Aluno da StartSe University cria um dos maiores serviços do mundo para o combate ao Covid-19

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

19 de junho de 2020 às 08:50 - Atualizado há 5 meses

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O carioca Leandro Rubio, de 35 anos, descobriu desde cedo que sua vocação era ajudar o próximo. Quando chegou o momento de escolher a carreira que iria abraçar, escolheu fazer medicina. Ser aprovado no exame vestibular foi uma conquista, mas provavelmente uma vitória que, mais tarde, pareceu fácil, pois o trabalho mesmo começou a partir daí.

Foram seis anos de faculdade, dois anos de residência em clínica médica, depois mais dois anos de residência em cardiologia, e outros dois para se aprofundar na área que escolheu trabalhar, a cardiologia intervencionista (que usa o cateterismo), no Instituto Dante Pazzanese, considerado um dos berços da cirurgia cardiovascular no Brasil. Ainda achou tempo para fazer um MBA em Gestão de Saúde na FGV, “para ter uma visão além da área médica.”

Começou como plantonista da UTI e cardiologista do pronto-socorro do Hospital São Luiz, em São Paulo. E, desde janeiro do ano passado, liderava o núcleo de cardiologia do Hospital Samaritano, no bairro de Higienópolis, na capital paulista.

Leandro tinha um bom emprego, com perspectivas de avançar ainda mais na carreira, um ótimo salário, era reconhecido como bom profissional pelos colegas de trabalho, mas não estava feliz.

“Tinha a sensação de que o que estava fazendo não estava alinhado com a minha missão de vida, e fui buscar algo a mais. Comecei quando conheci minha esposa. Ela que me inseriu nessa jornada interior, a partir de 2018”, conta.

Ao mesmo tempo em que começou uma jornada de autoconhecimento – que o levaram a se tornar discípulo do terapeuta Tadashi Kadomoto (seu canal no Youtube tem mais de 100 mil inscritos) e a fazer coaching com Taci Carvalho –, foi buscar conhecimento sobre inovação e empreendedorismo.

Neste momento, a StartSe entrou na vida de Leandro.

Na busca do propósito, se descobriu empreendedor

Em janeiro do ano passado, Leandro participou do Accelerator Day, programa da StartSe de formação para empreendedores, e saiu de lá inquieto, querendo saber mais sobre como começar um projeto, um negócio quem sabe, na área de saúde.

Em abril, participou da Healthtech, a conferência da StartSe que apresenta as tecnologias, inovações e novos modelos de negócios que estão transformando a área médica e de saúde.

E, em agosto, o cardiologista desembarcava no Vale do Silício, um dos maiores centros de inovação no mundo, na Califórnia (EUA), para participar de uma semana de imersão na StartSe University.

“A experiência no Vale, com a StartSe, me transformou muito. Naquele momento, vi que as grandes inovações que vemos todos os dias são feitas por pessoas normais, que como eu, queriam criar algo novo e que gerasse valor para outras pessoas”, diz Leandro.

Com os empreendedores, Leandro compreendeu que o segredo para transformar boas ideias em produtos ou serviços bem sucedidos e inovadores estava no propósito, no foco, na determinação e na disciplina. “São pessoas que uma vez que encontram o seu propósito dificilmente são demovidas do que decidem fazer”, conta.

Com a StartSe, aprendeu as metodologias e o que chama de “execução inovadora”, que são os métodos e ferramentas utilizadas pela empresas do Vale do Silício para desenvolver projetos e criar novas empresas.

De volta ao Brasil, Leandro estava pronto para empreender. Só não sabia no que. Até que veio o Covid-19.

A Missão Covid

Quando os primeiros casos do novo coronavírus começaram a pipocar no Brasil, Leandro sentiu que era hora de colocar em prática tudo que havia aprendido até ali.

Em dez dias, Leandro e os amigos Rafael Brandão (médico oncologista), Cristiano Kanashiro (fundador da consultoria em tecnologia e inovação Go.K) e Carlos Franchi Junior (VP da IBM), colocaram de pé a Missão Covid, um serviço gratuito de atendimento médico virtual para pacientes que apresentam sintomas da Covid-19. Para conseguir estruturar o projeto, Leandro teve que abrir mão da chefia do núcleo de cardiologia do hospital Samaritano.

