Piero Franceschi provoca líderes a encarar a crise silenciosa do trabalho e lança seu novo livro
Piero Franceschi no palco do RH Leadership Festival 2026
, Editor
6 min
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26 mar 2026
•
Atualizado: 26 mar 2026
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Você não percebeu, mas já está sendo comandado.
Não por um chefe. Por um padrão.
Piero Franceschi, sócio da StartSe, abriu uma discussão desconfortável sobre o estado atual do trabalho. E precisa ser desconfortável, mesmo.
A provocação dele é direta: o ser humano foi treinado para operar como máquina.
Desde cedo, a lógica é clara. Repetir, produzir, responder. Um ciclo contínuo de estímulo e reação. Não por acaso, hoje é difícil encontrar alguém que consiga passar alguns minutos sem olhar o celular ou o relógio inteligente.
O comportamento já foi moldado.
Existe uma frase comum no ambiente corporativo: “essa pessoa é uma máquina”.
O que antes soava como reconhecimento de alta performance revela um problema mais profundo. O humano passou a ser valorizado quando se aproxima da lógica da máquina.
Só que esse modelo começa a colapsar no momento em que a própria máquina supera o humano.
Se antes a tecnologia dependia de comando constante, agora ela aprende, executa e decide com autonomia crescente. E isso muda completamente a equação do trabalho.
Piero aponta uma mudança silenciosa, mas relevante: o trabalho deixou de ser percebido como conquista e passou a ser associado a sofrimento.
Em paralelo, cresce a ansiedade coletiva sobre o futuro. Todo mundo que depende do próprio salário começa a se perguntar qual será seu papel daqui para frente.
E, enquanto isso, dentro das empresas, o cenário não ajuda.
Organizações que deveriam impulsionar crescimento se tornaram ambientes de atrito:
— equipes que não colaboram
— lideranças que não lideram
— processos que travam mais do que ajudam
O problema não está apenas na tecnologia. Está na forma como o trabalho foi estruturado.
Diante desse cenário, Piero propõe três direções práticas para quem precisa navegar esse novo contexto:
Lutar por novos impossíveis
A zona de conforto deixou de ser segura. Crescimento passa por enfrentar desafios que ainda não têm resposta pronta.
Decidir na incerteza
Esperar clareza total virou luxo. A capacidade de tomar decisão mesmo sem todas as informações se torna essencial.
Expandir zonas de conforto
O modelo baseado em repetição perdeu força. O profissional que evolui é aquele que explora, testa e aprende continuamente.
A mudança não acontece de forma isolada. Ela depende de ambiente.
Lideranças precisam criar espaços reais de crescimento, onde seja possível experimentar sem punição automática.
E isso passa por um ponto sensível: a forma como as empresas lidam com questionamento.
Culturas que silenciam quem discorda tendem a estagnar. Culturas que valorizam quem questiona criam movimento.
O profissional que levanta a mão e diz que algo não está funcionando não é o problema. Em muitos casos, é o primeiro sinal de evolução possível.
O trabalho, como conhecemos, está sendo redesenhado.
A repetição perde espaço. A exploração ganha relevância. A execução pura deixa de ser diferencial.
A pergunta deixa de ser sobre produtividade e passa a ser sobre significado.
No fim, a reflexão que Piero Franceschi propõe para quem precisa e quer seguir trabalhando agora e no futuro é direta:
O que é trabalho de gente e o que é trabalho de máquina?
Se você quer aprofundar essa discussão e entender o que significa, na prática, resgatar o papel humano no trabalho, vale conhecer o novo livro de Piero Franceschi.
“Trabalho de Ser Humano” não é um guia confortável, mas um convite para repensar tudo aquilo que você chama de trabalho hoje.
Você pode adquirir em condição de lançamento aqui.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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