John Ternus assume no topo, mas o verdadeiro risco está na saída silenciosa de seus principais talentos
Ora, quem diria? A gigante da tecnologia é feita de gente.
, Editor
6 min
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22 abr 2026
•
Atualizado: 22 abr 2026
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Quando um novo CEO assume a Apple, o mercado espera uma coisa: produto.
Uma nova categoria. Nova disrupção. Novo “one more thing”. O conhecido efeito Jobs.
Mas, no caso de John Ternus, o primeiro grande desafio não está no palco.
Está nos bastidores. Reter talentos.
A Apple oficializou a transição: Tim Cook deixa o cargo após mais de uma década e passa o bastão para Ternus, um engenheiro formado dentro da empresa, responsável por alguns dos principais produtos da companhia .
Só que o contexto mudou. E o jogo também.
Segundo análises recentes, Ternus assume em um momento em que a Apple enfrenta dificuldades para reter talentos estratégicos, especialmente na área de inteligência artificial.
E isso não é detalhe. É estrutural.
A empresa está competindo por engenheiros e pesquisadores com:
Empresas que não só pagam bem — mas estão no centro da próxima revolução tecnológica.
Durante anos, trabalhar na Apple era o auge. Hoje, isso já não é garantido.
Porque o que atrai talentos mudou:
Antes:
Agora:
E nesse novo jogo, a Apple parece, pela primeira vez, estar correndo atrás.
Relatórios indicam preocupação de investidores com a estratégia de IA da empresa, além de críticas ao ritmo de inovação recente .
Tradução simples: se o talento acredita menos no futuro da empresa, ele sai antes do problema aparecer.
Porque talento é pré-condição para tudo o resto.
Sem as pessoas certas:
E a Apple está entrando exatamente nesse momento crítico:
Tudo ao mesmo tempo.
A Apple não precisa perder milhares de pessoas para entrar em risco.
Ela precisa perder poucas, mas as certas.
Os melhores engenheiros. Os líderes técnicos. Os arquitetos de produto.
Porque são eles que definem o que a empresa será nos próximos cinco anos.
E esse tipo de perda não aparece no trimestre. Aparece no futuro.
John Ternus é descrito como técnico. Eespeitado internamente, profundamente conectado ao produto.
Ele ajudou a construir iPhone, iPad, Mac e liderou áreas críticas de hardware .
Isso ajuda. Mas não resolve.
Porque retenção de talento hoje não é só sobre liderança técnica.
É sobre:
E aqui está a tensão: a Apple, que sempre foi excelente em executar, agora precisa voltar a ser magnética.
Se Ternus acertar na retenção a Apple pode acelerar em IA, pode criar novas categorias, pode redefinir seu papel na próxima década. Se errar: vira uma empresa que aperfeiçoa produtos… enquanto outros inventam o futuro.
E esse é o maior risco para uma empresa que nasceu da inovação.
Ao que tudo indica, John Ternus precisará resolver o problema mais difícil de sua carreira inteiramente voltada à tecnologia: fazer as pessoas mais talentosas do mundo quererem ficar.
Para isso acontecer, ele certamente vai precisar de um RH altamente estratégico, conectado mais do que nunca ao negócio e jogando o jogo com ele. Se você quer entender quais os próximos capítulos da transformação que vive um RH, no Vale do Silício ou no Brasil, conheça o HR Power UP, da StartSe.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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