6 coisas que o “Dia dos Solteiros” na China pode ensinar à Black Friday

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

19 de novembro de 2020 às 18:44 - Atualizado há 2 semanas

Logo Cyber Monday 2020

Só hoje, nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora

No dia 11 de novembro, a China celebrou o o “Single’s Day”, o “Dia dos Solteiros”. A data, criada pela gigante do varejo Alibaba em 2009, é o maior evento focado em compras em todo o mundo. Não é por acaso: neste ano, US$ 74 bilhões foram transacionados em apenas um dia no país.

Enquanto no ocidente o “Dia dos Namorados” é uma data importante para o varejo, no oriente (e no mundo inteiro) o “Dia dos Solteiros” se tornou o maior evento de compras. Também chamada de 11/11 ou “Double Eleven”, a data é conhecida por vender mais do que países inteiros em um dia.

Mesmo com a pandemia, o cenário não foi diferente em 2020. As vendas quase dobraram de um ano para o outro, pontuando uma recuperação econômica positiva na China. A efeito de comparação, o recorde do ano passado foi de US$ 40,2 bilhões. Já a Black Friday, comemoração criada nos Estados Unidos e esperada anualmente devido às promoções, foi de cerca de US$ 20 bilhões em 2019, de acordo com a Salesforce.

Aprenda com a revolução do varejo que acontece AGORA na China

Adaptação em tempos de pandemia

O “Dia dos Solteiros” é marcado por lives ao longo de todo o dia, com direito a shows de artistas como Taylor Swift e Katy Perry. É a união do entretenimento com o live shopping, engajando os clientes e fortalecendo a marca. Neste ano, devido à pandemia, o evento sofreu algumas mudanças.

  1. Começou mais cedo!

O 11/11 teve início quase 10 dias antes. Pequenas empresas foram o foco de vendas entre 1 e 3 de novembro, como forma de fortalecer o mercado que sofreu com a pandemia do novo coronavírus. As 24 horas de oferta continuaram acontecendo ao longo de todo o dia 11, como manda a tradição.

  1. Abertura ao mercado internacional

Pela primeira vez, as lives foram traduzidas ao inglês. Estima-se que marcas estadunidenses tenham protagonizado US$ 5,39 bilhões da venda do período. De acordo com Michael Evans, presidente da Alibaba, os Estados Unidos foi o país com maior número de vendas além da China. Segundo o portal Alizila, as marcas foram “bem recebidas” principalmente porque os cidadãos não possuem a oportunidade de viajar internacionalmente devido à pandemia.

No total, 31.766 marcas estrangeiras venderam em plataformas da Alibaba na data comemorativa. Alvin Liu, gerente de exportação do T-Mall (plataforma da Alibaba), 26 mil marcas de 84 países participaram do 11/11. “Nós buscamos auxiliar ainda mais marcas internacionais a acelerarem a entrada e crescimento na China”, afirmou.

Entre as marcas participantes deste ano, estão o McDonald’s, Starbucks, Unilever e L’Oréal.

  1. Atenção ao mercado de luxo

Em abril deste ano, após a reabertura do comércio físico na China, a Hermés vendeu US$ 2,7 milhões em apenas uma hora. O interesse por marcas de luxo se repetiu no Single’s Day. De acordo com o Alibaba, algumas varejistas alcançaram suas metas na primeira hora do evento – a exemplo da Coach, Michael Kors, Bottega Veneta, entre outros.

A venda de joias ultrapassou os números da categoria de 2019 em apenas trinta minutos.

  1. Sustentabilidade

A empresa trabalhou para tornar as entregas menos ofensivas ao meio ambiente. Alguns pacotes enviados eram biodegradáveis; os consumidores foram encorajados a reciclar as embalagens; houve a reutilização de caixas, entre outros.

  1. Compras planejadas com antecedência

Antes mesmo de o 11/11 começar, os compradores já podiam visualizar as ofertas e colocá-las no carrinho. Os cupons de desconto foram ativados assim que virou o dia.

  1. Entretenha

Neste ano, o show do 11/11 da Alibaba teve participação da Katy Perry, que se apresentou remotamente no estádio. Os shows são uma tradição da empresa – em anos anteriores, Jack Ma (fundador) se fantasiava para surpreender e apresentar o evento. Enquanto isso, o público poderia interagir pelo computador ou celular.

“O vender acontece. Mas há a parte de se divertir, de entreter. Vale para os shows, mas qualquer ação pode ter um impacto grande na mente do consumidor: seguir uma marca e ganhar pontos, moedas… Há uma ideia de fidelidade, curiosidade, interesse”, afirmou Pedro Eugênio, fundador do BlackFriday.org.br, em uma live especial da StartSe sobre o Single’s Day, que contou com especialistas no varejo chinês.

Assista o conteúdo completo sobre a data:

Venda como na China

Com um escritório na China, a StartSe está atenta às inovações que estão nascendo neste ecossistema e transformando o mundo. A Certificação Internacional New Retail Revolution foi criada para capacitar donos de negócios, C-Levels e Líderes sobre as estratégias que as empresas chinesas estão usando para vender e conquistar clientes no mundo inteiro. Conheça o curso.