Moda do futuro: como a Amaro revolucionou o setor com a tecnologia

A marca aposta, além do seu e-commerce, nas guide shops - lojas físicas que mesclam experiências digitais à jornada de compra

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Mesclar experiências físicas com digitais e transformar a jornada de compras em algo único e personalizado: esse é um dos objetivos da Amaro, marca de moda feminina inaugurada em 2012 inicialmente como comércio eletrônico. Criada por Dominique Oliver, a empresa tem toda sua produção, marketing e comunicação feitos em casa. E não é por acaso. “Acreditamos que o relacionamento direto com a cliente, sem intermediários, é fundamental para ter o controle e melhorar a experiência dela”, explicou Oliver durante a VarejoTech Conference 2018.

A empresa está inserida no conceito de DNVB, ou “digitally native vertical brands”- marcas nativas digitais e que nascem, naturalmente, neste meio. Além disso, trabalham diretamente com os consumidores, lançando cerca de dez mil novos produtos por ano. “Na internet, faz muito mais sentido ter um relacionamento direto com o público. Nascemos como uma marca que vende e se relaciona com o cliente final”, ressaltou Oliver.

Omnichannel na prática

Em 2015, a empresa decidiu ir além do mundo digital, abrindo as portas da sua primeira guide shop em São Paulo. “No Brasil, mais de 90% das transações acontecem no mundo físico. Baseado nisso, decidimos abrir uma extensão da Amaro.com”, explicou Oliver. O espaço, que segue o conceito de omnichannel, permite que as clientes experimentem as peças e recebam a compra em casa.

Além disso, quem visita a loja física pode ter uma experiência digital completa. Nos provadores, tablets são disponibilizados para consulta de outras peças. As clientes também podem acessar o aplicativo, escanear o código de barras de uma item e comprá-lo ali mesmo ou enquanto voltam para casa. Hoje, já são 14 guide shops em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e em breve Belo Horizonte.

Oliver acredita que o público brasileiro é variado, e a união do físico com o e-commerce vem de encontro a isso. “Nas capitais brasileiras temos pessoas que usam com muita naturalidade a tecnologia, mas temos uma parte das clientes que ainda tem um comportamento mais tradicional de comprar na loja física e tocar no produto”.

Lugar certo, na hora certa

Para se aproximar ainda mais das clientes, a Amaro aposta em ações personalizadas. Um exemplo disso foi a interação realizada em um dos principais cartões postais de São Paulo: a Avenida Paulista. Aos domingos, o local é reservado apenas para pedestres, e as clientes da marca que estavam por lá em um dos dias receberam notificações sobre jaquetas que poderiam comprar caso o tempo esfriasse. “Tentamos sempre usar os dados para oferecer experiências diferentes às nossas clientes. Isso é algo que nos ajuda a criar fidelidade”, ressaltou o fundador da empresa.

Para o futuro, Oliver não tem dúvidas do que planeja para a marca: trazer ainda mais inovação, produtos de qualidade e bons preços. “Com a tecnologia, conseguimos deixar as experiências mais pessoais. Estamos empolgados para democratizar ainda mais a moda com a ajuda dela”.

 

Foto: Eduardo Viana

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