 meses

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Em tempos em que quase tudo já foi criado e testado no mercado, o que separará o empreendedor de sucesso dos demais será a forma como fazer a gestão do seu negócio.

E como construir uma gestão poderosa, que faz uma empresa ou startup dar certo? 

Esta não é uma resposta fácil. Mas a boa notícia é que diversos empreendedores já passaram por muito ‘perrengue’ antes do sucesso e compartilharam aprendizados que podem ser muito úteis para quem está começando.

Se é errando que se aprende, o oposto também é válido. Ficar de olho em alguns fatores que levaram outros ao sucesso, como ter um plano de negócio, criar metas e propósitos claros, validar ideias por meio de métodos eficientes e conhecer os indicadores que ajudam a tomar as decisões certas fará toda a diferença.

Sem estas estratégias-chave, startups como Nubank e empresas inovadoras como as do Vale do Silício jamais teriam sobrevivido aos primeiros anos de vida. 

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Aliás, de acordo com o Sebrae, a cada 100 empresas lançadas no Brasil, pouco mais de 75 permanecem abertas depois do primeiro ano. 

Por isso é importante estar consciente de que o sonho de ‘se livrar do chefe’ e se tornar empreendedor deve ser muito bem planejado desde o início para não virar um pesadelo.

O caminho é longo e cheio de obstáculos. Mas a boa notícia é que qualquer pessoa pode aprender a gerenciar um negócio ou uma startup do zero. 

Além disso, diante de recursos limitados para investir e com um mercado altamente competitivo, adquirir habilidades empreendedoras será fundamental para avançar. 

Por meio de cursos online ou até mesmo aprendendo com as falhas de outras pessoas já dá para largar na frente de muito concorrente.

Ao começar sua jornada empreendedora você vai descobrir que ser bom de Gestão não é só uma questão de “fazer o básico bem feito”, mas de desenvolver sua própria mentalidade inovadora. 

É esta mentalidade que orienta o empreendedor a arriscar na hora certa e ao mesmo tempo o torna capaz de descobrir o motor de crescimento que sustentará sua startup no longo prazo. 

Empresas centenárias como a Faber-Castell ou a Nestlé são exemplos de como as boas práticas de gestão associadas à mentalidade inovadora são cruciais para manter suas marcas vivas e relevantes no mercado em que atuam.

Mas afinal, quais são as estratégias de gestão das startups que dão certo? Quais são os principais erros dos empreendedores iniciantes que você deve evitar? 

Aprenda agora, com estes 7 passos de como montar um negócio de sucesso e o que uma boa gestão precisa ter para chegar lá.

1º passo: crie seu Business Canvas Model

O que é um Business Canvas Model?

O Business Canvas Model é um “mapa visual” do seu negócio. Ele funciona como um guia simples e fácil para validar as hipóteses e o modelo do seu negócio, antes mesmo de começar o plano de negócios da sua empresa.

De acordo com Alexandre Osterwalder, o criador do Canvas, um Modelo de Negócios ‘descreve a lógica de criação, entrega e captura de valor de uma organização’.

Ou seja, antes de montar uma empresa ou startup você precisa criar e validar um modelo consistente de negócio e que faça sentido para seu público.

Para criar o seu Business Canvas Model responda às seguintes perguntas:

  • O que você vai fazer? Esta resposta será a sua proposta de valor.
  • Para quem vai fazer? Esta resposta define seu segmento de clientes, o tipo de relacionamento que vai desenvolver e em quais canais vai se comunicar com eles.
  • Como você vai fazer? Esta resposta vai te ajudar a enxergar de onde virão seus recursos, parceiros e as atividades principais da sua startup.
  • Quanto vai custar? Com esta previsão você vai construir sua estrutura de custos e Fontes de receita.

canvas business model2º passo: aprenda como fazer um plano de negócios

O que é um plano de negócios e por que ter um?

Antes de tirar a ideia do papel, é preciso escrevê-la com calma. Um plano de negócios nada mais é que um mapa detalhado da sua empresa ou startup.

Ele deve registrar tanto as informações básicas da sua empresa, quanto as ações que serão tomadas para que seus objetivos sejam alcançados. 

Parece clichê, mas na euforia de abrir a própria empresa, muita gente passa longe deste passo. Se você ainda não sabe porque fazer um plano de negócios e porque ele pode ser útil para você, aqui vão alguns bons motivos:

  • Ter um plano de negócios pode te livrar de se endividar e ter que “fechar as portas” logo nos primeiros meses
  • Ter um plano de negócios orienta a gestão da sua startup e te ajuda a manter o foco nos objetivos reais, mesmo quando tudo já estiver “indo bem”

Estas são apenas duas razões para você investir o tempo que for necessário no seu planejamento. 

