O alvo: o acordo com a Netflix.
Netflix ou Paramount: quem ficará com a Warner?
, redator(a) da StartSe
4 min
•
13 jan 2026
•
Atualizado: 13 jan 2026
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A disputa pelo controle de um dos estúdios mais tradicionais de Hollywood entrou em modo hardball. A Paramount Skydance acaba de processar a Warner Bros. Discovery para exigir acesso aos dados financeiros completos do acordo de US$ 82,7 bilhões firmado com a Netflix.
Não é apenas uma briga jurídica. É uma guerra por governança, narrativa e poder de decisão.
A ação foi protocolada na Corte de Chancelaria de Delaware pelo CEO da Paramount, David Ellison, que acusa a Warner de esconder informações críticas dos acionistas. Segundo Ellison, a WBD não explicou como avaliou a transação com a Netflix, como funciona o abatimento da dívida no preço final nem quais critérios usou para ajustar o risco da oferta concorrente da Paramount.
Pressão no conselho e mudança das regras do jogo
O processo é só o começo. A Paramount anunciou que vai indicar sua própria chapa para o conselho da Warner Bros. Discovery na assembleia de 2026 — um movimento agressivo e pouco comum nesse tipo de disputa.
Além disso, a empresa quer alterar o estatuto da WBD para obrigar a aprovação dos acionistas em qualquer cisão do negócio de TV a cabo. Esse ponto é central no acordo com a Netflix, que prevê separar a divisão Global Networks antes do fechamento da transação.
Em outras palavras: a Paramount quer travar o acordo pelo centro.
Duas ofertas. Dois futuros.
A Paramount mantém sua proposta de US$ 30 por ação, totalmente em dinheiro — uma operação de US$ 108,4 bilhões. O pacote inclui uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões de Larry Ellison, cofundador da Oracle e pai de David Ellison.
Do outro lado, a Netflix oferece US$ 27,75 por ação, combinando dinheiro e ações.
Para a Paramount, a matemática é simples: sua oferta é maior, mais líquida e menos arriscada.
Warner dobra a aposta na Netflix
A resposta da Warner Bros. Discovery foi dura. O conselho voltou a rejeitar as propostas da Paramount e classificou o processo como “infundado”. Em nota, a empresa afirmou que a Paramount não aumentou o preço nem resolveu “deficiências óbvias” da oferta.
A WBD segue recomendando aos acionistas o acordo com a Netflix, que envolve a aquisição dos estúdios Warner Bros., HBO, HBO Max e a divisão de games.
Ellison rebateu. Em carta aos investidores, afirmou que a Warner cria argumentos para evitar a transação, mas nunca conseguiu provar que o acordo com a Netflix é financeiramente superior.
A oferta da Paramount expira em 21 de janeiro, mas pode ser prorrogada.
O que está em jogo não é só quem compra quem. É quem define o futuro do entretenimento na era do streaming — e sob quais regras.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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