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Fim do cartão tradicional, Open Finance e mais tendências de pagamento em 2022

Carteira Digital. Open Finance. Pix. Esses e outros temas foram destaques do Payment Revolution Day 2022, principal evento do setor, realizado pela StartSe. Confira o resumo dos melhores momentos!

Fim do cartão tradicional, Open Finance e mais tendências de pagamento em 2022

Mulher pagando com QR Code no celular (Foto: Getty Images)

, jornalista

14 min

22 set 2022

Atualizado: 13 dez 2022

Por Camila Petry Feiler, Sabrina Bezerra e Tainá Freitas

Os meios de pagamentos estão cada vez mais inovadores. Assim, é possível afirmar que alguns métodos vão cair no esquecimento, outros vão emplacar.

Isso porque, o comportamento do consumidor mudou. Além de ser mais exigente, está mais digital. 

Para você ter uma ideia, 9 em 10 brasileiros tem o hábito de fazer compras online e priorizar negócios que oferecem meios de pagamentos ágeis (leia mais adiante), segundo pesquisa exclusiva feita pela StartSe e Instituto Pesquisa na Hora.

As principais inovações para os meios de pagamento para este e os próximos anos foram apresentadas no Payment Revolution Day 2022, principal evento do setor, realizado pela StartSe. Confira abaixo o resumo:

1 - O PODER TRANSFORMADOR DO PIX

O Pix, sistema de pagamento e transferência instantânea, é uma inovação que veio para ficar. Não à toa se tornou referência para outros países “como os Estados Unidos”, diz Bruno Oliveira, COO e co-fundador da Monkey, durante o Payment Revolution Day 2022.

Para o negócio, é fundamental oferecer a modalidade como opção de pagamento aos clientes. Afinal, é um dos mais usados no país (bateu recorde de transações no e-commerce).

Na prática… 

Na Daki, aplicativo de delivery focado no segmento de supermercado, “40% dos pedidos são feitos usando o Pix”, diz Rafael Vasto, fundador da Daki. O empreendedor também afirma que o sistema “veio para ficar e veio para crescer.”

No iFood, “trouxe acesso a novos usuários na plataforma”, afirma Thaís Redondo, head de pagamentos no iFood. 

+ PIX Troco e PIX Saque: entenda as novas modalidades

Pagamento com PIX (foto: montagem/Getty)

2 - EVOLUÇÃO DAS CARTEIRAS DIGITAIS

As big techs estão abrindo caminhos para um carteira digital muito mais ampla do que temos hoje.

“A oportunidade é maior do que ter só um cartão de crédito, mas centralizar as informações do usuário como histórico médico, investimento, documentos — que cada vez mais tem sido de interesse das empresas de tecnologia acoplar nas carteiras digitais”, diz Felipe Giannetti, head de inovação da StartSe, ao falar sobre carteiras digitais.

Com isso, elas serão mais inteligentes, conseguindo ir além da facilitação de transação, mas também oferecendo uma variedade de produtos financeiros, gerenciando ID digital e assistente virtual, análises orientadas por IA e apoio nas tomadas de decisões financeiras.

Jovem rastreando finanças no aplicativo móvel enquanto bebe café (Foto: ArtistGNDphotography via Getty Images)

3 - O NOVO PAGAMENTO COMPARTILHADO

Atualmente, 85% dos latino-americanos compartilham as despesas do dia a dia. Representa aproximadamente R$ 4,5 trilhões por ano de gastos divididos em, pelo menos, duas pessoas, segundo a Noh.

O que significa que o pagamento compartilhado de uma forma simplificada deve ganhar cada vez mais força.

Diante disso, a startup Noh lançou um cartão compartilhado, que funciona assim: “na hora de pagar as contas, ao invés das pessoas passarem diferentes cartões, passam somente o cartão compartilhado”, conta Ana Zucato, fundadora da Noh.

O cartão é vinculado a uma carteira compartilhada, habilitada para fazer pagamentos por meio de cartão pré-pago, boleto e Pix.

Evento StartSe Paymento Revolution (foto: Pedro Augusto/StartSe)

4 - EXPANSÃO DO OPEN FINANCE

“Cada vez mais os players vão operar com o Open Finance”, diz Danylo Martins, fundador do Finsiders.

Isso porque, o Sistema Financeiro Aberto traz melhores ofertas de produtos e serviços para os clientes. Trata-se de um ganha-ganha dos dois lados.

