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IPO para segurar cashburn? Entenda a estratégia dessa startup de delivery

Caso o IPO siga adiante e seja bem-sucedido, a Merqueo será a 1ª empresa de delivery da região a entrar na Nasdaq

IPO para segurar cashburn? Entenda a estratégia dessa startup de delivery

Miguel McAllister, CEO e co-fundador da Merqueo (foto: divulgação)

, conteúdo exclusivo

5 min

3 jan 2023

Atualizado: 4 jan 2023

A Merqueo, startup colombiana de entregas rápidas de supermercado, anunciou esta semana que pretende fazer uma oferta pública de ações (IPO) e ser listada na Nasdaq. A companhia já iniciou o processo para tal, conforme mostra um documento da SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos.

Segundo reportou a Bloomberg Linea, a startup quer ir ao mercado para reforçar sua presença (e caixa) frente a grandes concorrentes no mercado latino-americano, como a também colombiana Rappi e o iFood, que domina o cenário brasileiro. Além disso, outras entrantes também estão na briga, como a mexicana Justo e a JOKR, que atua no Brasil com o nome Daki. No Brasil, a Merqueo atua somente em São Paulo.

Caso o IPO siga adiante e seja bem-sucedido, a Merqueo será a primeira empresa de delivery da região a entrar na bolsa dos EUA. Para completar, o momento em que a companhia resolveu fazer isso não é um dos mais propícios, já que 2022 foi um complicado para quem visava seu IPO – aliás, muitas companhias suspenderam seus planos de uma oferta pública, visto que a bolsa de valores acumulou más notícias para as startups este ano.


Falando especificamente do IPO, a Merqueo ainda não deu detalhes do quanto pretende levantar com a oferta, nem como estão suas finanças. Contudo, segundo revelou uma fonte de mercado à agência de notícias, o movimento é de fato um manobra para gerar caixa, já que a startup opera na base do cashburn, algo comum a negócios deste tipo – e levantar dinheiro com uma rodada de investimento no cenário atual “não vai tá rolando”.

Este ano, a empresa deu sinais que estava readequando sua estratégia. Em junho, mesmo após ter recebido US$ 22 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Merqueo desligou sua operação no México. Em 2021, ela já tinha se capitalizado com US$ 50 milhões, em uma série C liderada pela IDC Ventures, Digital Ventures e IDB Invest.

NÃO ESTÁ FÁCIL

Levando em consideração as outras startups da chamada Rappi Mafia, a decisão da Merqueo parece ousada, mas não deixa de fazer sentido dentro do modelo destes negócios. Elas são conhecidas por adotarem parte do playbook de alto investimento para crescer de forma acelerada.

O modelo funcionou nos últimos anos com o excesso de liquidez disponível no mercado, mas com a aversão a risco por conta das incertezas com a economia global, a busca por crescimento com queima de caixa tem sido substituída por métricas de resultado da operação. Entretanto, em 2022 tudo mudou.

Por exemplo, a JOKR (no Brasil, Daki), praticamente só apertou o cinto durante 2022. Em junho, a startup de entregas rápidas anunciou sua saída do mercado norte-americano para focar no México, Peru, Colômbia e Brasil. Em novembro, veio uma nova mudança, quando anunciou o fim das atividades em Medellin, na Colômbia, e Santiago, no Chile.

A decisão para reduzir o tamanho da operação vem no rastro de notícias pouco animadoras para a JOKR/Daki. Segundo informações que o The Information levantou em setembro, a companhia tem registrado perdas da ordem de US$ 10 milhões por mês. Para extender sua pista, a companhia vinha negociando com investidores uma nova rodada de US$ 50 milhões, a um valuation de US$ 1,3 bilhão. Até o momento, a empresa já acumula um total de US$ 430 milhões em aportes.

Outra startup colombiana, a Muni, teve um caso ainda mais complicado. Em novembro, sete meses depois de anunciar uma rodada séria A de US$ 20 milhões, a startup colombiana de social commerce fechou as portas, encerrando operações na Colômbia, Brasil e México.. O motivo: ela não conseguiu uma nova rodada de investimento.

(Por Leandro Miguel Souza, publicado originalmente em Startups.com.br)


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