Fazenda Futuro, startup de "carne vegetal", recebe aporte de US$ 8,5 milhões

Foodtech brasileira recebe primeiro aporte externo e é avaliada em US$ 100 milhões

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A Fazenda Futuro, startup brasileira de carne plant-based (ou “carne vegetal”), recebeu seu primeiro investimento externo. O aporte foi de US$ 8,5 milhões, liderado pela monashees e com participação da Go4it Capital. O investimento a avalia em US$ 100 milhões.

A foodtech entrou no mercado com o lançamento do Futuro Burger, seu hambúrguer de plantas que propõe textura e sabor de carne bovina. Apesar de não possuir nenhum ingrediente de origem animal, a Fazenda Futuro não deseja concorrer no mercado vegano ou vegetariano – a startup quer concorrer com frigoríficos.

É por isso que, apesar de feito de proteína de ervilha, proteína isolada de soja e grão de bico e beterraba (para imitar cor e sangue da carne), o hambúrguer de plantas geralmente está posicionado nos corredores junto as carnes.

“Já deixamos de ser uma tendência para nos tornarmos uma realidade positivamente sem volta. Cada vez mais, as pessoas estão em busca de alternativas alimentares mais sustentáveis”, afirma Marcos Leta, fundador da Fazenda Futuro, no anúncio. No futuro, está previsto o lançamento de versões aprimoradas do hambúrguer (um 2.0), além de uma parceria com o Spoleto para trazer almôndegas e carne moída feita de plantas para a rede de restaurantes.

Atualmente, o Futuro Burger está presente em 1.300 pontos de venda. A empresa afirma que o número de parcerias com lanchonetes e restaurantes aumentou de dois para “+ de 100” em dois meses. O hambúrguer está disponível em restaurantes como T.T Burger e Lanchonete da cidade, além de supermercados como Pão de Açúcar, Extra e Carrefour.

O mercado de carne plant-based

O investimento da Fazenda Futuro é um reflexo de um momento de ascensão do mercado de carne plant-based. A Behind The Foods, concorrente brasileira da startup, mudou seu modelo de negócios para atender a demanda de clientes. Antes, as vendas das “carnes” eram diretamente para restaurantes, e agora será realizada em mercados diretamente para o público consumidor.

Nos Estados Unidos, esse nicho é ainda maior. A Beyond Meat figurou valorização de 550% nas ações desde seu IPO, enquanto a Impossible Foods está presente no cardápio de uma das maiores redes de fast food do mundo, o Burger King. Ambas são unicórnios – startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

A expectativa de analistas para o futuro também é positiva: de acordo com a Markets and Markets, a demanda por “substitutos de proteína animal” pode chegar a 5,9 bilhões até 2022. Já especificamente sobre as “carnes vegetais”, um relatório do banco inglês Barclays prevê que a receita total do setor será de US$ 140 bilhões em 10 anos.

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