Sou Aluno
Formações
Imersões Internacionais
Meus ingressos
Eventos
AI Tools
Artigos
Sobre Nós
Para Empresas
Consultoria
Gestão de Pessoas

O degrau de entrada da IA sumiu. Como o RH lida com isso?

Roberta Valezio, Head de People do Neon, expõe o novo conflito geracional: enquanto a tecnologia acelera, parte da liderança fica para trás

O degrau de entrada da IA sumiu. Como o RH lida com isso?

Roberta Valezio, Head de People do Neon, no palco do RH Leadership Festival

Bruno Lois

, Editor

4 min

27 mar 2026

Atualizado: 27 mar 2026

newsletter

Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!

A inteligência artificial não está só mudando o trabalho. Ela está eliminando etapas.

No RH Leadership Festival, Roberta Valezio, Head de People no Neon, trouxe um ponto que muda completamente a lógica de desenvolvimento profissional:

o degrau de entrada está desaparecendo.

Funções mais operacionais, que antes serviam como porta de entrada para carreira, estão sendo automatizadas.

E isso cria um efeito direto.

O problema não é só tecnológico. É geracional.

A mudança não impacta todo mundo da mesma forma.

Roberta apontou um “fosso de conhecimento” crescente entre gerações mais seniores — especialmente boomers e geração X — e o novo contexto tecnológico.

Enquanto o mercado exige adaptação rápida, parte da liderança ainda opera com referências antigas.

O resultado:
— dificuldade de acompanhar a velocidade das mudanças
— decisões desalinhadas com o novo contexto
— perda de relevância prática

O desalinhamento entre sucesso e valor

Outro ponto crítico trazido foi o descolamento entre o que se entende como sucesso e o que realmente gera valor hoje.

Modelos antigos valorizavam:
— tempo de casa
— progressão linear
— acúmulo de experiência

O cenário atual exige outra lógica:
— capacidade de aprender rápido
— adaptação constante
— leitura de contexto

E nem sempre quem foi bem-sucedido no modelo antigo consegue sustentar relevância no novo.

O impacto direto no RH

Esse cenário coloca o RH em uma posição delicada.

De um lado:
— precisa acelerar desenvolvimento
— preparar novas lideranças
— integrar tecnologia

Do outro:
— lida com estruturas ainda baseadas no passado

O desafio não é só formar gente nova.

É reconstruir a maturidade de quem já está no topo.

O ponto central

A fala de Roberta escancara uma mudança estrutural: o problema não é ter diferentes gerações convivendo. É quando elas operam com lógicas incompatíveis.

E a inteligência artificial não cria esse conflito.

Ela acelera ele.

Se o desafio é preparar lideranças, reduzir esse fosso geracional e reposicionar o RH para um mundo onde a tecnologia muda as regras rapidamente, isso exige desenvolvimento contínuo.

O Alun HR Power Up, uma jornada de 12 meses da StartSe com a Alun, foi desenhado para isso: formar um RH capaz de entender, traduzir e liderar essa transformação.

Acesse o link e saiba como participar.

Gostou deste conteúdo? Deixa que a gente te avisa quando surgirem assuntos relacionados!

Imagem de fundo do produto: AI Journey | StartSe

Assuntos relacionados

Imagem de perfil do redator

Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

Leia o próximo artigo

newsletter

Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!