A gig economy veio para ficar e destruir o mercado de trabalho como você conhece

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Por Isabella Câmara

30 de Maio de 2018 às 07:20 - Atualizado há 2 anos

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A gig economy será a principal tendência dentro dos escritórios nos próximos anos. Com isso, a vida dos funcionários será modificada completamente, disse um CEO que trabalha com 30% das empresas que estão na Fortune 100 – uma lista anual das maiores empresas públicas e privadas dos Estados Unidos.

Mas o que é gig economy? A gig economy, também conhecida como “economia freelancer” ou “economia compartilhada” (um termo um tanto quanto incorreto), é um ambiente que compreende tanto trabalhadores temporários e sem vínculos empregatícios quanto empresas que contratam esses trabalhadores para realizar tarefas pontuais. O termo não é novo, mas se tornou uma tendência mundial na era digital, após ser impulsionado por empresas da Nova Economia.

De acordo com Patrick Petitti, co-CEO da Catalant Technologies, a forma como as companhias empregam seus funcionários é desatualizada e insana à luz das novas tecnologias. Segundo ele, os profissionais do futuro trabalharão de forma muito mais prática do que trabalham atualmente. A própria Catalant, por exemplo, possui um serviço de matchmaking que conecta empresas a profissionais sob demanda para a realização de projetos específicos.

É bem simples: os usuários se inscrevem no site da empresa ou acessam o serviço por meio de várias empresas de consultoria com as quais a Catalant trabalha. Os perfis desses profissionais são exibidos para os gerentes das empresas que estão contratando pessoas para projetos específicos e, ao final do trabalho, o funcionário recebe uma nota referente aos serviços prestados. A correspondência entre as empresas e esses profissionais é feita por um algoritmo com base nas habilidades, interesses, experiência e nível de classificação que os funcionários obtiveram em trabalhos anteriores.

Segundo Patrick, será a tecnologia a responsável por afastar cada vez mais as pessoas dos empregos tradicionais. Para ele e Rob Biederman, o outro CEO da empresa, os funcionários estão começando a ver suas carreiras de maneira diferente – agora eles enxergam o trabalho mais como uma série de experiências de vida e até se envolvem mais com as tarefas. “O modo como as pessoas têm trabalhado tradicionalmente é deprimente… O fato de você estar em uma empresa que lhe diz o que fazer, quando e onde, isso não está certo. Vivemos em um mundo onde as pessoas devem ser capazes de trabalhar nas coisas com as quais se importam e devem ter mais controle sobre como elas vivem”, diz Petitti.

Apesar dos benefícios, o trabalho autônomo também vem com uma série de preocupações em relação à segurança do emprego, salário estável e direitos trabalhistas. O trabalho freelancer pode ter muitos benefícios, mas também pode não ser adequado para todos. Com a lei atual, de acordo com Frank Field, um legislador britânico, os trabalhadores da gig economy estão vulneráveis. “Os trabalhadores estão vulneráveis ​​à exploração de empregadores inescrupulosos. Estando em um falso emprego autônomo, eles podem acabar em uma situação com o pior dos dois os mundos”.

De acordo com Field, é preciso fazer mudanças na lei para proteger adequadamente os trabalhadores freelancers à medida que a economia se desenvolve. E parece que essa mudança acontecerá realmente. Segundo a American Frelance Union, os trabalhadores freelancers agora representam 36% da força de trabalho dos Estados Unidos e devem superar os trabalhadores tradicionais até 2027 – isso mostrará que a gig economy é muito maior do que a Catalant Technologies.

(Via: Business Insider)