Lembre-se: ter uma ideia genial não é suficiente para garantir o seu sucesso. É preciso ir além e aumentar suas chances de acerto. E o plano de negócio vai te ajudar a errar menos.

O que um plano de negócios precisa ter?

Não pode faltar em um plano de negócios:

  • Descrição do seu negócio (formação jurídica, metas e objetivos, etc)
  • Análise de Mercado (dados sobre consumidores, concorrentes e fornecedores)
  • Plano de marketing (precificação correta de produtos e ações de divulgação)
  • Plano Financeiro (detalhamento de ganhos e gastos e indicadores de viabilidade e desempenho)
  • Plano Operacional (radiografia do funcionamento da sua empresa e seus processos internos)

Plano de negócio: como fazer a descrição da sua startup?

O que é o seu negócio? Em quais setores vai atuar? De onde virão seus recursos iniciais? Quais produtos e serviços vai oferecer? Estas são as perguntas básicas que precisam ser respondidas no seu plano.

No plano de negócio também é indicado registrar outros detalhes mais burocráticos como a formação jurídica da sua empresa e o tipo de enquadramento tributário dela, como por exemplo, se ela é MEI, Microempresa ou Simples Nacional.

Acrescente também o capital inicial e qual será a previsão do seu faturamento mensal, além do prazo que você espera que sua empresa comece a dar retorno financeiro.

Estas informações facilitarão a sua gestão, principalmente nos primeiros meses de empresa, quando você precisará tomar decisões importantes.

Metas e objetivos

O momento de definir o que faz a sua empresa ou startup também serve para entender quais serão suas metas e objetivos

Onde a sua empresa quer chegar? Quais são seus principais valores?

Transforme estas respostas em pilares importantes para consolidar sua gestão de pessoas. Com metas e objetivos claros será muito mais fácil consolidar a cultura organizacional que vai orientar gestores e membros da equipe. 

Análise de mercado

Conheça seus clientes

Esta análise vai te ajudar a definir o tamanho do mercado que você pretende atuar e a conhecer melhor quem serão seus clientes.

Por isso é importante que você defina informações básicas como idade, gênero, trabalho, renda, nível de escolaridade e localização de seus clientes. 

Se forem pessoas jurídicas, faça uma pesquisa para saber em que segmento atuam, qual a quantidade e frequência com que comprariam um produto ou serviço seu, que preço costumam pagar por eles, suas marcas preferidas, prazos de entrega e de pagamento comuns.

Não hesite em fazer entrevistas presenciais, criar formulários online ou até mesmo a contratar empresas especializadas em pesquisa para entender com profundidade os seus clientes. 

Lembre-se: a gestão inteligente amplifica a voz e as necessidades dos clientes ao invés de criar produtos e serviços ‘geniais’ que ninguém usa.

<H4>Analise seus concorrentes com um Benchmarking<H4>

Quais são os pontos fortes e fracos dos seus concorrentes? Faça uma comparação minuciosa entre eles e você. Isso é benchmarking.

Liste itens como preço, capacidade de entrega, condições de pagamento, prazos, descontos e qualidade de atendimento, por exemplo.

Nunca é demais ir além, descubra o que mais seu concorrente tem de diferente e tente responder à seguinte pergunta: “o que fará com que as pessoas deixem de ir aos concorrentes para comprar na minha empresa?”

Conheça seus fornecedores

Pesquise o preço, a qualidade, e as condições de pagamento dos seus fornecedores. 

Além de exercerem papel determinante na precificação de seu produto ou serviço e influenciar a sua geração de lucro, é com este fornecedor que você precisará lidar diariamente e com quem você precisará contar nas horas difíceis.

Plano de Marketing

Comece seu plano de marketing descrevendo seus produtos ou serviços, suas vantagens e benefícios. Conhecer bem seus pontos fortes vai te ajudar a adquirir confiança durante as primeiras vendas e na gestão das suas ações de marketing.

Com estas informações em mãos você terá uma boa base para construir seus principais argumentos para persuadir clientes e definir como quer se posicionar no mercado.

Durante o seu plano de marketing crie também a sua política de preços. 

Apesar de muitos usarem o preço médio praticado no mercado como principal influenciador de precificação, indica-se levar em conta fatores mais amplos como suas despesas e o quanto seus potenciais clientes estão dispostos a pagar. 

