Na prática, o Espírito Santo entra no mapa da indústria automotiva — superando Paraná e Santa Catarina na disputa pela segunda fábrica da montadora no país.
GWM: a cada dia que passa, um pouco mais de China no Brasil.
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4 min
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14 jan 2026
•
Atualizado: 14 jan 2026
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A Great Wall Motors (GWM) acaba de dar um passo que muda o jogo da indústria automotiva brasileira. A montadora chinesa assinou um termo de compromisso para instalar uma fábrica no Espírito Santo — um movimento que vai muito além de uma nova planta industrial.
É estratégia. É geopolítica. É escala.
O acordo foi formalizado na China entre o vice-governador Ricardo Ferraço e Jack Wei, fundador e chairman da GWM, com participação do governador Renato Casagrande por videoconferência. Na prática, o Espírito Santo entra no mapa da indústria automotiva — superando Paraná e Santa Catarina na disputa pela segunda fábrica da montadora no país.
Aracruz entra no radar global
O destino mais provável da nova fábrica é Aracruz, no Norte do estado. A escolha não é aleatória. Executivos da GWM passaram meses avaliando logística, infraestrutura e incentivos. O município reúne três portos, acesso à BR-101, proximidade com aeroportos e benefícios fiscais da Sudene.
É o tipo de combinação que encurta custos, acelera produção e facilita exportação.
O Espírito Santo, que já importou mais de 45 mil veículos da GWM só em 2025, agora deixa de ser apenas porta de entrada. Passa a ser base industrial.
Do desembarque à produção local
Hoje, a GWM já opera uma fábrica em Iracemápolis (SP), inaugurada em 2025, com capacidade para 50 mil veículos por ano. Agora, o plano é outro: expandir volume, reduzir custos e produzir modelos mais acessíveis no Brasil.
O investimento não é pequeno. A GWM vai aportar R$ 10 bilhões no país até 2032 — sendo R$ 4 bilhões até 2026 e outros R$ 6 bilhões na fase seguinte.
Os números explicam a confiança. Em 2025, a montadora vendeu 42.785 veículos no Brasil, superando a própria meta em 22% e crescendo 46% em relação ao ano anterior.
O sinal que o mercado precisa ler
A GWM está presente em mais de 170 países e vendeu 1,2 milhão de veículos globalmente apenas nos primeiros 11 meses de 2025 — seu melhor desempenho histórico para o período.
O recado é claro: a indústria automotiva chinesa não está testando o Brasil. Está apostando pesado.
E quando a China decide fabricar localmente, não é sobre carros. É sobre domínio de cadeia, preço, tecnologia — e futuro.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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