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Forever 21 fecha as portas: nem tão "forever" assim...

Uma das maiores varejistas de moda do mundo, com mais de 800 lojas espalhadas em 50 países, a Forever 21 declara falência da maioria de suas lojas em 2019. Em 2022, a loja oficialmente fecha as portas no Brasil.

Forever 21 fecha as portas: nem tão "forever" assim...

Foto por: Yahoo Finanças

, Produção de Conteúdo

8 min

22 jun 2022

Atualizado: 11 nov 2022

por Marina Rafaella Preto

Uma das maiores lojas de roupas, referência no fast fashion, a queridinha entre os jovens. Um verdadeiro case de sucesso, que agora torna-se mais um exemplo de falência das grandes, como Blockbuster e Kodak. 

 


Mas afinal, o que fez a Forever 21 falir?

A primeira loja da rede foi inaugurada em Los Angeles, em 1984 pelos sul-coreanos Do Wang Chang e Jin Sook. A proposta, desde então, era fornecer peças quentes de moda a preço baixo e acessível para os adolescentes. A massificação da produção e barateamento de custo era um de seus princípios. Daí vem o conceito de fast fashion.

A morte do fast fashion é, inclusive, citada como um dos motivos que levaram a Forever 21 à falência - mas isso só vale no Brasil. Lá fora, temos fast fashion com alta rotatividade. Aqui, esse conceito nunca conseguiu escalar, segundo Eduardo Yamashita, diretor da Gouvêa Ecosystems. 

Isso fica nítido quando vemos o sucesso exponencial de nomes como Shein e Asos. Aí entra também outra questão: os hábitos de consumo mudaram. O público alvo da Forever 21 sempre foi jovens e adolescentes, os quais estão cada vez mais na internet, coisa que a varejista não acompanhou. A ascendência das compras online, pouco a pouco, vai derrubando as lojas de departamento de moda; ou pelo menos aquelas que não têm um forte catálogo online.

Foto por: Freestock

Outro fator muito apontado como fator de declínio, foi o fato das escolhas de lojas enormes. Com mais de 800 lojas espalhadas pelo mundo, sua gerência sempre queria abrir mais lojas rapidamente, e todas elas muito grandes, com um alto custo de manutenção. Além disso, não basta expandir o comércio pelo mundo e querer abrir novas lojas em qualquer lugar sem entender o público local; o consumidor chinês não tem os mesmos hábitos dos norte-americanos, por exemplo.

Há ainda questões paralelas, mas significantes para o declínio. Os escândalos envolvendo a marca como, por exemplo, na vez em que a cantora Ariana Grande, ícone pop entre os jovens, processou a rede alegando terem utilizado uma modelo muito semelhante a ela para suas propagandas. Outras marcas e estilistas famosos, como até mesmo a Gucci, a processaram alegando plágio de design.

Foto por: The Capital

O fato dos jovens estarem cada vez mais conscientes hoje em dia, e não aceitarem tão facilmente comprar em lojas de produção têxtil massificada, que incutem muitas vezes em trabalho escravo ou em péssimas condições, e alta emissão de gases poluentes à atmosfera. 

A combinação multifatorial fez com que, em setembro de 2019, a varejista declarasse falência nos Estados Unidos e fechasse as portas para a maioria das lojas no território americano e na Europa. Mesmo assim, a rede continuou com algumas lojas abertas na América Latina e México, até que, em 2022, decidiu fechar as lojas no Brasil também, e continua deixando os mais de 50 países onde reinava.

À parte dos escândalos, é evidente como o fato da Forever 21 ter “parado no tempo” foi um dos principais fatores que a fez deixar de ser “para sempre”. E a história se repete de novo, não importa o segmento. Ser uma empresa gigante e dar certo no mercado não deve jamais significar que está tudo bem se acomodar com o processo. 

O que dá certo agora, pode não dar mais certo amanhã - ou pode dar certo de formas diferentes. É preciso se reinventar, se atualizar, inovar e acompanhar as tendências e mudanças do mercado. 

Grandes exemplos de Organizações Infinitas que permanecem relevantes por muito tempo, são aquelas que sempre visam o futuro. No livro Organizações Infinitas, nossos sócios Junior Borneli, Cristiano Kruel e Piero Franceschi citam o Alibaba e a Amazon, duas grandes empresas bilionárias que têm como princípio pensar sempre no amanhã. Talvez essa seja uma grande lição a se aprender para ter um negócio perpétuo.

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Produtora de conteúdo na StartSe, roteirista e organizadora do Podcast Organizações Infinitas.

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