Dado da Gartner foi trazido ao RH Leadership Festival por Christiane Berlinck, CHRO da OLX
Christiane Berlinck, CHRO da OLX
, Editor
4 min
•
26 mar 2026
•
Atualizado: 26 mar 2026
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A inteligência artificial já saiu do discurso.
Está no dia a dia, no teste, na curiosidade das pessoas. Está espalhada. Mas ainda está longe de gerar impacto real na maioria das empresas.
No palco do RH Leadership Festival, Christiane Berlinck, CHRO da OLX, trouxe um retrato claro desse momento: adoção não é o problema. Transformação é.
Hoje, são mais de 2 bilhões de horas dedicadas à IA generativa. O interesse é massivo. O uso cresce rápido.
No Brasil, 4 em cada 10 empresas já utilizam IA, segundo dados da AWS.
Mas o dado que realmente importa vem na sequência: apenas 3% conseguem transformar isso em vantagem competitiva. No mundo, esse número chega a 5%.
O cenário mostra um padrão conhecido.
As empresas experimentam. Testam ferramentas. Criam iniciativas.
Mas poucas conseguem conectar isso ao que realmente importa: resultado de negócio.
IA vira experimento isolado.
Não vira estratégia.
E isso explica o descolamento entre uso e impacto.
Segundo dados da Gartner trazidos por Christiane, até 2030, 50% das atividades de RH serão automatizadas ou executadas por inteligência artificial.
Não é projeção distante. É direção clara.
Hoje, a área mais madura no uso de IA dentro do RH é aquisição de talentos.
Recrutamento já incorporou tecnologia de forma mais consistente.
Mas outras frentes ainda estão em fase de teste:
— gestão de performance
— avaliação de competências
— desenvolvimento de pessoas
Ou seja, o potencial é grande. A maturidade ainda não acompanha.
Christiane trouxe uma perspectiva relevante ao olhar para o passado.
Ela viveu ciclos anteriores de transformação tecnológica:
— a chegada do computador pessoal
— a expansão da internet
— a revolução do celular
— a era dos smartphones
Em todos esses momentos, houve um padrão: quem entendeu cedo o impacto da tecnologia saiu na frente. Quem demorou, correu atrás, ou ficou para trás.
A inteligência artificial segue exatamente essa lógica. A diferença é a velocidade.
O problema não é acesso à tecnologia.
O problema é capacidade de usar com intenção.
Sem isso, IA vira ferramenta sem direção, inovação sem impacto, esforço sem resultado
E o RH está no centro dessa equação.
Se o desafio é sair da experimentação e transformar IA em impacto real no negócio, o caminho passa por capacitação estruturada.
O Alun HR Power Up, lançado no evento pela StartSe, foi desenhado exatamente para isso: preparar o RH para atuar de forma estratégica em um cenário onde tecnologia, dados e decisão caminham juntos.
Acesse aqui e entenda como participar.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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