Brasil foi o terceiro país a formar mais startups unicórnios em 2019

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

9 de janeiro de 2020 às 16:24 - Atualizado há 5 meses

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O ano de 2019 foi especial para as startups brasileiras, pois foi o período com o maior número de novas empresas se tornando unicórnios. Gympass, Loggi, Quinto Andar, Ebanx e Wildlife. Essas cinco startups tupiniquins alcançaram – ou superaram – o valor de mercado de US$ 1 bilhão, alcançando o título. A movimentação levou a um empate entre o Brasil e a Alemanha como os terceiros países que mais “criaram” unicórnios no ano passado, atrás do líder Estados Unidos e da China, que levou o segundo lugar.

De acordo com dados do Crunchbase, os EUA levaram o primeiro lugar do pódio com tranquilidade, com 78 unicórnios em 2019. A China seguiu com 22, mantendo uma boa distância dos 5 consagrados pelo Brasil e Alemanha. Em seguida, em quarto lugar, estão Israel, Índia e Reino Unido com 4 unicórnios.

Embora os Estados Unidos continuem na liderança, o número de unicórnios criados no país em 2019 diminuiu pela metade em comparação ao ano anterior, em que obteve o número recorde de 158 empresas com este título. Em geral, o valor investido, globalmente, em unicórnios em 2018 foi muito maior – US$ 139 bilhões – do que no ano passado, de US$ 85,1 bilhões.

O quadro de investidores – que auxiliaram essas empresas a alcançarem o valor de mercado de US$ 1 bilhão por meio de seus aportes – também mudou com o tempo. A Insight Partners, Spark Capital e Tiger Global Management realizaram o maior número de aportes em 2019. Já em 2018, lideravam a Insight Partners, New Enterprise Associates e Kleiner Perkins.

Um fundo que não estava presente em 2018 e apareceu no ranking de 2019 foi o Softbank. Sua presença foi perceptível principalmente através dos investimentos realizados na América Latina. No ano passado, o grupo japonês abriu o Latin America Fund e passou a investir em startups da região – inclusive em três (Gympass, Loggi, Quinto Andar) dos cinco unicórnios brasileiros. Estima-se que o Softbank tenha investido entre US$ 6 bilhões e US$ 10 bilhões na América Latina no ano passado.