Por que este ano novo chinês é um marco na história recente da China

João Ortega

Por João Ortega

24 de janeiro de 2020 às 18:07 - Atualizado há 10 meses

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Neste sábado (25), parte do Oriente celebra o ano novo lunar, conhecido mundialmente como ano novo chinês. Cada ano é representado por um animal do horóscopo chinês, e 2020 será o ano do rato. A data comemorativa marca a maior migração humana do mundo: durante o feriado que dura uma semana, estima-se mais de três bilhões de viagens internas na China.

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No entanto, a ocasião, neste ano, é a mais marcante na história recente da China, por uma série de motivos. A potência asiática ganhou enorme relevância global ao longo do ano passado, especialmente por conta da disputa comercial e tecnológica com os EUA. As empresas gigantes de tecnologia do país aproveitam a data para promover ações especiais e elevar o consumo digital. E, em meio a tudo isso, algumas regiões da China vem aumento de casos de contaminação de um vírus ainda pouco conhecido.

Envelopes vermelhos digitais

Há uma tradição, durante a celebração do ano novo, em que os chineses presenteiam uns aos outros com envelopes vermelhos contendo dinheiro. Com a crescente digitalização da economia da China, estes presentes também estão migrando para os smartphones.

Desde 2014, a Alibaba e a Tencent permitem que usuários enviem os envelopes virtuais entre si por meio dos aplicativos Alipay e WeChat, respectivamente. Na época do ano novo chinês, as companhias fazem promoções e acrescem valores como bônus nos presentes às carteiras virtuais dos usuários, para serem gastos nos meios de pagamento e plataformas de e-commerce das empresas.

No ano passado, de acordo com o Ministério do Comércio, foram gastos US$ 149 bilhões durante a semana de férias que marca o ano novo lunar. Grande parte do consumo é feito online, por meio das plataformas digitais de Alibaba, Tencent e outros players como JD.com e Pinduoduo. A expectativa para este ano é que o valor gasto por consumidores seja ainda maior, já que a economia chinesa não para de crescer e os envelopes vermelhos digitais tornam-se cada vez mais populares.

Alibaba e os ventos da mudança

A China “chega em 2020” algumas semanas depois do mundo ocidental, levando em consideração o ano novo lunar. Em algumas questões relacionadas a costumes, no entanto, o país parece bem mais atrasado – mas isto pode estar mudando.

Em uma ação muito incomum na China, a Alibaba fez uma propaganda para o ano novo em que os protagonistas são um casal de homens homossexuais. O anúncio foi específico para o Tmall, plataforma de e-commerce da companhia.

“O ano novo chinês é um momento de reunião familiar e inclusão, e o anúncio é uma expressão criativa para comemorar essa ocasião”, afirmou a empresa à CNN. A comunidade LGBT manifestou-se a favor da peça publicitária nas redes sociais chinesa.

É interessante notar que a Alibaba é uma empresa com relações muito próximas ao governo chinês. Neste sentido, a propaganda da Alibaba pode marcar uma nova era de progressos nesta questão, o que faria sentido visto a crescente abertura da China à cultura de países ocidentais. A expectativa é de que o ano novo chinês seja um ano mais inclusivo no país.

O poder das redes sociais 

Um vírus pouco conhecido na comunidade médica teve seu primeiro contágio confirmado no dia 31 de dezembro de 2019. Desde então, autoridades da China têm tomado medidas práticas para evitar a transmissão da doença em larga escala – como o isolamento de áreas onde o risco é amior.

O TikTok e o Kwai, entre outras redes sociais, estão sendo usados como ferramenta de divulgação do que acontece nessas zonas isoladas pelas autoridades da China. Vídeos mostram desde a ação de policiais em estações de trem impedindo a saída de pessoas em Wuhan até a situação do hospital dedicado exclusivamente a pacientes com suspeita de contaminação do coronavírus.

Esta é uma demonstração de como a tecnologia promove o acesso à informação para quem está fora, e diminui o isolamento de quem vive nestas áreas. As ferramentas digitais são imprescindíveis para manter a população informada e unida em um momento de celebração do ano novo chinês.

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