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IA no RH: o que acontece quando a tecnologia funciona e a cultura acompanha

Dan Campos, CHRO do Sem Parar Corpay, mostra que o desafio não é implementar IA, mas fazer as pessoas usarem de verdade

IA no RH: o que acontece quando a tecnologia funciona e a cultura acompanha

Dan Campos, CHRO do Sem Parar Corpay

Bruno Lois

, Editor

4 min

26 mar 2026

Atualizado: 26 mar 2026

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Implementar inteligência artificial não é o problema. O problema é fazer com que ela funcione no dia a dia e faça sentido culturalmente dentro de uma empresa.

No palco do RH Leadership Festival, Dan Campos, CHRO do Sem Parar Corpay, trouxe um caso prático que foge do discurso e entra na execução. A diferença central está em como a empresa separou duas dimensões que normalmente são tratadas como uma só: tecnologia e cultura.

De um lado:

— ferramentas
— automação
— dados

Do outro:

— mentalidade
— uso cotidiano
— aprendizado contínuo

A maioria das empresas avança na primeira. Trava na segunda.

Por onde começar quando tudo pode ser automatizado

No Sem Parar Corpay, o caminho foi claro: mapear processos e começar pelo que é operacional.

Folha de pagamento e benefícios foram os primeiros alvos. Demandas repetitivas, alto volume, baixo valor estratégico.

Mas com um limite bem definido.

Entrevistas não entram nessa lógica. Ferramentas são usadas para filtrar talentos, mas o olho no olho, seja pessoalmente, ou por vídeo, seguirá intacto.

A tecnologia apoia no filtro, organiza informação, ganha escala. Mas a decisão continua humana.

Conhecer uma pessoa ainda exige conversa, contexto e percepção. Isso não foi terceirizado.

O problema invisível do RH

Antes da implementação, o cenário era comum — e pouco visível:

— mais de 1.200 e-mails por mês
— tempo elevado de resposta
— atendimento manual
— ausência de métricas claras

Sem sistema estruturado, não havia leitura real do problema.

E sem leitura, não existe gestão.

O que mudou na prática

A solução veio com a implementação de um chatbot interno com IA generativa.

Mas o impacto não está na ferramenta em si. Está no que ela permitiu construir:

— atendimento automatizado
— base de conhecimento unificada
— padronização de SLAs
— métricas claras de acompanhamento

O resultado apareceu rápido.

Em 30 dias: mais de 500 interações registradas, 39% de autoatendimento (sem intervenção do RH), tempo médio de resolução em 1 dia útil.

O efeito real: mudança de papel

O ganho não é só de eficiência. É de posicionamento.

Com menos tempo gasto em operação, o RH ganha espaço para atuar de forma mais estratégica. Ao mesmo tempo, os colaboradores ganham autonomia. Resolvem demandas simples sem depender de fila, e têm uma experiência mais fluida.

O ponto que importa

O case mostra algo que muitas empresas ignoram: tecnologia não, necessariamente, transforma o RH. O uso consistente e com propósito é o que transforma.

Sem cultura, a ferramenta vira mais um sistema. Com cultura, vira alavanca.

Alun HR Power UP

O evento marcou o lançamento de uma jornada pensada especificamente para acolher e dar clareza aos dilemas de lideranças de RH: o Alun HR Power UP. São 12 meses com acesso exclusivo a ferramentas, trilhas, conteúdos práticos e encontros presenciais. 

Acesse aqui e entenda como participar.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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