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Samsung: ações disparam com impulso IA

A gigante sul-coreana viu suas ações alcançarem níveis recordes. E isso não é apenas “otimismo de mercado”: reflete decisões estratégicas e um reposicionamento claro em torno da inteligência artificial e dos semicondutores.

Samsung: ações disparam com impulso IA

Reprodução

Bruno Lois

, redator(a) da StartSe

8 min

19 fev 2026

Atualizado: 19 fev 2026

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As ações da Samsung Electronics bateram recordes históricos nos mercados de Seoul e internacionalmente, impulsionadas principalmente por expectativas de crescimento na demanda por chips de memória e soluções relacionadas à inteligência artificial (IA). Esse movimento não é um mero pico especulativo — é o reflexo de uma mudança estratégica profunda na companhia, com impacto na avaliação do mercado e na percepção de investidores sobre seu futuro.

Alta recorde: muito mais do que números

Em 2025, as ações da Samsung subiram consistentemente, alcançando máximas que superaram os picos anteriores de 2021, gerando valorização de mais de 70% ao longo do ano. Os papéis responderam positivamente não apenas a resultados operacionais fortes, mas também à narrativa de que a empresa estaria prestes a consolidar sua posição como protagonista na cadeia de fornecimento de chips para IA.

O sentimento de mercado foi influenciado por uma combinação de fatores:

Lucro operacional e receita robustos, impulsionados pelo segmento de semicondutores e memória;

Expectativa de preços mais altos para chips como DRAM e NAND face a restrições de oferta;

Negociações com grandes players de IA, como OpenAI e negociações previstas com Nvidia;

Convergência entre tecnologia de ponta e demandas de data centers globais.

O resultado foi que, mesmo com volatilidade típica do setor tecnológico, investidores apostaram em Samsung não apenas como fabricante de hardware, mas como peça estratégica na infraestrutura de IA que deve moldar a próxima década.

Inteligência artificial e chips: epicentro da narrativa

O “boom” dos chips de IA tem sido um dos vetores centrais desse movimento. A Samsung, tradicionalmente líder no mercado de DRAM e NAND, tem redirecionado esforços para se posicionar também no segmento de memória de alta largura de banda (HBM) — componente essencial em servidores e aceleradores de IA.

Essa ênfase estratégica não é apenas seguir uma tendência; ela responde a uma transformação macroeconômica:

Data centers e aplicações de IA exigem capacidade de processamento e memória significativamente maiores do que dispositivos tradicionais;

A escassez ou limitação de oferta empurra preços para cima e margens para fora, beneficiando produtores com escala e tecnologia;

Empresas que garantirem participação sólida nesses mercados estarão melhor posicionadas para crescimento de longo prazo.

Investidores, por sua vez, parecem interpretar que a Samsung está recuperando e ampliando sua vantagem competitiva, inclusive frente a rivais como SK Hynix e outras fabricantes de componentes essenciais para IA.

Resultados que explicam a confiança de mercado

Os recordes de preço das ações foram respaldados por balanços sólidos: a Samsung registrou lucro operacional histórico e receita excepcional nos seus resultados mais recentes. Por exemplo, a empresa atingiu cifras de receita anual e lucros que superaram expectativas, com destaque para sua divisão de chips e memórias, que responde por boa parte de seu desempenho financeiro.

Esse desempenho surge em um momento em que segmentos tradicionais, como smartphones, enfrentam ciclos mais lentos de crescimento. Ainda assim, a lucratividade concentrada em semicondutores compensa e redireciona a narrativa da empresa para um papel estratégico no futuro da tecnologia.

O papel da gestão diante de ciclos maiores

O caso da Samsung ilustra um ponto central de governança e gestão estratégica em empresas de tecnologia:

Antecipar tendências estruturais — A aposta em IA e memória de alta performance não é reativa, mas baseada em uma leitura antecipada de como a tecnologia será consumida nos próximos anos.

Reequilibrar portfólios — Ao reforçar segmentos de maior valor agregado (como chips) em detrimento de áreas com crescimento mais lento, a empresa está alinhando seus ativos às fontes de maior retorno.

Capitalizar expectativas com resultados concretos — A alta das ações tem sustentação analítica, não apenas especulativa, porque os resultados financeiros já refletem parte dessas apostas.

Competir em escala global — A busca por acordos com grandes players globais e a expansão da presença em cadeias críticas de suprimento mostram um foco claro em competitividade de longo prazo.

O que isso significa para líderes e mercados

A trajetória recente da Samsung serve como estudo de caso para executivos e conselhos corporativos que operam em setores de alta tecnologia e ciclos rápidos de transformação. Algumas lições emergem:

A integração entre estratégia de produto e mercado financeiro é essencial: o valor percebido pelos investidores está diretamente ligado à clareza do plano estratégico.

Adaptabilidade é vantagem competitiva: empresas que ajustam mix de negócios e antecipam demandas tecnológicas capturam participação e ampliam margens.

Narrativas fortes atraem capital, mas precisam de respaldo operacional: resultados concretos — não apenas promessas — sustentam valor de mercado consistente.

O que resultou na alta?

O recorde nas ações da Samsung não é um evento isolado. Ele é o efeito de uma combinação de gestão estratégica, foco em mercados de alta demanda (especialmente IA), desempenho financeiro sólido e capacidade de reposicionamento competitivo.

A alta das ações reflete confiança de mercado em um modelo de negócios que consegue transformar tendências disruptivas em vantagem sustentável — uma lógica que líderes e gestores em qualquer setor deveriam observar de perto.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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