A nova educação: a volta às escolas no mundo após a quarentena

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

22 de Maio de 2020 às 16:42 - Atualizado há 4 meses

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Nesta sexta-feira, 22 de maio de 2020, há 1,2 bilhão de alunos ao redor do mundo que tiveram seus estudos afetados durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com a UNESCO, este número representa 68,5% do total de estudantes matriculados.

Uma grande porcentagem destes alunos conseguiu retomar o aprendizado, mesmo com as escolas fechadas, devido à tecnologia. O ensino à distância que antes era uma escolha se tornou uma regra. No entanto, à medida que a quarentena acaba e a pandemia se abranda em alguns países, a volta às escolas possui um início gradual. São exemplos a China, Coreia do Sul, França, Austrália, Dinamarca, Suíça e Nova Zelândia.

Legenda: em rosa, parcialmente abertas | em roxo, escolas fechadas |em azul, abertas. Fonte: UNESCO

Embora os alunos voltem a conviver presencialmente, práticas de isolamento social se tornaram regra nas instituições de ensino. Confira as práticas adotadas nestes países, de acordo com o Fórum Econômico Mundial:

China

Na China, os alunos têm suas temperaturas checadas para garantir que nenhuma pessoa febril frequente a escola. Na maioria das escolas, as mesas de refeições são separadas com divisórias de plásticos para garantir o isolamento social no momento em que a utilização de máscaras (que são obrigatórias) é impossível.

Coreia do Sul

O uso de máscara é obrigatório e os alunos também têm suas temperaturas checadas diariamente. As mesas e cadeiras estão posicionadas com grande distância umas das outras. O retorno às instituições de ensino tem sido gradual, de acordo com a idade dos alunos.

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França

Os alunos voltaram a frequentar as escolas em alguns dias da semana. Eles se sentam ao menos com um metro de distância (com sinalização nas mesas) e utilizam máscaras.

Austrália

Na Austrália, os alunos podem frequentar as escolas em apenas um dia da semana. Nos outros quatro, as aulas continuam remotamente. Os adolescentes estão retornando às instituições primeiro, enquanto a expectativa é que as crianças retornem apenas em junho. O governo criou um auxílio de US$ 6,56 milhões para escolas comprarem sabonete, álcool em gel e produtos de limpeza para higienização.

Dinamarca

As escolas e professores posicionaram bambolês e outras sinalizações no chão para que os alunos mantenham a distância mesmo quando estão em filas. Em alguns casos, as aulas são ministradas nos parques e em áreas abertas.

Suíça

Na Suíça, as salas de aula tiveram a quantidade de alunos reduzida pela metade. As mesas estão posicionadas com dois metros de distância uma das outras.

Nova Zelândia

Na Nova Zelândia, foram criadas áreas específicas de “kiss and go” (“beijo e tchau”) para os pais e responsáveis cumprimentarem seus filhos antes de deixá-los nas escolas. A expectativa é de diminuir aglomerações e aumentar o isolamento social antes mesmo das crianças entrarem nos portões dos colégios.

A Nova Educação

Mesmo em países em que a reabertura das instituições de ensino é uma realidade, há uma atenção constante para verificar a eficácia das iniciativas de isolamento social. Em Incheon, uma cidade próxima à Seoul, capital da Coreia do Sul, algumas escolas fecharam novamente após dois alunos testarem positivo para o COVID-19.

Dessa forma, a tendência é que as escolas e universidades sejam para sempre apoiadas pelo ensino à distância – mesmo que em outras emergências, como catástrofes naturais. O “ensino híbrido”, que une o presencial e o online, é uma das apostas para o aprendizado de alunos de todas as idades durante e após a pandemia. A expectativa é que, após essa utilização em massa, os estudantes e instituições adotem e aprimorem o modelo com base nas experiências atuais.

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