Como funciona o crédito P2P – e por que ele cresce no Brasil

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22 de janeiro de 2020 às 18:01 - Atualizado há 6 meses

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O Banco Central (BC) do Brasil está apoiando cada vez mais as fintechs que operaram no modelo Peer-to-Peer (P2P) Lending. A tradução literal é de “ponta a ponta”. É um empréstimo concedido a empresas que buscam crédito com taxas mais baixas. Na outra ponta, temos os investidores que financiam essas empresas através de cotas por meio de uma plataforma digital.

Todo o processo é feito por meio de uma plataforma online, pela qual as solicitações de empréstimos são financiadas por investidores. As empresas pagam os juros de seus empréstimos e, em cima desses juros, está a rentabilidade dos investidores que emprestaram em cotas esse dinheiro. Com a nova baixa histórica da taxa Selic, aumentou a procura por crédito e os investidores, por outro lado, estão buscando opções com maiores rendimentos. O operador da plataforma se interpõe na relação entre credor e devedor, realizando uma clássica operação de intermediação financeira.

Modelos do P2P

É uma modalidade que cresce no Brasil. À medida que o Banco Central licencia as fintechs para operar neste modelo, as empresas e investidores têm seus benefícios. As plataformas P2P funcionam de diferentes formas. É importante pesquisar e entender como elas operam dentro da modalidade, principalmente a maneira como formalizam os processos de empréstimo de investimentos.

No modelo OAV (Operação Ativa Vinculada – Dispõe na Resolução CMN nº 2.921), a operação fica dentro de uma instituição financeira e é controlada pelo BC sendo obrigada a seguir as boas práticas. Nesse caso, a fintech atua com Correspondente Bancário (CORBAN), também regulamentada pelo BC.

Em outro formato, como a Cessão ou Endosso de dívida, frequentemente usado por algumas fintechs de crédito, o investidor fica exposto a uma eventual fragilidade da fintech, ou seja, se a fintech deixar de existir, a operação está fadada a ficar entre investidor e credor fora da “proteção” de uma instituição financeira. Os riscos dessa modalidade são claros e o principal é a inadimplência das empresas. Independente do processo de formalização, que pode ser mais seguro em alguns casos, o risco sempre será a empresa não pagar o empréstimo.

A primeira plataforma de empréstimos P2P, a Zopa, foi fundada em 2005, na Inglaterra. Um pouco mais tarde, surgiram fintechs P2P nos Estados Unidos, onde as plataformas mais conhecidas são a lendingclub e a Prosper. Na China, o setor de empréstimos P2P cresceu rapidamente entre 2011 e 2015, com o número de credores P2P aumentando de 50 para quase 3.500, neste período.

Peak Invest

No Brasil, a Peak Invest, cujo escritório fica em São Paulo, é uma plataforma digital de crédito que conecta investidores com empresas que precisam de empréstimos, por meio do modelo P2P, desde fevereiro de 2018. Fundada pelos sócios Leonardo Coelho da Fonseca Machado (Founder), Marcio Berger (CEO & Co-founder) e Diego Pereira (CTO & Co-founder), a fintech atingiu, em janeiro deste ano, o marco de R$ 10 milhões em empréstimos captados por meio de sua plataforma. Ao todo, a empresa já fomentou mais de 145 empresas.

A empresa já analisou mais de 2.500 empresas e recebeu mais de R$ 290 milhões em solicitações de crédito. Com isso, a plataforma conta com 1.800 investidores cadastrados com uma taxa de inadimplência geral média de 3,21%.

Mas como funciona o processo P2P da Peak Invest? O gráfico abaixo mostra o passo-a-passo.

Na avaliação com outras modalidades de investimento, é possível avaliar a rentabilidade do P2P com outras aplicações. Veja no quadro:

Simulação: fluxo estimado para uma aplicação de 18 meses, com valor de R$ 2.500,00 em uma empresa rating C2

Simulação: fluxo estimado para uma aplicação de 18 meses, com valor de R$ 2.500,00 em uma empresa rating C2

O spread bancário brasileiro está em uma média de 32,2% enquanto o mundo pratica algo em torno de 5%. É por isso que batemos esta marca em um período relativamente curto. A Peak Invest nasceu para oferecer uma alternativa de diversificação de carteira para investidores pessoa física e institucionais”, diz Berger, CEO da fintech.