O primeiro atendimento da Missão Covid foi em 22 de março, um dia antes da publicação da portaria do Ministério da Saúde – que em abril se tornou Lei 13.989 – liberando o uso da telemedicina para consultas online enquanto durar a pandemia do coronavírus.

Grandes empresas logo viram o valor da solução para a população e apoiaram o Missão Covid. A telefônica Claro, por exemplo, ofereceu aos médicos voluntários chips grátis, possibilitando baratear a despesa com o atendimento.

Ao entrar no site, o paciente encontra informações diversas sobre o COVID-19, como suas formas de contágio e como se proteger corretamente do vírus. Caso necessite de atendimento, ele se cadastra e passa por uma triagem. Após a triagem, recebe uma ligação de vídeo do médico via WhatsApp para a realização da consulta.

Legado pós-Covid-19

“Somos um ‘marketplace’ que junta pacientes com sintonas do Covid-19 com médicos voluntários que atendem por whatsapp, via chamada de vídeo. Seguimos todos os protocolos legais.”, diz Leandro.

A Missão Covid conta com 1.200 médicos voluntários e 40 voluntários que ficam na retaguarda, dando apoio ao serviço (tecnologia, administrativo, saúde). Até esta quinta-feira (18) já haviam sido realizados 61 mil atendimentos. Casos graves são enviados ao hospital capacitado mais próximo. Pacientes com sintomas de leves a moderados recebem orientação para ficar em casa e tratar os possíveis sinais da doença. Leandro conta que o NPS, avaliação do serviço, é de 96, em uma escala de 0 a 100.

O próximo passo da Missão Covid é prestar atendimento aos índios, cuja população, em boa parte, ainda vive em áreas de floresta, distantes dos centros urbanos que possuem infra estrutura de saúde.

Para o futuro, Leandro conta que após a pandemia passar, quer organizar a Missão Covid como uma ONG e que vai trabalhar por projetos. “Queremos deixar um grande legado para o país”, diz o médico.

Conheça a Missão Vale do Silício, da StartSe, e faça como o médico Leandro Rubio e desperte o seu potencial empreendedor  

Missão Covid: neste sábado, no YouTube

Neste sábado (20), a partir das 14h, a Missão Covid faz um evento online, no seu canal no Youtube, para debater como será o futuro pós pandemia, a partir de 5 pilares da saúde: Física, Mental, Espiritual, Financeira e Social. Participam do evento o terapeuta Tadashi Kadomoto, Junior Borneli, fundador da StartSe, Ana Laura Magalhães, sócia da XP Investimentos e influenciadora digital, entre outros.

Agenda

14h: Um novo mundo pós-pandemia, com o médico cardiologista Leandro Rubio, co-fundador da Missão Covid.
14h20: Novo conceito de saúde, com Raphael Brandão, médico oncologista, co-undador da Missão Covid.
14h40: Conheça o projeto e as novidades da Missão Covid, com Cristiano Kanashiro, CEO e fundador da GO.K e co-fundador da Missão Covid
14h50: Como administrar a ansiedade durante a pandemia, com o terapeuta Tadashi Kadomoto
15h30: Mentalidade para o progresso, com o empreendedor, investidor e autor Caio Carneiro
16h: Novos Começos através do Empreendedorismo, com Junior Borneli, fundador da StartSe
16h30: Como reestruturar suas finanças impactadas pela pandemia, com Ana Laura Magalhães, fundadora do @explicaana e sócia da XP
17h: Como encontrar o seu propósito de vida?, com a coach Taci Carvalho
17h40: Empoderamento da Mulher do Século XXI, com Shirley Fernandes, empreendedora e idealizadora do projeto Mulheres Rockets.
18h: Como inovar com ações de impacto social?, com Mundano, grafiteiro e criador do projeto Pimp My Carroça e do app Cataki
18h20: Superando os desafios para um novo amanhã, com Marcos Rossi, autor do livro “O que é impossível para você?”