Fundador da Gerando Falcões conecta liderança, empregabilidade e transformação social a partir de uma história que começa na favela
Edu Lyra e Carlos Julio no palco do RH Leadership Festival
, Editor
5 min
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26 mar 2026
•
Atualizado: 26 mar 2026
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Edu Lyra não começou falando de empresa. Começou falando de origem.
E nada melhor do que origem para conectar com quem cuida de pessoas.
Filho de um pai preso, criado em uma casa de chão batido na periferia de São Paulo, ele trouxe para o palco a figura que, segundo ele, foi sua maior referência de liderança: sua mãe.
Maria Gorete de Brito Lyra.
“Não importa de onde você veio, importa para onde você vai.”
Foi essa frase, repetida ao longo da infância, que mudou o rumo da sua trajetória. Em um contexto de ausência de política pública, foi ela quem assumiu o papel de direcionamento, incentivo e exigência.
Ao resgatar essa história no palco do RH Leadership Festival ao lado de Carlos Julio, Edu não estava fazendo um discurso emocional. Estava trazendo uma definição prática de liderança. Alguém que acredita, cobra, orienta e não negocia o potencial do outro.
A Gerando Falcões nasce dessa lógica. Há 15 anos, com um objetivo direto: derrotar a pobreza.
E não com discurso. Com renda.
Segundo Edu Lyra, uma das formas mais eficazes de fazer isso é colocar dinheiro no bolso das pessoas por meio do trabalho. Só em 2025, a organização já inseriu mais de 30 mil pessoas no mercado.
Esse dado muda o tipo de conversa sobre impacto social. Não se trata apenas de assistência. Trata-se de mobilidade real.
É nesse ponto que a fala se conecta diretamente com o público do evento.
Edu apresentou o Conecta Trampo, um programa criado para aproximar empresas de talentos que, muitas vezes, estão fora do radar tradicional do RH.
Hoje, são mais de 20 mil pessoas cadastradas, prontas para trabalhar, distribuídas por todo o Brasil.
Pessoas que, nas palavras dele, têm “fome de vencer”.
O que falta, muitas vezes, não é capacidade. É acesso.
E aqui está a provocação implícita:
quantos talentos seguem invisíveis porque o RH continua buscando sempre nos mesmos lugares?
A história de Edu Lyra não é a regra. Ele mesmo faz questão de deixar isso claro. É exceção.
E é justamente por isso que ela escancara um problema maior.
Quantas “Marias Goretes” existem formando pessoas com potencial todos os dias — sem que o mercado enxergue?
Quantas trajetórias deixam de acontecer por falta de conexão com oportunidade?
Ao chamar sua mãe de sua melhor “chefe de RH”, Edu Lyra define da forma mais genial o conceito de gestão de pessoas.
Não é sobre cargo, área ou estrutura. É sobre quem acolhe, desenvolve, acredita e cria caminho.
Para as empresas, a mensagem é direta: talento não é escasso. Mas está mal distribuído e, muitas vezes, mal procurado.
O desafio não é apenas contratar melhor.
É ampliar o olhar sobre onde e em quem vale a pena apostar.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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