O acordo original previa cerca de US$ 72 bilhões em valor patrimonial, combinando dinheiro e ações da própria Netflix. O problema? Desde que o negócio foi anunciado, os papéis da empresa caíram cerca de 10%
Mais um episódio da "série" que envolve Warner, Paramount e Netflix.
, redator(a) da StartSe
4 min
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14 jan 2026
•
Atualizado: 14 jan 2026
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A guerra pelo controle de Hollywood entrou em um novo capítulo Por aqui nós estamos trazendo o passo a passo do desenrolar dessa trama.
A Netflix agora avalia transformar sua proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery em uma oferta 100% em dinheiro — um movimento que não é detalhe financeiro, é recado estratégico.
Quem paga "à vista", dita as regras.
A mudança surge em meio à ofensiva agressiva da Paramount Skydance, que partiu para o ataque judicial e político para tentar desestabilizar o acordo fechado entre Netflix e Warner no fim de 2025.
Dinheiro resolve disputas. Ações criam ruído.
O acordo original previa cerca de US$ 72 bilhões em valor patrimonial, combinando dinheiro e ações da própria Netflix. O problema? Desde que o negócio foi anunciado, os papéis da empresa caíram cerca de 10% — e mais de 25% desde outubro, quando a Netflix entrou oficialmente na disputa pela Warner.
Esse enfraquecimento virou munição para a Paramount, que passou a questionar publicamente o real valor da oferta para os acionistas da Warner.
A resposta da Netflix agora é simples: eliminar o risco.
Tirar o componente acionário da mesa. Entrar com o cash. E encerrar o debate.
Uma disputa que virou guerra
A Paramount Skydance elevou o tom. Entrou com uma ação no Tribunal de Delaware exigindo transparência total sobre o processo de venda da Warner e anunciou que pretende indicar sua própria chapa para o conselho da empresa em 2026.
A proposta rival é agressiva: US$ 30 por ação, totalmente em dinheiro, incluindo canais de TV a cabo como CNN, TBS e Discovery Channel — uma operação avaliada em US$ 108,4 bilhões.
Mesmo assim, a Warner Bros. Discovery segue rejeitando a oferta.
Por que a Warner prefere a Netflix
O conselho da Warner classificou o processo da Paramount como “sem mérito” e reafirmou apoio ao acordo com a Netflix, citando clareza de execução, segurança regulatória e proteção aos acionistas.
O plano prevê a separação da divisão de redes lineares — que dará origem à Discovery Global — antes da conclusão do negócio, esperada entre 12 e 18 meses.
Se o acordo avançar, a Netflix passará a controlar algumas das franquias mais valiosas do entretenimento global: Harry Potter, Game of Thrones e todo o universo DC.
O jogo real não é conteúdo. É controle.
Ao considerar uma oferta 100% em dinheiro, a Netflix deixa claro que não está apenas comprando estúdios.
Está comprando IP, escala, poder de negociação. E o direito de definir o próximo capítulo do entretenimento global.
Hollywood não é mais sobre bilheteria. É sobre quem controla a atenção e quem tem caixa para pagar por isso.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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