Aporte em startup uruguaia, Antarka, reduz pela metade o tempo de desenvolvimento de novos produtos
Divulgação Natura
, redator(a) da StartSe
6 min
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17 mar 2026
•
Atualizado: 17 mar 2026
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A Natura está apostando no futuro da beleza e ele vem da Antártica.
Por meio do Natura Ventures, seu fundo de Corporate Venture Capital gerido pela VOX Capital, a companhia anunciou um investimento na Antarka, startup uruguaia de biotecnologia focada em longevidade da pele.
O diferencial? Uma tecnologia baseada em enzimas de microrganismos que sobrevivem às condições extremas da Antártica, capazes de promover um reparo celular profundo contra danos causados pela radiação UV.
Não estamos falando de mais um ativo cosmético. Estamos falando de um salto além dos antioxidantes tradicionais com potencial direto para redefinir o portfólio de dermocosméticos da marca.
A parceria abre caminho para que os times de P&D da Natura e da Avon testem essa tecnologia em múltiplas frentes: de fórmulas solares a dermocosméticos avançados. E aqui entra o verdadeiro jogo: a integração vertical da Natura. Pesquisa biológica, formulação, testes clínicos e industrialização conectados em um único ecossistema.
Resultado? Menos tempo entre descoberta científica e produto na prateleira. Mais velocidade, eficiência, segurança e previsibilidade para marcas como Chronos e Renew absorverem ciência de ponta.
“Este aporte na Antarka exemplifica a estratégia do Natura Ventures: identificar tecnologias de ruptura que, além de complementarem nosso portfólio, transformem a dinâmica de inovação do setor. Ao integrarmos ciência de fronteira ao nosso ecossistema, habilitamos uma rota para impulsionar o crescimento, unindo a agilidade das startups à nossa escala industrial. Mais do que investir em uma solução, estamos consolidando um modelo de parceria estratégica que garante à Natura acesso prioritário a tecnologias que ditarão o futuro da beleza global”, afirma José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios da Natura.
Os dados já apontam o impacto: ensaios clínicos mostram resultados expressivos da enzima da Antarka como ativo central para uma nova geração de produtos voltados à prevenção e reversão de danos causados pela radiação solar. Em um cenário de aumento da radiação UV e maior estresse ambiental sobre a pele, a demanda evolui: não basta proteger — é preciso reparar.
“A integração dessa tecnologia reduz pela metade o tempo de desenvolvimento de novos produtos, otimizando nossa transição da bancada para a prateleira. Estamos elevando o patamar da ciência cosmética ao explorar enzimas de organismos antárticos que sobrevivem a condições extremas de radiação e frio. Diferente dos antioxidantes tradicionais, essa tecnologia oferece uma precisão biológica superior, interagindo com vias celulares específicas para reparar danos solares e promover a longevidade cutânea de forma profunda e eficaz”, explica Manuel Rios, diretor executivo de P&D e Inovação da Natura.
De laboratório a escala global
Fundada em 2023 dentro do programa de venture building da GRIDX, a Antarka rapidamente entrou no radar de investidores globais. Em 2025, recebeu aporte da SOSV/Indie Bio, referência em deep tech early-stage. Agora, acaba de fechar sua rodada Seed de US$ 3,5 milhões, coliderada por Natura Ventures e Zentynel, com participação da GS Futures (venture do GS Group, dos EUA) e da CTK, gigante da K-beauty na Coreia do Sul, além de follow-on da SOSV e outros investidores.
Para Stefano Valdesolo, cofundador e CEO da Antarka, o movimento acelera o que realmente importa: sair do laboratório e chegar ao consumidor.
“A parceria com a Natura nos permite avançar com solidez científica, validação industrial e escala. É a ponte que transforma descobertas de laboratório em aplicações reais com impacto direto para os consumidores”.
Mais do que capital, o acordo abre acesso ao maior centro de P&D em cosméticos da América Latina. Na prática: desenvolvimento de formulações, testes em escala industrial, validação em condições reais e aceleração do roadmap de novos produtos.
A tese por trás do movimento
Este é o quarto investimento do Natura Ventures, lançado em 2024 com R$ 50 milhões. O fundo já apostou em logística inteligente (Abbiamo e WareClouds) e em biotecnologia sustentável (Mango Materials, criadora de biopolímeros que podem substituir plásticos fósseis).
Com a Antarka, a Natura deixa claro seu posicionamento: ciência de fronteira não é aposta, é estratégia.
O objetivo não é só melhorar produtos. É antecipar — e moldar — o futuro da indústria global da beleza.
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Bruno Lois
redator(a) da Startse
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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