As oportunidades para a educação pós-coronavírus – ReStartSe 22/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

23 de abril de 2020 às 21:16 - Atualizado há 1 mês

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No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 17h.

Confira o resumo das aulas desta quarta-feira (22):

Victor Hugo Bin: criação de conteúdo com foco em vendas na internet

Victor Hugo Bin, copywriter da StartSe, participou da aula de Junior Borneli, fundador da StartSe. Bin destacou que, devido à pandemia, os consumidores estão em busca de produtos que ofereçam segurança, conforto e sobrevivência. É um momento delicado em que as pessoas, em geral, estão com receio de comprar.

Ao pesquisar um produto na internet, as pessoas geralmente não buscam comprar algo, mas aprender algo novo ou solucionar um problema. Por isso, existe três tipos de conteúdo que você pode criar na internet: de ajuda, para fãs e premium.

O conteúdo de ajuda é introdutório, “como fazer tal coisa”, para que as pessoas se aproximem da sua marca. O de fãs é mais profundo, a exemplo de e-mails e redes sociais, em que o consumidor em potencial já possui uma relação com a empresa. Já o premium é para pessoas que acompanham a companhia, a exemplo de e-books, séries de vídeos, lives, entre outros. Independente do modelo escolhido, é necessário focar em três pontos: saber o perfil do público comprador, ter uma frequência de publicações e conhecer muito bem o seu produto.

Veja mais dicas como essa: aprenda a vender na internet

Maurício Benvenutti: a gestão moderna de pessoas

Maurício Benvenutti, sócio da StartSe, revelou seis características da gestão moderna de pessoas que as empresas devem seguir: 1) A Era da Desobediência – Empresas como Uber, Airbnb e Netflix surgiram questionando as regras e os modelos vigentes. A única forma de conseguir navegar por essa linha tênue é questionar modelos de negócio, indústrias e a forma de entregar produtos e serviços para os clientes.

2) Foco no “joga fácil” das pessoas – Os líderes devem estimular que seus funcionários “nota 9” se tornem nota 10, impulsionando o que há de melhor em cada profissional. 3) Formar autodidatas – Para isso, eles devem aprender diariamente, não apenas em cursos, pós-graduação, porque treinamentos ficam defasados rapidamente. A aposta é no lifelong learning. 4) Pessoas antes de processos – Organizações que acreditam apenas em processos e não nas pessoas se tornam mais lentas. Se quer gente boa trabalhando com você, elas merecem transparência e prosperam na liberdade.

5) Cultura antes de retorno financeiro – É assim que são criados os ambientes desejados pelos profissionais do mercado. 6) Empoderar personal branding – O engajamento de um funcionário com sua audiência é duas vezes maior do que uma empresa com a mesma audiência. Empodere-os para desenvolverem suas marcas pessoais.

O cenário atual exige novas habilidades: fortaleça sua carreira

Vinicius Batista: os poderosos super apps que transformaram a China

Vinicius Batista, mestre em Engenharia Industrial pela Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Beijing e brasileiro que vive na China há mais de 6 anos, descreveu os aplicativos em quatro categorias: de uso único, as coleções, super app e super app com mini programas. Ele foi o convidado da aula de Felipe Lamounier, sócio da StartSe.

Os aplicativos de uso único são os comuns, enquanto as coleções são aplicativos da mesma empresa que se integram entre si (a exemplo do G Suite do Google e Adobe Creative Cloud). Já os super apps são aplicativos com diversas funções, como responder mensagens, realizar pagamentos, chamar táxi, pedir delivery, entre outros. No entanto, a novidade do momento são os miniprogramas que existem dentro desses apps. Criados pelo WeChat, da Tencent, permitem que outros aplicativos criem soluções para serem utilizados dentro do super app, ocupando o mínimo de armazenamento e sem a necessidade de baixá-los.

Eles se aproveitam da grande penetração dos super apps – o WeChat é utilizado por 90% da China – e do grande tempo de uso já conquistado. Além disso, o custo para desenvolver um miniprograma é de 20 a 50% menor do que criar um aplicativo. Os usuários também têm menos fricções ao fazer compras. Eles não precisam registrar seus dados em mais uma plataforma, pois ela utiliza os dados presentes no WeChat, bem como o meio de pagamento. Embora ainda não estejam disponíveis no Brasil, Batista reforça que é importante conhecer os miniprogramas, pois eles são um grande canal de venda e marketing em potencial.

Conheça as particularidades e aprenda a fazer negócios no ecossistema tecnológico da China 

George R. Stein: novo normal na educação – oportunidades para a educação DC, Depois do Corona

George R. Stein, engenheiro de aprendizagem e mentor no SXSWEdu, foi o convidado da trilha de Pedro Englert, CEO da StartSe. Ele descreveu a educação após a pandemia do novo coronavírus em quatro palavras: contextualizada, híbrida, aprendiz e integral. O contexto será dado porque as instituições de ensino irão pensar no ensino das tecnologias mais recentes e das questões mais antigas e humanas. Já a híbrida é porque, depois de tanto ensaio, a oferta de educação poderá ser parte online e parte presencial, principalmente após a experiência que a maioria dos alunos e instituições estão tendo, por necessidade, com o ensino online.

O “aprendiz” é sobre o protagonismo dos alunos. Eles passam a ter uma voz ativa na busca do que querem aprender, considerando principalmente as mudanças na realidade que porventura as instituições de ensino não estejam preparadas. “É muito limitado pensar em apenas receber o conteúdo, parte do aprendizado também será buscá-lo”, disse o especialista.

Já o “integral” requer que as instituições de ensino considerem os seres humanos como um todo, não apenas como alunos, mas em todos seus aspectos mentais, físicos, emocionais e espirituais. No ensino online, deve-se considerar a diferença entre ficar horas dentro de uma sala de aula, interagindo com outras pessoas, e assistir a aula na frente de um computador.

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