Drones, crowdfunding e aspectos jurídicos para startups – ReStartSe 09/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

13 de abril de 2020 às 20:56 - Atualizado há 6 meses

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No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 19h.

Confira o resumo das aulas de quinta-feira (9):

Erick Oioli: aspectos jurídicos para startups

Na trilha comandada por Junior Borneli, fundador da StartSe, Erick Oioli, advogado especialista em startups, destacou aspectos jurídicos que startups devem se prevenir ao invés de remediar. O primeiro é a definição da estrutura e dos acordos societários. “O conflito entre sócios é uma das principais causas do encerramento precoce das startups”, afirmou Oioli.

Em segundo lugar, é necessário se preocupar com o registro da propriedade intelectual, caso o produto ou serviço oferecido seja exclusivo. Já com a LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados que entra em vigor neste ano, cresce a importância de como extrair inteligência de dados, mas mantendo a privacidade dos clientes.

Além disso, com o auxílio de advogados, a startup deve decidir como será a contratação dos colaboradores. No caso da partnership, em que os trabalhadores se tornam sócios, o cuidado deve ser ainda maior.

Candice Paschoal: como o crowdfunding pode viabilizar seus projetos

Candice Paschoal, fundadora e CEO da plataforma de crowdfunding Kickante, foi a convidada na trilha de Maurício Benvenutti, sócio da StartSe. Ela descreveu o método como “financiamento pela multidão”, em que diversas pessoas apoiam os projetos que as interessar.

A primeira dica para quem quer levantar fundos nesse modelo é: procure plataformas brasileiras, pois elas já estão em vigor com a regulamentação do país. Além disso, geralmente essas plataformas aceitam os métodos de pagamento já utilizados, a exemplo do cartão de crédito e boleto bancário.

A segunda é de encontrar o nicho certo de pessoas que poderiam investir no seu produto. A terceira é sobre divulgação: a insistência por si só não funciona. A melhor maneira de impactar o público é contando histórias, criando um storytelling que explica porque sua campanha é relevante. “Siga o seu plano de marketing com contribuição ou não, porque quando as pessoas estiverem dispostas, elas irão contribuir”, afirmou Paschoal.

Chase Olson: a próxima era dos drones

Felipe Lamounier, sócio da StartSe, recebeu Chase Olson, especialista em drones e CEO da Smart Sky. Olson afirmou que os drones podem trazer bons resultados na agricultura, inspeções, delivery, seguros, mineração e principalmente na construção.

Neste setor, os dispositivos podem auxiliar na prospecção e análise de áreas, na topografia, execução de obra e gestão de facilities. Os drones permitem conhecer a elevação georreferenciada de um local, representar curvas de nível e criar a representação tridimensional de uma superfície.

Na prática, é possível utilizar os dados captados de um terreno para precificar projetos e mensurar com mais exatidão a terraplanagem, por exemplo. “Nos Estados Unidos, a estimativa é que de 30 a 40% das construtoras possuem ou estão criando departamentos para o uso de drones”, afirmou o especialista.

Henrique Gutterres: como sociedades e empresas se transformam

Participando da trilha de Pedro Englert, CEO da StartSe, Henrique Gutterres, professor de marketing no MBA da FGV, falou sobre as transformações vividas pela sociedade. Ele citou que, em tempos de mudança, cada vez mais as pessoas estão buscando orientação e apoio das empresas.

No pandemia devido ao novo coronavírus não foi diferente: companhias de diferentes setores de todo o mundo passaram a produzir álcool em gel e destinar fundos para o combate ao vírus. 

“As pessoas se sentirão responsáveis por criar ambientes de mudança, atingindo uma conscientização e uma busca por um mundo melhor. Isso se refletirá, por exemplo, no trabalho, buscando ambientes com mais qualidade de vida após experimentar o home office”, afirmou Gutterres.