Painel mediado por Christiane Pelajo reúne lideranças femininas para discutir o papel das mulheres na transformação do trabalho e da sociedade
Liderança feminina em pauta no RH Leadership Festival
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4 min
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27 mar 2026
•
Atualizado: 27 mar 2026
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Falar de protagonismo virou comum. Viver protagonismo ainda é raro.
No painel “Protagonistas do futuro: mulheres que estão redesenhando a sociedade”, mediado por Christiane Pelajo, jornalista e âncora da CNBC Brasil, a discussão saiu do campo da inspiração fácil e entrou na realidade.
Ao lado de Carolina Dostal, Fernanda Amorim, Liliane Rocha e Caroline Accorsi — coautoras do livro Protagonistas — o que se viu foi menos teoria e mais vivência.
Histórias reais de quem precisou assumir o controle da própria trajetória, muitas vezes sem ter todas as respostas.
Um dos pontos mais fortes do painel foi a diferença de comportamento entre homens e mulheres no mercado de trabalho.
Segundo dados citados do LinkedIn: homens se candidatam a vagas mesmo sem atender todos os requisitos, mulheres só avançam quando sentem que cumprem praticamente 100% das exigências.
Não é falta de capacidade. É excesso de cobrança. Pior: de autocobrança.
As próprias mulheres carregam uma autocobrança constante, muitas vezes interpretada como liberdade, mas que na prática vira sobrecarga.
Outro ponto recorrente foi a multiplicidade de papéis que a mulher ocupa:
— profissional
— líder
— mãe
— parceira
— cuidadora
Tudo ao mesmo tempo. E em um ambiente que ainda cobra perfeição em todos eles.
A discussão sobre protagonismo feminino passou, necessariamente, por saúde.
Saúde física e mental deixaram de ser temas periféricos e passaram a ser centrais para sustentação de carreira e vida e isso toda liderança de RH deveria estar atenta.
Foi reforçada a importância de atividade física, esporte e cuidado emocional.
Não como benefício, mas como base.
Um dos pontos mais interessantes do painel foi a quebra de um padrão antigo: a ideia de que liderança exige dureza constante.
Aqui, a provocação foi outra: a mulher não deve ter medo da fragilidade.
Não como fraqueza, mas como autenticidade.
Assumir vulnerabilidade pode ser, paradoxalmente, o que fortalece a conexão e a liderança.
O livro Protagonistas, que reúne 65 histórias de mulheres, aparece como extensão dessa conversa.
Não como inspiração distante, mas como prova concreta de que assumir a própria trajetória é possível — ainda que difícil.
No fim, o painel deixa uma reflexão que vale para além do público feminino: protagonismo não passa por ter controle de tudo. Mas sobre decidir não ser espectador da própria história.
E essa decisão, quase sempre, começa antes de qualquer reconhecimento externo.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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