Como o Nubank mudou de disruptor local para um gigante financeiro com ambições internacionais
Reprodução Nubank
, redator(a) da StartSe
6 min
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5 fev 2026
•
Atualizado: 5 fev 2026
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O Nubank atingiu mais um marco impressionante na sua trajetória: recentemente, a fintech foi avaliada em cerca de US$ 82 bilhões (aproximadamente R$ 442 bilhões), reforçando sua posição como uma das instituições financeiras mais valiosas do Brasil e da América Latina.
Esse novo valuation é resultado de uma combinação de crescimento sustentável, expansão de produtos e uma visão estratégica clara de liderança digital no setor financeiro — dando continuidade ao impulso iniciado com seu IPO na NYSE (Bolsa de Nova York) em 2021.
O sucesso do Nubank vai muito além de números. A base de clientes já ultrapassa 120 milhões de usuários distribuídos entre Brasil, México e Colômbia, e agora a fintech caminha para avançar sua presença nos Estados Unidos, um dos mercados financeiros mais sofisticados e competitivos do mundo. Recentemente, a empresa obteve uma aprovação condicional para atuação bancária no país, permitindo que futuramente ofereça contas, cartões, empréstimos e serviços financeiros integrados sob uma licença nacional — um passo estratégico que sinaliza que o Nubank não quer apenas crescer, mas transformar o modelo bancário global.
O crescimento exponencial do Nubank pode ser explicado por alguns pilares estratégicos:
1. Modelo digital-first com foco no cliente
Desde sua criação em 2013 por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible, o Nubank se diferenciou por oferecer serviços financeiros simples, sem tarifas abusivas, integrados à experiência mobile. Ao tornar o banco fácil de usar e centrado nas necessidades do cliente, a fintech construiu um enorme customer engagement que hoje é diferencial competitivo mesmo diante de gigantes tradicionais.
2. Expansão geográfica planejada
A estratégia internacional foi gradual, começando pelo México em 2019 e depois pela Colômbia. Isso permitiu aprender com diferentes contextos de mercado antes de mirar no mercado americano, onde a fintech já possui comunidade de usuários latino-americanos e potencial para atrair novos clientes com seu modelo digital.
3. Ampliação de portfólio de produtos
O Nubank não parou no cartão de crédito e na conta digital. Investiu em crédito pessoal, empréstimos consignados, seguros, investimentos e até serviços non-bank como telefonia móvel (NuCel). Essa diversificação não só aumentou as fontes de receita como fortaleceu a retenção de clientes e tornou o ecossistema cada vez mais completo.
4. Governança e cultura focadas em eficiência
Mesmo em rápida expansão, o banco segue reforçando uma estrutura de governança que combina agilidade com responsabilidade — essencial para construir confiança em mercados regulados como o financeiro americano. A liderança continua alinhada à missão original de oferecer serviços transparentes, escaláveis e tecnologicamente avançados.
O case Nubank é um exemplo de como uma empresa baseada na inovação centrada no cliente, cultura corporativa sólida e visão de longo prazo pode não apenas sobreviver, mas dominar mercados altamente competitivos, inclusive em outros países. A trajetória da fintech desafia a lógica tradicional de crescimento lento do setor bancário e mostra que empresas brasileiras podem competir — e vencer — numa arena global.
Esse modelo de expansão global só é possível quando a governança é construída para escalar sem perder foco no propósito e nos clientes. Para líderes e conselheiros, a lição é clara: não basta ter uma grande ideia — é preciso operá-la com disciplina estratégica, foco em resultados e visão estruturada de longo prazo.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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