Depois faça uma lista simples de possíveis ações de divulgação, como por exemplo, criar um calendário de posts para seu blog e redes sociais, começar suas estratégias de marketing de conteúdo ou campanhas de e-mail.

Plano Financeiro

Na hora de montar o plano de negócios, muita gente não dá atenção ao Plano Financeiro. Daí, quando menos espera, se vê em um beco sem saída financeiro. 

O Plano Financeiro deve ser o melhor amigo do empreendedor e o braço-direito da gestão

É ele que vai te mostrar quanto você deve investir para sua empresa avançar, se os seus gastos estão superando seus ganhos ou se o seu capital de giro e fluxo de caixa são suficientes para manter a sua operação. 

Para não ser pego de surpresa, evitar desperdícios e antecipar imprevistos com falta de dinheiro, separe seu Plano Financeiro da seguinte forma:

  • Investimento Total: é a soma de seus gastos fixos, como o dinheiro usado para comprar equipamentos e materiais, o capital de giro (dinheiro necessário para manter o funcionamento cotidiano da empresa) e dos investimentos pré-operacionais, como despesas com reforma ou as taxas de registro da empresa.

  • Custos fixos operacionais mensais: detalhe todos os gastos fixos como aluguel, condomínio, IPTU, material de limpeza, combustível, salários (+ encargos como FGTS, férias, 13º, INSS) e o pró-labore (a ‘salário’ do dono).

  • Custos variáveis totais: são os custos relacionados ao seu produto ou serviço como matéria-prima, comissões de venda e as taxas aplicadas à venda, como por exemplo, os impostos, comissões, tarifas de cartão de crédito, plataformas- terceiras e o valor investido em ações de marketing.

  • Despesas variáveis totais: água, energia e outros gastos administrativos que podem sofrer variações mês a mês.
  • Faturamento mensal da empresa: faça uma previsão de quanto você vai faturar multiplicando a quantidade de produtos a serem oferecidos pelo seu preço de venda.

Indicadores de viabilidade: lucratividade, rentabilidade e ponto de equilíbrio

Monitorar os indicadores de viabilidade para saber se a sua empresa está dando lucro ou prejuízo também deve fazer parte do seu plano de negócio e da sua rotina de gestão financeira.

Os indicadores mais usados para verificar resultados são:

  • Margem de contribuição: cálculo que mostra quanto ‘sobrou da sua venda’ ou seja, o lucro que cada produto ou serviço gerou e que vai contribuir para manter os custos e despesas da empresa. 

Cálculo:

Margem de Contribuição = Valor das Vendas – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis)

  • Ponto de equilíbrio: cálculo usado para saber se o total de receitas (ganhos) é igual ao total de gastos. 

Fonte: Sebrae

  • Lucratividade: indicador que mede o lucro líquido sobre suas vendas. 

Fonte: Sebrae

  • Rentabilidade: mede o retorno do capital investido pelo empreendedor e sócios. 

Fonte: Sebrae

Plano Operacional 

O Plano operacional é um ótimo controle de gestão. Com ele você sabe quais trabalhos serão realizados, os responsáveis por executar cada tarefa, além de ter uma visão abrangente de todo o funcionamento da empresa.

Neste Plano também vale incluir informações sobre como você pretende desenvolver seus processos operacionais para produzir ou vender seus produtos e serviços. 

Por exemplo, quantas pessoas você precisa para sua operação funcionar? Quanto tempo demora para que seu produto ou serviço seja entregue?

Você sabia que hoje já existem diversas metodologias que facilitam e aumentam a capacidade produtiva e de entrega das empresas? 

Alguns exemplos são o OKR  (Objectives and Key Results), usado pelo Google e o Agile, usado por grande parte das empresas de tecnologia.

3º passo: aprenda como fazer análise SWOT para empreender bem no Brasil

gestão swot para capacitar equipe

O que é e como fazer a Análise SWOT?

A SWOT é um tipo de análise usada por empreendedores e startups para mapear as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças de um negócio. 

A sigla que dá nome à análise foi traduzida do inglês (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats) para “F.O.F.A” (Força, Oportunidade, Fraqueza e Ameaça) e pode ser separada em dois grupos:

O 1º grupo é o das forças e fraquezas que são características internas a uma empresa e o 2º grupo é o das oportunidades e ameaças – presentes no ambiente externo, ou seja, que estão fora do seu controle.

