Encantando os clientes em tempos de crise – ReStartSe 08/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

9 de abril de 2020 às 21:19 - Atualizado há 6 meses

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No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 19h.

Confira o resumo das aulas desta quarta-feira (8):

Rony Meisler: Como encantar seus clientes

Rony Meisler, fundador da Reserva, foi o primeiro professor do dia. Em uma aula com Junior Borneli, ele explicou como encantar clientes, principalmente durante a quarentena. Ele explicou a diferença entre digitalização e a virtualidade – o virtual possui a total ausência humana, enquanto a digitalização leva, de fato, toda a experiência física para o digital. É mais benéfico para a relação com os consumidores apostar na digitalização.

A companhia o faz através do software Now, um CRM criado pela própria Reserva munido de inteligência artificial. “Ele analisa o histórico dos clientes e propõe uma régua de relacionamento. Se chega uma nova camisa, ele recomenda ligar para fulano, porque ele gosta e há novas peças, por exemplo”, afirmou o empreendedor.

Com o fechamento das 108 lojas, como todo o varejo, a Reserva teve que aumentar seu foco nas vendas online durante a quarentena. No entanto, a empresa aposta em manter um relacionamento próximo com os clientes para manter a experiência e o engajamento que havia na loja física.

Wesley Barbosa: A era dos generalistas

Wesley Barbosa, ex-executivo da XP Investimentos e fundador da ONG Ajude o Pequeno, acredita que a principal característica do profissional do futuro é a versatilidade. Ele explicou “a era dos generalistas” na segunda aula do dia, ministrada com Maurício Benvenutti.

Os generalistas são o antônimo dos especialistas. Eles possuem conhecimento em diversas áreas. Há três tipos de generalistas: o maestro, o multiespecialista e o conector. “O maestro é a parte central da organização, ele sabe um pouco de tudo e coordena todos os profissionais”, explicou Barbosa.

Já o multiespecialista possui habilidades em três áreas diferentes e pode monetizar todas elas. O terceiro tipo de generalista é o conector, que se destaca ao encontrar outros especialistas. Frequentemente, eles são encontrados nos setores de recursos humanos ou afins.

Daniel Schwebel: Freelancers marketplace e a nova dinâmica de trabalho

Daniel Schwebel, Country Manager da Workana, maior marketplace de freelancers da América Latina, foi recebido por Felipe Lamounier. Schwebel explicou o porquê o número de freelancers apenas cresce no Brasil e no mundo – para os profissionais, pode significar qualidade de vida; para as companhias, uma forma de trazer mais agilidade e habilidades que seus funcionários não possuem.

Os freelancers devem ter a capacidade de realizar uma autogestão do próprio trabalho – e isso significa, inclusive, trabalhar de onde e no período que desejar. “O foco é no resultado entregue, não no como ou quando. A grande maioria das habilidades podem ser feitas de forma remota – é necessário um lugar para trabalhar, computador e internet, não presencialidade”, explicou.

“90% das habilidades mais demandadas pelas empresas em 2020 não existiam há 10 anos. Gestor de mídias sociais, especialista em inteligência artificial, cientista de dados… As demandas do mercado de trabalho vão mudar com mais frequência”, disse Schwebel.

Mayara Drummond: Estratégias de venda em tempos de crise

Na última trilha do dia, comandada por Pedro Englert, Mayara Drummond, gerente nacional da Universidade Previsível, explicou como repensar o modo de vender – e adaptá-lo para tempos de crise.

Geralmente, o que costuma mudar primeiro para se tornar mais atrativo é o preço ou o custo. No entanto, a especialista defende que a mudança deve acontecer no valor percebido pelos clientes. “Essa é a força que faz com que uma pessoa pague mais por um aparelho que faz a mesma coisa do que outros”, explicou.

Para isso, é necessário focar em um nicho específico para tornar o produto essencial. “Qual é o nicho que acredita que seu produto é essencial e quais as principais dores que possui? Levante hipóteses e valide com os clientes. São essas perguntas que deverão desenhar a sua estratégia”, recomenda.