Em um mundo corporativo mais complexo e incerto, o estilo tradicional de liderança já não é suficiente para entregar resultados consistentes.
O mercado cobra mais de lideranças boazinhas
, redator(a) da StartSe
4 min
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21 jan 2026
•
Atualizado: 21 jan 2026
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O que antes era visto como uma virtude passou a ser confundido com indecisão, falta de assertividade e uma incapacidade de conduzir times em tempos de transformação rápida.
A pesquisa Harvard Business Review e a experiência de executivos revelam uma tendência recorrente: equipes lideradas por gestores excessivamente conciliadores tendem a produzir menos, evitar conversas difíceis e manter comportamentos disfuncionais por mais tempo.
Em outras palavras, “ser bonzinho” pode significar postergar decisões difíceis, manter processos ineficientes e adiar mudanças estruturais que são essenciais para a competitividade.
Isso não quer dizer que a empatia ou a qualidade humana de um líder não importam. Ao contrário: elas são fundamentais para criar ambientes de confiança e engajamento. Mas quando a cordialidade se torna um escudo para evitar confrontos necessários, a liderança perde sua capacidade de ordenar prioridades, responsabilizar entregas e acelerar performance.
O dilema está justamente aqui: liderança não é sobre ser querido, e sim sobre ser eficaz. E eficácia exige algo que muitas vezes é confundido com “falta de gentileza”: clareza brutal nas expectativas, coragem para enfrentar o que está gerando problema e firmeza para alinhar a equipe a objetivos estratégicos difíceis — mesmo quando isso desagrada.
Nesse contexto, líderes precisam calibrar sua abordagem com sensibilidade e firmeza. Eles devem saber quando apoiar, quando desafiar, quando cortar ambiguidade e quando pisar no acelerador. O excesso de suavidade pode até preservar relações de curto prazo, mas compromete resultados de médio e longo prazo — e, mais importante, pode confundir propósito com cordialidade.
O desafio maior é conseguir equilibrar dois polos aparentemente opostos: humanidade e desempenho. Um líder que só é humano, mas não exige resultados, se torna ineficaz. Um líder que só exige resultados, mas ignora o humano, cria ambientes tóxicos. A verdadeira vantagem competitiva está em sincronizar capacidade técnica, clareza estratégica e inteligência emocional.
O líder do futuro é humano com firmeza estratégica. É aquele que combina empatia com exigência, clareza com sensibilidade, e decisão com contexto. Ele cria ambientes de confiança, mas também cria disciplina de execução.
Ele não evita conversas difíceis, mas as promove com respeito. Ele entende que cuidar de pessoas não significa abrir mão de resultados, e que entregar resultados sustentáveis passa por desenvolver pessoas fortes, responsáveis e alinhadas a um propósito maior.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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