Bill Gates: suas fraquezas e soluções

Assim como no Canvas, a análise SWOT é feita por meio de quadros que facilitam a tomada de decisão e ajudam a implantar melhorias contínuas na gestão de um negócio. Conheça estes quadros:

  • Forças: Descubra onde estão as forças da sua empresa para usá-las a seu favor. Localização, rapidez no atendimento ou conhecimento exclusivo? No quadro ‘Forças’ você lista  as vantagens e benefícios do seu produto e serviço em relação aos concorrentes.
  • Oportunidades: Fique atento às oportunidades ao seu redor, desde datas sazonais de vendas até produtos e serviços com probabilidade de crescimento de procura. Use suas forças e vantagens para potencializar e aumentar ainda mais as suas chances de sucesso. 
  • Fraquezas: Sua empresa ou startup tem um alto custo operacional? Qual é o ponto falho da sua gestão? Converse com amigos, outros empreendedores, clientes e membros da equipe para poder identificar as fraquezas do seu negócio e tente reduzi-las o máximo que puder.

  • Ameaças: crises econômicas, desastres ambientais, mudanças nas leis ou até mesmo a greve no setor de transporte. Muitas situações podem gerar ameaças ao seu negócio. Por isso, é importante tomar cuidado para que as suas fraquezas não fiquem ainda maiores diante de uma ameaça.

Fonte: Agendor

4º passo: crie um MVP (Mínimo Produto Viável)

 O que é um MVP (Mínimo Produto Viável)?

Em português, MVP significa Mínimo Produto Viável, ou seja, é um produto que reúne os requisitos e as características essenciais para funcionar. 

O MVP é um protótipo, a forma mais simples e eficiente de lançar um produto ou serviço no mercado e reduzir ao máximo seu tempo de lançamento. Isso te dá mais agilidade e flexibilidade para começar sua empresa ou startup.

Mas atenção, entregar um protótipo é diferente de entregar um produto mal feito.

O Facebook, por exemplo, foi testado dentro de uma Universidade antes de ser disponibilizado para o resto do mundo, porém, seu protótipo já nasceu funcional.

SAIBA MAIS SOBRE COMO CONSTRUIR UM MVP QUE FUNCIONA

5º passo: crie um pitch e atraia investimentos para o seu negócio

Depois que você criou o seu MVP e já traçou o seu plano de negócios chegou a hora de apresentar a sua ideia para o mundo por meio de um pitch.

Um pitch é uma apresentação direta e curta, com o objetivo de vender a ideia da sua startup para um potencial investidor. 

Imagine que você está num elevador e encontrou alguém com chances de investir na sua startup. Você tem apenas alguns minutos para convencê-lo de que o seu produto ou serviço vale a pena.

Por isso, ao apresentar seu pitch, seja objetivo e ao mesmo tempo persuasivo. Conquiste a confiança do seu investidor apresentando apenas as informações mais relevantes sobre o seu negócio. 

Aprenda a fazer o pitch perfeito aqui

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6º passo: construa uma liderança inspiradora para sua equipe

Todo empreendedor nasce sabendo ser um bom líder? Não necessariamente. 

A liderança, assim como todas as funções corporativas deve ser desenvolvida constantemente de diversas formas como por meio de treinamentos ou na prática do dia a dia. 

Confira algumas habilidades importantes para você desenvolver como líder-empreendedor:

  • Empatia
  • Iniciativa 
  • Responsabilidade
  • Autoconhecimento 
  • Resolver problemas
  • Influenciar de forma positiva
  • Saber se comunicar e dar feedback
  • Investir tempo para ensinar os outros
  • Conquistar a confiança das pessoas de forma espontânea

Desenvolver estas habilidades vai te ajudar a construir uma gestão muito mais colaborativa e poderosa. 

CEO, Presidente, Diretor… um Líder precisa de cargo?

7º passo: garanta o sucesso do Cliente

De nada valeria montar o seu negócio sem pensar no sucesso do seu cliente, não é mesmo?

Basta fazer uma rápida busca mental para se lembrar que empreendedores de sucesso como Steve Jobs e Jack Ma sempre colocaram o sucesso de seus clientes no topo da lista de prioridades.

Não é a toa que as estratégias de gestão focadas em Customer Experience, Customer-First e Customer Success estão em alta no Brasil e no mundo. 

Para garantir o sucesso do seu cliente, faça um checklist:

  • Certifique-se de que seus produtos e serviços estão sendo desenvolvidos de acordo com as expectativas e feedback dos seus clientes
  • Incentive todas as pessoas da empresa a pensarem primeiro no cliente
  • Invista em testes de usabilidade e promova a cultura de UX (User Experience)
  • Construa uma estratégia de comunicação que faça sentido para seus clientes
  • Desenvolva fluxos e automações de onboarding para engajar seu público com o seu negócio
  • Monitore o churn (cancelamento) de seus clientes

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