Veja o exemplo: “E se o banco me ajudasse a escolher em que bairro morar? Ele sabe onde eu vou, o mercado, onde meu filho estuda. Com base nisso, ele poderia processar meus dados e indicar o melhor bairro para eu morar com base nesse perfil”, diz Tiago Aguiar, superintendente de novas plataformas na Tecban. 

Não só: o banco poderia entrar em contato com incorporadoras e imobiliárias da região para mostrar que ele tem crédito para adquirir um imóvel ali.

A tese dele é que o Open Finance abre janelas de oportunidades para todos os setores financeiros, conectando os dados dos usuários às suas necessidades de forma mais ampla.

Evento StartSe Paymento Revolution (foto: Pedro Augusto/StartSe)

5 - BNPL (BUY NOW, PAY LATER)

“O BNPL vai ter um impulso muito forte. Será bem parecido com o que o Pix trouxe na questão de experiência e instantaneidade”, afirma o diretor de serviços financeiros na Accenture.

Apesar de ser bem parecido com o crediário, a modalidade tem algumas diferenças, tanto que tem sido chamada de crediário 2.0

Por exemplo, permite que o consumidor faça as suas compras parceladas pela internet ou loja física por meio de empréstimos intermediados — em sua maioria por fintechs parceiras da empresa. 

A análise e a liberação do crédito acontecem de forma rápida graças à inteligência artificial. Caso queira entender mais, leia essa reportagem.

Essa tendência vai ao encontro do comportamento dos novos consumidores. “As novas gerações não querem plástico [se referindo ao cartão físico] mas querem Wallet e BNPL”, Vasco Pineda, head comercial da Yuno.

6 - CBDC E A DIGITALIZAÇÃO DO DINHEIRO

A sigla para Central Bank Digital Currency são moedas digitais emitidas por bancos centrais e funcionam como uma versão virtual do dinheiro em um país. 

Para você ter uma ideia, segundo pesquisa apresentada pelo PayPal, 93% adotariam criptomoedas emitidas por um Banco Central. 

No Brasil, o Real Digital começa a dar os primeiros — e promete fazer barulho no mundo da Internet das Coisas. Saiba mais aqui.

7 - UMA NOVA RELAÇÃO COM AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 

A Geração Z está mudando o comportamento. Segundo pesquisa apresentada pelo PayPal, 81% dos brasileiros têm contas em mais de uma instituição financeira. A expectativa é, no entanto, que isso mude em breve.

Isso porque, a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) está menos inclinada a ter serviços financeiros em diversas instituições, enquanto os Millennials (nascidos entre 1980 e 1995) e Geração X (nascidos entre 1960 e 1980) preferem diversificar.

"À medida em que mais indivíduos da Geração Z entrarem em estágio de maturidade financeira, irão potencialmente empurrar a preferência geral do consumidor para serviços financeiros agrupados em uma única instituição", conta Thaisa Fausto, líder de Novos Negócios para o PayPal Brasil. 

8 - PREVENÇÃO À FRAUDE

Diante de tantas inovações, os players que mais oferecem métodos de cibersegurança e prevenção à fraude estarão um passo à frente. Afinal, a fraude é uma velha preocupação no setor de pagamentos, mas é oficial: as empresas e suas lideranças estão cada vez mais atentas a este problema.

De acordo com a Stripe, e-commerces ao redor do mundo arcaram com US$ 20 bilhões em fraudes ao longo de 2021 — um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

Especificamente na América Latina, os números são ainda mais preocupantes. "A região reporta 70% mais fraude que a América do Norte e 143% mais que Ásia-Pacífico", conta João Banzato, líder de time de estratégia e operação da Stripe na América Latina, direto do Payment Evolution.

O especialista trouxe três dicas para combater fraudes:

1 - Use fonte ricas de dados, pois elas ajudarão a tomar decisões mais rápidas e precisas;

2 - Implemente intervenções onde elas forem lógicas na jornada do usuário e teste como acioná-las para garantir que você não afete adversamente os clientes legítimos;

3 - Atualize-se: as preferências de pagamento dos clientes continuarão mudando, alterando o panorama de fraudes.

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Jornalista especializada em carreira, empreendedorismo e inovação. Formada em jornalismo pela FMU e pós-graduada em marketing pelo Senac, atua na área de negócios há quatro anos. Passou por veículos como Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

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